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quinta-feira, 19 de junho de 2014

O sinal da barra de ferro, as mudanças temporais e luzes no nascimento e morte, árvore da vida como verdadeira felicidade. Da Igreja pequena e a esfera de profecia, em livro de Mórmon


O sinal da barra de ferro, as mudanças temporais e luzes no nascimento e morte, árvore da vida como verdadeira felicidade. Da Igreja pequena e a esfera de profecia, em livro de Mórmon





“E quando Moisés entrava na tenda, a coluna de nuvem descia e ficava à porta da tenda; e o Senhor falava com Moisés”. (Êx. 33:9)


“ e eis que a estrela que tinham visto quando no oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino”. (Mat. 2:9)


“Era já quase a hora sexta, e houve trevas em toda a terra até a hora nona, pois o sol se escurecera” (Luc. 23:44)


“Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;com a qual se prostituíram os reis da terra” (Apo. 17:1)




Já tratamos da referência a Jesus em outros Livros Sagrados que não a Bíblia, mas que a complementam, como o exemplo do Alcorão. Agora trataremos do que fala o Livro de Mórmon, e até onde ele entra em sintonia com a Bíblia e se torna uma Revelação Moderna, através de seus profetas da linhagem de José egípcio, e mais modernamente de Joseph Smith. De interesse é o profeta Néfi, que tem revelações sobre o nascimento, vida, morte e crucificação de Jesus, ou do messias, e da revelação aos Gentios, em um povo chamado de “branco”, que seria a América. Vale até onde isso nos complementa a Bíblia e fundamenta ainda mais a fé e a tradição sagrada, que foi dada de boca a boca e depois colocada em placas, pergaminhos e papiros.

Já ouvimos e lemos sobre as mudanças climáticas e milagrosas no momento do nascimento e ressurreição de Yehoshua (Jesus). Assim luzes apareceram no céu, quando da noite anterior, no sentido de deixar claro. Dias como se não houvesse noite. E uma nova estrela apareceu, que nunca antes havia sido vista. Também no momento de sua morte não houve luz pelo tempo de três dias, até que ele ressuscitasse. Isso está descrito em Capítulo 14 de profeta Helamã, também filho de Helamã.
 
 
 

Também se fala em duas igrejas, uma do cordeiro e outra do diabo. Essa última seria a grande, e chamada de prostituta, que tem domínio sobre a Terra, nações, tribos, línguas etc. Já a igreja pequena seria a do cordeiro, que aqui parece se referir a de “Jesus dos santos dos últimos dias”, já na América. Mas se fala também na restauração dos judeus nos últimos dias, ainda se referindo a casa de Israel como o povo do convênio do Senhor. Na verdade é a relação entre a “Oliveira” e o “Ramo”, e de como a revelação de Yahu (Deus) passou entre povos, chegando modernamente através do Messias (Yehoshua/Jesus). Isso descrito em profeta 1 Néfi 14,15.

De novidade é a citação de uma “barra de ferro”, como um sinal. Assim, vemos em 1 Néfi 11:25: “ E aconteceu que vi que a barra de ferro que meu pai tinha visto era a palavra de Deus, que conduzia a fonte das águas vivas, ou seja, a árvore da vida; águas que eram um símbolo do amor de Deus; e também vi que a árvore da vida era um símbolo do amor de Deus”. Vemos as pessoas procurando a felicidade, seja em dinheiro, prazeres e fama. Mas aqui percebemos que essa felicidade está na árvore da vida, cujo fruto traz a felicidade. Pois muito melhor que a felicidade passageira e ilusória, é aquela permanente. E essa se encontra na barra de ferro, que é a palavra de Deus.
 

Também vemos que para os profetas, há meios diferentes de Presença Divina (Shekiná), que antes tínhamos em colunas de fumaça e fogo, ou na montanha, tabernáculo, céus se abrindo ou outros meios. Aqui se fala em uma “esfera”, que mostra o caminho para o profeta. Além de conversa com anjos e instruções especiais. Assim se cita (1 Néfi 16:26,30): “E aconteceu que a voz do Senhor lhe disse: Olha a esfera e vê as coisas que estão escritas”; “E aconteceu que eu, Néfi, me dirigi ao cume da montanha, de acordo com as direções dadas na esfera”.

