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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Augúrios de Gideão, Eliezer e José bem como A avareza combatida na Bíblia


Augúrios de Gideão, Eliezer e José bem como A avareza combatida na Bíblia



 

“Até a cegonha pelo ar reconhece a estação, e as rolas e as andorinhas são fiéis à migração. O meu povo, porém, não conhece a lei do Senhor”. (Jer. 8:7)

 
“A taça que roubastes é aquela em que bebe o meu senhor e da qual se serve para as suas adivinhações.” (Gên. 44:5)

 
“Que é isto que fizestes? Não sabieis que sou um homem dotado da faculdade de adivinhar?” (Gên. 44:15)


“O poderoso, e o homem de guerra, o juiz, e o profeta, e o adivinho, e o ancião” Isaías 3:2


“provai-me por um sinal que sois vós que me falais” (Juí. 6:17)







Muitos homens santos de Israel tinham o dom de adivinhar, profetizar e interpretar sonhos. O exemplo que surge primeiro é o de José, que diz aos irmãos que tema faculdade de adivinhar. Fala-se também de uma tal “taça”, que servia a tal intento. O mesmo se diga das interpretações de sonho, que foram já aqui descritas em outros artigos, referente a José. Também Gideão interpretou sonhos e recebeu sinais, uma vez que assim os pediu para o anjo do Senhor.
 
 
 

Fato é que sempre houve um conhecimento ou ciência popular, e que isso não se relacionando a deuses pagãos, não importa em maior pecado. Mesmo porque muitos profetas receberam mensagens de Deus através de seus sonhos, e que sinais foram dados, como a pomba a Noé, pomba no batismo de Jesus, abutres, gafanhotos, as pragas do Egito e tantos outros. São sinais e agouros, e ainda a Presença Divina, em atos que mostra a Sua Shekiná. Mesmo porque os próprios animais usam de fenômenos da natureza para seus atos, como a migração, a locomoção, o que modernamente se sabe que eles percebem infra sons, luz ultravioleta e magnetismo, etc.
 
 

Esses sinais mostram ao crente uma prova do extraordinário, a que prova a existência de Deus. Mesmo aquela estrala que guiou os reis até o Salvador Jesus (Yeshua), o Messias, nos prova que nem sempre observar as estrelas ou seguir a intuição, interpretar sonhos (seu pais José e Maria também receberam em sonho), e assim prova que se tem de ter cuidado em condenar todos os acontecimentos e palavras dos sábios. Mesmo porque os profetas sempre foram vistos com desconfiança por incrédulos, e não se trata apenas de no passado existir o Espírito Santo (Haiot há Kodesh), mas que esse dom ainda existe, apesar de raro.
 
 
 

Também cabe uma reflexão sobre “testemunhos” dados em diversos lugares, onde parece que importa mais o dinheiro que o encontro de Deus (IHVH) e de Jesus. O testemunho devia ser antes encontrar Jesus, do que prosperar, comprar casa e carro. Mesmo pelo contrário, o apego e excesso de dinheiro é combatido na Bíblia, sendo pecado capital, a Avareza. Na Suma Teológica de Tomás de Aquino há capítulo dedicado a tal pecado, e ainda se amplia esse para outros excessos e exageros, como a fama, e coisas que se conquista com o dinheiro. Gregório fala que avareza também é querer se “elevar sem medida”. Pode-se citar várias passagens a respeito, como: Romanos 1:29; 1 Coríntios 9:9; 2 Coríntios 9:5; Ezequiel 22:27. Pois o que vale mais são só bens espirituais, não os desse mundo. Os reinos desse mundo são do Inimigo, e quem serve apenas a esse dinheiro, na verdade louva o bezerro de ouro e Satanás, quando pensa equivocadamente estar servindo a Jesus.


sábado, 18 de outubro de 2014

João Batista yogue, seita de Judas, budistas na Babilônia, Jesus sedutor e Terapeutas, segundo Ernest Renan


João Batista yogue, seita de Judas, budistas na Babilônia, Jesus sedutor e Terapeutas, segundo Ernest Renan







“Depois deste levantou-se Judas, o Galileu, que nos dias do recenseamento, e arrastou o povo consigo, mas também ele pereceu e todos quantos o seguiam foram dispersados” Atos 5:37



“João usava uma vestimenta de pêlos de camelo e um cinto de couro em volta dos rins. Alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre” Mat. 3:4





 

No livro intitulado “Vida de Jesus” de Ernest Renan, mais do que imaginei, há muita informação extra e de acordo com o que já intuía a respeito dele e de seus seguidores. Primeiro que ele usa fontes extras, parecidas a que eu já aproveito, como o Talmude, literatura judaica, escritos gnósticos, apócrifos e outras informações. Interessante que o livro foi escrito antes da descoberta arqueológica no Mar Morto, mas que já possuía a informação decorrente de algumas das descobertas. Prova que certos documentos já eram de conhecimento, mesmo que restrito.