No mais o livro de Mórmon confirma a antiga e a nova aliança, tratando de Moisés, Abraão, José, bem como tantos outros, até Jesus e seus doze apóstolos. Vemos assim que existe mesmo alguma tradição que chegou até esse escrito, e que se resta alguma placa onde estava escrito essa Revelação Moderna, não sabemos, mas percebemos que a mensagem ali descrita se assemelha em muito aquela presente na Torá e nos escritos seguintes. Cabe confirmar o nascimento, as profecias cumpridas e tudo mais em relação a Yehoshua (Jesus), e que o povo judeus foi aquele da aliança, restando também aos gêntios um convênio ou aliança, através do cordeiro de Deus, o messias.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Sobre a veneração de imagens, Trindade, anjos antes do mundo, pecado na alma, pena após a morte e corpo espiritual em Agostinho de Hipona e cabala


Sobre a veneração de imagens, Trindade, anjos antes do mundo, pecado na alma, pena após a morte e corpo espiritual em Agostinho de Hipona e cabala




“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gên. 1:26)



“Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás diante delas, nem as servirás” (Ex. 20:4-5)



“Naquela mesma noite, disse o Senhor a Gidão: Toma um dos bois de teu pai, a saber, o segundo boi de sete anos, e derriba o altar de Baal, que é de teu pai, e corta a asera que está ao pé dele”. (Juizes 6:25)



“Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório” (Êxo. 15:18)



A tradição cristã em muito se diferenciou da judaica, apesar de sua origem judaica. Parece que inseriu alguma mística no judaísmo, e assim interpretou a Torá ou a Lei de modo ousado, mas não foi contra a Lei e nem tirou a responsabilidade. Antes colocou responsabilidade, com a doutrina do inferno e purgatório, e ainda com a relevância que trouxe ao Filho, ou messias (Machiah), e ao Espírito Santo (Hayot ha Kodesh), que parece antes estarem mais em uma tradição oral. O meso se diga da concepção Tri-Una de Deus, chamada de Trindade, mas que ainda reconhece apenas um só Deus. Isso sem falar na veneração de imagens, mais como símbolos de fé, bem diferente da idolatria pagã, que colocava o ídolo como Deus. Ademais, o próprio IHVH (Deus) ordenou fazer querubins na arca da aliança, uma serpente no posto a Moisés e mais. Não sendo assim qualquer imagem que se referem os Dez Mandamentos, pois se o fosse não poderíamos ter fotografias. Ademais, a arqueologia bíblica descobriu gravuras e imagens construídas por cristãos primitivos, como um carneiro e peixes.
 
 
 

Lendo a Cidade de Deus de Agostinho de Hipona, percebemos essa tradição que nos foi herdada. Assim fala: “Nós, os cristãos, não cremos em Pedro, mas n'Aquele em quem Pedro acreditou; sendo deste modo que somos edificados pelas palavras de Pedro anunciadoras do Cristo" (A Cidade de Deus 8,54). e “A cidade celeste, ao contrário, conhece um só Deus, único a quem se deve o culto e a servidão, em grego chamada 'latreia' (adoração), e pensa com piedade fiel não ser devido senão a Deus” (A Cidade de Deus 19,17). A questão se concentra na noção de veneração, que é diferente da adoração. Veneramos uma imagem que leva até Deus, não a imagem em si. Senão cultuaríamos a arca da aliança, a arca de Noé e outras obras que Deus mandou fazer, e que ousamos reproduzir em “imagens”. Yehoshua (Jesus) na cruz se tornou o maior símbolo desse aspecto. Idolatria é ter um culto contrário a Deus, o que nas Escrituras se refere aos Baals, Asheras etc.

Sobre a Trindade, temos apenas a lembrança da importância do Machiach (Jesus) e do Espírito Santo, em trabalho junto a Elohim (Deus). Deus continua sendo único Deus. O Espírito Santo é o espírito do Pai e do Filho, segundo Agostinho. Isso explica o termo plural usado em Gênesis. A divisão trina está assim em imagem e semelhança no homem, pelo seu corpo triplo (nephesh, neshamá e ruach), bem como em sua anatomia (cabeça, tronco e membros). Isso ainda respeita a lei mística do triângulo, e nos leva a pensar no Grande Rosto a que se refere a kabalah, ou as três primeiras sephirot (Kether, Hokmá e Biná). Isso não faz de Deus mais que um, pois são emanações, e senão acusaríamos os cabalistas judeus de politeístas, o que não são.
 
 

 
 
Sobre os anjos anteriores ao mundo, fato é que provavelmente trabalharam e auxiliaram Elohim. Os anjo certamente já estavam antes com En Sof, esse aspecto ainda não compreendido ou oculto de Deus. Mas os mesmos anjos não são coeternos, e assim não devem ser cultuados nos lugar do Senhor. Sobre o pecado, muito se fala na tentação da carne. Mas o autor de Cidade de Deus se refere que o pecado vem da alma, o que talvez possamos entender no livre arbítrio e na razão humana. Seria muito fácil mesmo culpar a carne, e fugir de responsabilidades. Para isso há as penas após a morte, como no inferno (ou Gehena), e assim sofrendo o que ele chama de penas purgatórias. Mas nem todos que as passam sofrerão após Juízo Final. Claro que na ressurreição há uma nova natureza, o que passa a ser referido como corpo espiritual, apesar de Jesus ter se alimentado junto a seguidores (talmudim) após sua ressurreição. Fato é que Jesus poderia ter se materializado, como já comentamos. Mas esse corpo espiritual não sofrerá o mesmo que o carnal (atual), como prometido em livro do Apocalipse. Paulo já sabia, e comentava em suas cartas.




domingo, 8 de junho de 2014

Serpente que caminhava, Adão criado fora do paraíso, casal antes de Adão e concavidade interior da Terra em visão de Casanova


Serpente que caminhava, Adão criado fora do paraíso, casal antes de Adão e concavidade interior da Terra em visão de Casanova



“o Espírito de Deus incubava sobre a face das águas” (Gên. 1:2)



“Jeová Deus havia ornado de plantas o jardim voluptuoso no Oriente, onde colocou o homem que acabava de fazer” (Gên. 2:8)



“Deus vos ordenou não comer de todos os frutos das árvores desse jardim?” (Gên. 3:1)



“que seja feita uma abóboda entre as águas para que separe as mesmas águas umas das outras” (Gên. 1:6)




Encontrei uma obra comentando o Gênesis, dos anos de 1780, onde observei vários detalhes místicos interessantes, e bem como lembranças do original em hebraico e mesmo do que temos na Vulgata, de tal modo que nos aparecem perplexidades de interpretação. Casanova é conhecido pela sua vida de mulherengo, ou por suas obras de estilo quase erótico, mas pouco se fala em estudos como esse, que se trata de um verdadeiro comentário místico do livro Gênesis bíblico. E um trabalho feito com fé, apesar do espírito do renascimento, que se envolve de uma profundidade extra em assuntos teológicos e envoltos de uma visão de religiões comparadas.
 

“Quem estuda a Bíblia deve deter-se em todas as passagens que, à primeira vista, lhe pareçam contradições; e apenas deve abandoná-las quando, à força de estudo, descobriu que as contradições são apenas aparentes, pois se se pudesse verificar que na santa escritura há uma única contradição em matéria de fé nossa religião passaria a ser declarada imediatamente falsa” (Comentário Literal Sobre os Três Primeiros Capítulos do Gêneses – Giovanni Jacopo Casanova). Para tanto, aqui selecionei algumas passagens polêmicas, e um tanto misteriosas. A principal novidade do autor é declarar que existe uma concavidade em nosso planeta com outra humanidade, e que esta terra seria talvez o paraíso.
 