Sobre João, ou Iohanan, foi um jovem asceta cuja fama se espalhou por toda a Palestina, ele de linhagem sacerdotal, segundo evangelho dos ébionim, e nasceu na cidade de Juta, perto ou mesmo em Hebron. E desde muito jovem ele foi um nazir, um sujeito de votos e abstinências. Ele então vivia a vida de um yogue da Índia, vestia-se de peles de camelo e se alimentava apenas de gafanhotos e mel. Certos escritos dizem que ele era um dos dois messias, e ainda se fala que era essênio. Esses essênios aparentavam com budistas e viviam nas proximidades do Mar Morto, e daí dos manuscritos encontrados em 1945, que alguns entendem ser deles.
 
 

Jesus então tinha estreita relação com esse João. As ideias apocalípticas e certos hábitos de vida nos levam a pensar nisso. Mas apesar de interpretar a lei judaica, vemos que a mesma era cumprida. Há uma seita chamada de “cristão de São João”, os mendaítas. Os árabes os chamam de batistas. Fato é que a Babilônia era um celeiro de budismo. Desta feita, lembrando da seita dos essênios, vemos que a influência do oriente foi grande, tanto em João, quanto em Jesus. Sobre Jesus, o sinédrio o chamou de “sedutor”, uma vez esse termo era uma forma a se referir a quem seduzia a se afastar da Lei de Moisés. Há porém um escrito gnóstico que diz ter sido Jesus em sua juventude, um pouco mulherengo. Esse fato já parece ser mais inverídico, mas explicaria o sedutor por outro aspecto.
 
 

Já os terapeutas são um grupo que surgiu dos essênios, e que até mesmo depois, em outros grupos permaneceu, como nos Cátaros, e depois mesmo em Rosacruzes, e assim era espécie de misticismo cristão direcionado a cura e imposição de mãos. Isso identifica muito o costume de Jesus em curar através de imposição de mãos, ou quando a mulher se curou tocando as vestes do mestre. Interessante que até alguns reis tinham a fama de curar quando tocados, e assim vemos essa tradição mística perdurada, através dos tempos. Fato é que juntamente com expulsar demônios, batismo, e mesmo a ressurreição, a cura é também doutrina fundamental dos cristãos.
 
 

Também um certo Judas possuía uma seita messiânica que tinha um certo ar político, e que negava que se chamasse alguém de mestre, a não ser Deus. Josefo não coloca muito, mas este seria fundador de uma quarta escola, ao lado de fariseus, saduceus e essênios. Mas fato é que Jesus parece ter conhecido tudo isso, e superado as competições de seitas. Devemos também nós colocarmos Jesus acima de diferenças religiosas, e procurar seus ensinamentos na essência, e mais, na prática, através de cura e de arrependimento, a fim de que possamos encontrar o Reino e a Ressurreição.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Deus é Paz (Deus Shalom), Salomão reinou sobre demônios, Bíblia versão Ptolomeu e cada anjo com uma missão, segundo Talmud


Deus é Paz (Deus Shalom), Salomão reinou sobre demônios, Bíblia versão Ptolomeu e cada anjo com uma missão, segundo Talmud



“Farei o homem em imagem e forma” (Gên. 1:26) Torá, versão Ptolomeu

“E Sara riu entre seus parentes” (Gên. 18:12) Torá, versão Ptolomeu

“em sua fúria quiseram extirpar a manjedoura” (Gên 49:6) Torá, versão Ptolomeu

“E Moshé tomou a sua esposa e os seus filhos e montou-os em um carregador de pessoas” (Êxodo 4:20) Torá, versão Ptolomeu

“E a criatura de pernas curtas – que rumina e não tem casco fendido – ela é impura para vós” (Levítico 11:5)

“E Guidom construiu lá um altar ao Eterno, e chamou-lhe Deus Shalom”(Juízes 6:24) Bíblia Hebraica





Já vimos diversas versões da Bíblia, além daquelas que as religiões possuem, e assim passamos pela versão hebraica, pelo aramaico do Targum Onkelos, pela Septuaginta, pelo Codex Sinaiticus, Vulgata etc. Eis que folheando o Talmude em tratado Meguilá, me deparei com uma versão de Ptolomeu, com modificações ao Gênesis que deram um sentido original ao texto, ainda encontrando as curiosidades místicas de sempre. Tudo isso não abalou minha fé, mas foi sempre uma fonte que bebi dos sábios.
A primeira lição que me deparei está escrita, no livro de Juízes, onde se chama Deus de Paz, ou Shalom. Encontramos muitas pregações onde se fala em Deus Amor, muitas vezes se desviando daquele conceito de Amor espiritual, mas indo até o mero relacionamento conjugal. Já no que se refere a Deus Paz, e paz é um nome de Deus, como coloca o Talmude, vemos com até maior importância, ou igual. Os sábios judeus instituíram daí a tradicional saudação, o que vemos ainda no desejo de paz que religiosos ainda mantêm.
 