 

Casanova pensa de modo parecido ao meu. Fala que existiu um primeiro casal, e que Adão não estaria sozinho. Assim cumpriria a lei hermética do gênero, presente em toda a natureza. Relembra doutrina de andrógino propagada por Platão e ainda fala que Adão teria sido criado em nosso mundo, e depois transportado para o paraíso (este na parte interna de nosso planeta), e depois na queda transportado para nossa superfície. Ademais, fala em Adão mortal no paraíso, haja vista que não comeu do fruto da árvore da vida. Outrossim, que Eva saiu virgem do paraíso. Esses detalhes nos deixam pensativos, haja vista questões serem debruçadas pelos padres da Igreja primitiva e pelos teólogos posteriores. De interesse é que o autor faz duras críticas a Agostinho de Hipona, o que nos mostra que Casanova era entendido em filosofia, tanto quanto em mulheres, pelo qual teve a fama. Essa terra interior a nossa a que ele fala, teria um sol fixo e uma vida semelhante a nossa, porém mais paradisíaca. Depois a teoria se chamou da “Terra Oca”, e até os alemães da Segunda-Guerra procuravam ainda esse local, que teria uma caverna ou entrada aqui em nossa superfície.

Sobre a serpente, sabe-se que ela não era da mesma forma antes da queda e do pecado de Adão e Eva. Assim alguns autores como Basílio e Josefo falam que ela estava de pé, ou devia estar. Para tanto pensaríamos que ela caminhava, e que se assemelhava aos animais com patas ou mesmo ao homem. Claro que a serpente não come pó, mas sim animais, peixes, e outros seres, como roedores. Vale lembrar que já comentei sobre o tema, pois a palavra nahash significa concupiscência, e a serpente seria uma alegoria para a própria tentação. E se relaciona a sexualidade, assim como o próprio fruto, pela gnose.

Essa obra trás muitas discussões dos padres da igreja, e ainda algumas crítica relevantes. Apesar na fé do autor nas Escrituras, nem tanto se coloca em relação a Igreja, quando se trata de ciência. Assim comenta: “Tudo o que a Igreja faz, e que nos comunicou, é verdade; mas nem todas as verdades, que se referem a fé, podem ser conhecidas pela Igreja”. Para tanto, há muita ciência que tivemos de um distanciamento da opinião de padres, e outra que encontramos mesmo na Bíblia. Fato é que o sentido místico e de sabedoria permanece, e que mesmo em comentários de renascimento, percebemos o grande saber das Escrituras, que revelam mais que seu mero sentido literal, nos levando a uma tradição oral que serve de chave a sua interpretação mais profunda. Esse sentido talvez esteja no coração do homem, e na sua intuição, que necessita de uma hermenêutica profunda e principalmente de revelação.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Aspectos místicos nos estudos bíblicos


Aspectos místicos nos estudos bíblicos


“Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu”. (Revelação 12:7)



“viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram”. (Gênesis 6:2)



“Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus”. (João 20:14)



“Abriram-se-lhes então os olhos, e o reconheceram; nisto ele desapareceu de diante deles”. (Lucas 24:31)





Já vimos vários pontos em que notamos estudos bíblicos com certa tendência mística. Isso de modo algum constitui heresia ou quebra de dogma, mas sim ensinamento elevado que reflete uma tradição oral. Já tratei de tradições judaicas, evangélicas, católicas, martinistas, cabalistas, teosóficas e tantas outras, a fim de mostrar que a Bíblia tem uma profundidade hermenêutica, e que relatos como relativos a anjos, queda, carruagem de Deus e outros têm fundamento. Nesse artigo falo de ensinamentos dos Testemunha de Jeová, haja vista ler algum material a respeito, pesando com o que já vi em outras tradições cristãs.

De interesse é a abordagem altamente interpretativa das obras da Sociedade Torre de Vigia, que vão além do texto literal. Informações raras sobre profecias e sobre a queda dos anjos, bem como sobre a constituição do corpo de anjos e daquele que será usado após ressurreição, bem como sobre o livro Revelação. De início percebi que o autor fala que Jesus é o Arcanjo Miguel, e que assim se trata dele ressuscitado. Já li em tradições cabalistas que me pareceu ser Jesus um anjo chamado Metatron. Fato é que no cristianismo primitivo muitos achavam que Jesus (Yehoshua) era um anjo, ou até mais. O Metatron é o “anjo da face”, e ele poderia ver Deus face a face, uma vez que notamos na Bíblia relatos de profetas que assim não podiam se portar. Já Miguel (ou Micael), é um arcanjo de grande importância, em especial em operações teúrgicas. Vemos ele retratado vencendo Satanás, ou ferindo um Dragão. Dragões ou Bestas são retratados no livro de Revelação.
 
 

Sobre a queda dos anjos e de Lúcifer, já vimos em várias tradições o evento, mas sem achar o nome escrito na Bíblia, e sabendo que isso vinha em uma tradição oral. Nos Evangelhos ditos apócrifos, existe mais detalhado o evento e sabemos que então se trata de uma fonte verdadeira. E a guerra no céu entre anjos teria acontecido em 1945, segundo o autor de livro “Poderá viver para sempre no paraíso na Terra”. Isso porque em Daniel se profetizar sete tempos numa árvore simbólica. Já tratei desses sete tempos em meu livro Comentários a Bíblia e outros, e os mesmos pensei se referir a um tempo bem mais considerável. Contudo o ano tem sua importância por vermos nesse a Primeira Guerra Mundial, e por mais alguns anos. Os anjos poderiam estar influenciando o temperamento das pessoas do mundo. Contudo mostra o saber místico por trás desse chave sétupla.
 
 

Também que os anjos namoraram as mulheres, e não gigantes. Esses anjos mesmo tendo corpo espiritual, de certa forma se materializaram. Assim ocorreu com Jesus após ressurreição, o qual já não possuía o mesmo corpo. Isso me lembra certa doutrina mística que fala de Jesus ter voltado em um “corpo vital”, e assim não sujeito a tantas necessidades, como o corpo carnal. De qualquer forma é uma nova natureza. E que se reveste de eternidade. Os anjos então construíram para si corpos carnais, a fim de aqui no mundo para tomar mulheres por esposas. Os filhos dessa relação se tornaram gigantes. Diz que esses no dilúvio não se afogaram, e que retornaram ao céu em corpo espiritual (p. 95). Mas Jesus parece ter usado de um corpo diferente para aparecer após a ressurreição a Apóstolos e a Madalena, e por isso da dúvida de Tomé, não por sua falta de fé. Por tudo isso, com essa visão mística se começa a desvelar o texto, antes obscuro e misterioso.

sábado, 24 de maio de 2014

Dos pecados da sedição, do escândalo, sobre a mulher do poço e a Suma Teológica


Dos pecados da sedição, do escândalo, sobre a mulher do poço e a Suma Teológica





“Porque temo que, quando chegar, não vos ache quais eu vos quero, e que eu seja achado por vós qual não me quereis; que de algum modo haja contendas, invejas, iras, porfias, detrações, mexericos, orgulhos, tumultos” (II Cor 12:20)



“Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece”. (Rom. 14:21)

 

“Ai do mundo, por causa dos tropeços! pois é inevitável que venham; mas ai do homem por quem o tropeço vier!”(Mat. 18:7)

 

“Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá. Respondeu a mulher: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido; porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade”.(João 4:16-18)






Lendo a Suma Teológica, percebi em seu quinto volume, comentários sobre os pecados. Assim me veio uma passagem interessante sobre a sedição, e algumas sobre o escândalo, que hoje vemos tão presentes em nossa sociedade, em nome de uma pseudo-justiça ou pseudo-liberdade. Também me veio na leitura de obra de um padre catarinense, Jorge Tadeu Hermes, que a mulher samaritana citada em João, acaba por ver no relacionamento com Yehoshua (Jesus) algo que realmente satisfaz, em compensação aos seus antigos 5 maridos.




Na Suma Teológica se coloca os argumentos favoráveis e os contrários. Assim Tomás revela a tradição oral da igreja, bem como saberes da razão, como aquele que veio de Aristóteles, da filosofia grega. Trata dos pecados, e, me veio a leitura de dois em questão, da sedição e do escândalo. Essa sedição se parece muito com a rixa, como o que aqui citei da Carta aos Coríntios. Sedição é o tumulto preparatório a luta, Diz Isidoro que “sedioso é o que provoca a dissenção das almas e gera a discórdia”. Esta difere do cisma. Pode até ser, como foram alguma heresias, mas nem por isso leva a tal. Mas claro que se pode se opor a injustiça e a ditadura. Mas sedição em si é um grande pecado, como já assevera Paulo. Tal prejudica o trabalho espiritual.



Já o pecado do escândalo é o que vemos na fama, na moda atual de querer praticar um modelo de rebeldia, como pseudo-virtude e falsos valores. Vimos tantos e tantos na arte, que por fim faleceram em drogas ou tragédias. Para tanto, se leva o irmão a um tropeço ou queda espiritual. Não se trata de mero espanto contra algo, mas algo hipócrita que se opõe a própria espiritualidade. Isso ocorrendo por certo egoismo, e em objetos ou vantagens, como na alimentação, citada da Carta aos Romanos. E como ensina Mateus, ai do homem que leva o outro a tropeço. Se trata de um ato ou palavra contra a Lei de Deus. Vemos aqui a importância da Torá e da Tradição. E há o escândalo ativo e o passivo. Esse o que se escandaliza, o ativo o que escandaliza. Mas o justo (tsadik) pode parecer escândalo aos outros, e mesmo Pedro pelo que disse Yehoshua lhe servia de escândalo. Gregório disse que se fosse escandalizar com a verdade, seria melhor que abandoná-la. Também se fala de a Igreja não cobrar dízimo de lugares onde não de costume pagar, para evitar escândalo.

 


Já quando vemos a mulher samaritana do poço a que Yehoshua se revela como messias, percebemos de sua busca de bens do mundo, como dos seus cinco maridos e muitas tentativas de relacionamento, mas sem buscar o Noivo que é Cristo, e sem encontrar aquela água que sacia a sede espiritual. Vemos na atualidade uma série de relacionamentos e buscas em redes sociais, mas com isso as pessoas ainda não satisfeitas. Com a chegada co Cristo interno no coração da samaritana, ela consegue achar finalmente um “marido” verdadeiro, e não meramente aquele da carne. Pois com essa consciência messiânica ela vai até o Pai Celestial, e desse modo encontra aquela água que é ao mesmo tempo luz, como ensinam sábios hassídicos e o Bahir. Os muitos esposos não são muito em comparação aquele que traz a Verdade e a Vida.





sexta-feira, 16 de maio de 2014

De Paulo judeu e fariseu, do Domingo não retirando o Sábado, do sangue, mulheres profetizas e do nazireu segundo livro de Atos


De Paulo judeu e fariseu, do Domingo não retirando o Sábado, do sangue, mulheres profetizas e do nazireu segundo livro de Atos


“Por isso, julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Deus,mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue”. (Atos 15:20)

“No primeiro dia da semana, tendo-nos reunido a fim de partir o pão, Paulo, que havia de sair no dia seguinte, falava com eles, e prolongou o seu discurso até a meia-noite”. (Atos 20:7)

“Disse Paulo: Não sabia, irmãos, que era o sumo sacerdote; porque está escrito: Não dirás mal do príncipe do teu povo”. (Atos 23:5) “pois me conhecem desde o princípio e, se quiserem, podem dar testemunho de que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu” (Atos 26:5)

“toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles as despesas para que rapem a cabeça; e saberão todos que é falso aquilo de que têm sido informados a teu respeito, mas que também tu mesmo andas corretamente, guardando a lei”. (Atos 21:24)

“Partindo no dia seguinte, fomos a Cesaréia; e entrando em casa de Felipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. Tinha este quatro filhas virgens que profetizavam”. (Atos 21:4)



Vemos muitas vezes em certos cultos cristãos ou mesmo comentários de alguns, com relação a ataque aos judeus. Também vemos por parte de alguns irmãos judeus algum ataque a de talhes do cristianismo, ou do que tivemos de Escrituras por parte da igreja romana. Porém percebemos que não tem muito sentido os ataques, uma vez que a cultura nossa é judaico-cristã, e que ambas as tradições se complementam e sintetizam na figura do Mashiah, Yehoshua (Jesus), e que mesmo sabendo da condição de Paulo, não podemos assim nos precipitar.
 
 
Paulo era judeu, e mais, fariseu. Ele mesmo teria revelado isso e assim versado na sabedoria da Torá, mesmo também em tradições talmúdicas, senão até em kabalah. Essa última suposição nos vem quando vemos seus ensinamentos místicos, como a respeito de terceiro céu, corpo de glória e outros, que nos fazem pensar em algo que supera o nível de interpretação histórico e moral da Torá. Depois com esses escritos, como o livro de Atos, vemos que há uma conciliação entre judeus e gentios, e que aos poucos todos se acham em verdadeira crença ao Senhor IHVH (Jeová).

Os gentios convertidos tinham as lições a eles compatíveis. Vemos isso nos Filhos de Noé, ou Bnei Noah, onde se segue os 7 mandamentos. Claro que não se pode colocar os 613 mandamentos em pessoas que não estão inseridos na cultura judaica, e mesmo porque há passagens que colocam o Machiah com esse papel de levar a Salvação a um grupo maior. Sobre pagãos que aceitam IHVH, não há proibição, desde que abandonem suas práticas e a idolatria. Aqui se fala em sangue, mas o sentido não é apenas e se comer sangue (ou bem como proibição judaica de ingerir nervo ciático), mas em especial o derrabamento de sangue, através da violência.

Os cristãos foram mais tolerantes, e não mudaram Sábado para Domingo, mas adicionaram esse. Para quem desejasse guardar o Sábado, não há proibição. Mesmo porque o Sábado de Elohim é algo muito maior que um dia da semana, mas sim um período sagrado, a fim de comemorar a Criação. Mas também o sábado judeu não era obrigatório aos cristãos. Então o costume era guardado 300 antes de Constantino, por cristãos. Mas o domingo seria um “oitavo dia guardado com alegria” (Epístola de Barnabé), bem como os “Pais da Igreja” falavam a respeito de em atos não haver regra específica quanto a data a se guardar. Pois domingo teria sido o dia da ressurreição de Yehoshua. Mas o sábado deve ter sido ainda respeitado por muitos.
 

Sobre o voto de Nazir, ou nazireu, nada prejudica a crença, sendo o que se fala em capítulo 21:24, e assim é o que se atualmente tem por promessa. Também retiros espirituais podem se assemelhar a ele, bem como dias de jejum, não se fazer a barba e assemelhados. Vemos aqui uma espécie de exercício espiritual, e assim algo dedicado em sacrifício a Jeová. Faz em si mesmo o sacrifício do animal, ou cordeiro, e assim nos mostra o Cristo interno, de modo que pelas virtudes e castidade se sacrifica a animosidade. Isso pode ser temporário ou permanente, mas no geral parece ser por apenas um prazo. A prática parece ter sido feita por místicos, que superaram apegos ao mundo e que têm dedicação total a D'us.

Sobre as mulheres e sua aceitação por Yeheshua e apóstolos nos ensinamentos, fica clara a passagem que fala até mais, em verdadeiras profetizas. Quando pensamos em pentecostes, e na manifestação do Espírito Santo (Huach Hakodesh), vemos que não há distinção tamanha entre o gênero. Antes já havia mulheres importantes nas Escrituras, e lembramos de Sara,  Rute, Ester e tantas outras, mesmo em Miriam (Maria), e então sabemos desse contato da Presença Divina, Shekiná, também para com as mulheres. Yeheshua tinha especial atenção a elas, e em apócrifos se fala de papel central de Maria Madalena, nesse sentido de doutrinação especial. Por fim, mesmo Paulo, que era um tanto rigoroso a esse respeito, lembrou da importância delas na propagação das doutrinas de Mashiah.




















domingo, 11 de maio de 2014

Primeira comunhão e seu aspecto místico



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"Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. E tomando um cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos;pois isto é o meu sangue, o sangue do pacto, o qual é derramado por muitos para remissão dos pecados". (Mat. 26:26-28)

 

 


No último fim de semana presenciamos a primeira comunhão de muitos jovens. Fato é que o momento foi de grande movimento na Igreja, e que me surpreendeu a quantidade de automóveis nas proximidades. Isso nos mostra ainda da importância da religião em nossa sociedade, e de valores éticos que se mantêm, mesmo em competição a mil entretenimentos e atrativos da sociedade pós-moderna e consumista. Por outro lado, na Igreja Católica vemos grande importância na eucaristia, cerimônia que nos leva a última ceia do mestre Jesus com os apóstolos, na sua aparente sociedade secreta. O pão representando o corpo e o vinho, o sangue, que foi repartido na Igreja (espécie de corpo místico) e assim feita a comunhão sagrada. Essa nada mais é que a união com o Cósmico, que temos na meditação e encontro com Deus. O corpo representa um veículo de consciência, uma manifestação em algum plano ou dimensão. Mas entendo que esse corpo místico está além da igreja, além da cerimônia, está na dimensão Universal como Cristo Cósmico, o Reparador dos Mundos, espécie de Sol metafísico, doador da vida. Sendo o mestre um Novo Adão, assim é um novo diagrama da árvore da vida da cabala, o chamado Adão Kadmon, antes da queda, protótipo do universo e do homem. O homem é um pequeno universo, microcosmo. Mas vamos a diversas opiniões e fatos históricos, para depois retornarmos.
 
 

A eucaristia teve de tal modo em certa época, que "A cerimônia que se revestiu de lendas, foi reformada no Concílio de Trento". Acabou aproximando o sacrifício da cruz. Já Santo Ambrósio disse: "Sabes, portanto, que o que recebes é o Corpo de Cristo. O qual na véspera da sua paixão tomou o pão em suas santas mãos. Antes da consagração é pão: mas logo que se acrescentam as palavras de Cristo é o seu corpo. Antes das palavras de Cristo o cálice contém vinho e água: mas logo que as palavras de Cristo tenham operado se faz ali o sangue de Cristo. Que redimiu o povo. Portanto não é em vão que tu dizes amém, confessando já em espírito que recebes o corpo de Cristo". A cerimônia assim transformou o profano em sagrado, ou a presença de Cristo transformou o mundo e a carne (pão). É a palavra que opera essa transubstanciação, é o Verbo que se aproxima da "palavra perdida", da "palavra de poder" de certas sociedades iniciáticas. Certamente, Jesus possuía a "Palavra", e isso mesmo quem foi contra a sua obra o reconheceu. Também Santo Agostinho disse: "Esse pão que vedes no altar, santificado pela palavra de Deus, é o corpo de Cristo. Este cálice, ou melhor, o que esse cálice contém, santificado pelas palavras de Deus, é o sangue de Cristo". O mesmo a respeito da palavra ou Verbo.
 
 
 

Para Santo Tomás a "Eucaristia contém o próprio Cristo que se entrega à morte, ela é presencialização do sacrifício único de Cristo; é ao mesmo tempo comemoração da paixão de Cristo, sacramento prefigurativo da glória eterna e sinal eficaz da graça que nos concede". Confunde-se um pouco com o que nos disse João a respeito do Verbo no início, que era Deus. Também parece que essa palavra precisa de ar, logo de sopro (espírito), para assim manifestar a vida nas coisas. Essa vida é o que torna estas coisas partes do corpo de Cristo, um corpo místico maior que a Igreja, sendo uma parte que sustenta cosmicamente a vida da Natureza. Sem o Cristo, o inverno viria e todas as coisas morreriam. E o seu corpo deve assim ser ainda mais comemorado. A eucaristia ou outro rito nos sintoniza com esse mistério de Cristo, da comunhão com seu "corpo". E esse rito é em si também uma forma de fraternidade entre irmãos cristãos, e mais que mera memória, se reveste de um aspecto místico incomparável, auxiliado por anjos e pela Presença Divina ou Shekiná. (de meu livro "Comentários à Bíblia", Editora AG Book)