Há comentários que dizem que o reinado de Salomão foi tomado pelo chefe dos demônios, Ashmodai, e há comentários que ele retomou o trono, quando prendeu o dito demônio. Há, porém, quem diga que Salomão jamais conseguiu recuperar o trono, e que se tornou um homem do povo. Quando se diz que Salomão sentou-se no trono de Deus,m se diz metaforicamente que ele esse trono é uma referência aos céus, ou ar, onde estariam os demônios. Não se refere aos anjos, pois estes estariam acima dos céus. Para tanto, Salomão reinou sobre os demônios, ou os seres dos ares. Também se fala que é proibido pronunciar um dos nomes de Deus sobre um demônio (Rashi).
 
Já a Bíblia da versão Ptolomeu é em grego, de tal modo que apenas a Torá foi traduzida, ou poderia ser para esse idioma. Algumas alterações foi para não provocar ele, como mudar a versão que falava jumento, haja vista não poder ser visto como sem condição de ter camelos ou cavalos, então se uso termo “carregador de pessoas”. A esposa dele se chamava Coelho, então retiraram o termo, chamando o animal de “criatura de pernas curtas”. Já na Criação, se usa o singular para não dar impressão de exclusivismo. E em gênesis 49:6 não se falou da morte, para que ele não acusasse de assassinos. Já o riso de Sara, o colocaram em público, para não parecesse que ela riu de Deus. 
 
 
 
Já sobre os anjos, cada um tem apenas uma missão, não mais. Pois um anjo não pode executar mais que uma missão (Siftei Chachamim). Dizem que os anjos quiseram recitar uma canção de louvor quando o Mar Vermelho cobriu os egípcios, mas Deus os repreendeu, uma vez que Ele não se regozija com a queda dos perversos. No mais abordamos essas informações místicas e que levam a crer que vale o sentido da Bíblia, e não tão impossível a tradução, apesar de que quando foi escrita em aramaico, Targum, se diz que a Terra tremeu pela ira de Deus.

sábado, 4 de outubro de 2014

Orar demais atrai demônios, bênção contra mau olhado em nova cidade, Adão descobridor do fogo e má-inclinação vencida por Davi, segundo o Talmude


Orar demais atrai demônios, bênção contra mau olhado em nova cidade, Adão descobridor do fogo e má-inclinação vencida por Davi, segundo o Talmude



“O que guarda a sua boca preserva a sua vida; mas o que muito abre os seus lábios traz sobre si a ruína”. (Prov. 13:3) (Almeida)



“José é um ramo frutífero (um filho encantador, um filho encantador para o olho), ramo frutífero junto a uma fonte; seus raminhos se estendem sobre o muro”. (Gên. 49:22) (No Talmud, Berachot, Cap. 9: 55B)



“e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e multipliquem como peixes, muito, no meio da terra” (Gên. 48:16) Bíblia Hebraica



“Percebe Sua presença, por onde quer que venhas a andar, e Ele há de pavimentar teu caminho” (Prov. 3:6) Bíblia Hebraica



“e como se fora morto está meu coração em meu peito” (Sal. 109:22) “Pois Ele se posta à direita do destituído, para salvá-lo dos que pretendem condenar a sua alma” (Sal. 109:31) Bíblia Hebraica





Vemos muitas vezes as pessoas orando. Porém ao se notar um exagero, logo nos vem certa desconfiança. Mas quem mais os pode perturbar são os demônios, como ensina o Talmude, sendo que também aconselha a pessoa a nunca ficar sozinha, e nem dormir só. Uma vez que certas coisas atraem eles, pois têm ciúmes. Pois só atacam alguém que está sozinho. Também não se deve comer ou beber em pares, como dois pratos ou dois copos, ou segurar com duas mãos, pois se atraem por tal situação. Também eles gostam de pessoas não recatadas, e também atacam em banheiros. No geral o perigo está maior à noite. Mas somos protegidos por anjos e orar de modo correto nos trará proteção. Como se referiu o Provérbio, se diz que quem guarda a boca preserva a vida. Pois males como a lepra surgiam da má língua e fofoca, como já comentamos.
 
Já quando se entra em uma cidade suspeita, se deveria recitar determinada bênção, está dedicada a José, como citado em Gênesis, uma vez que ele era um filho encantador para o olho, logo, contra o mau-olhado. Se deve antes colocar dedo polegar de uma mão na outra, e recitar: “Eu, fulano, filho de fulano, descendente da prole de Iossef sobre o qual um mau olhado não tem poder”. Assim onde se lê olho na citação, se deve compreender mau olhado. Para os descendentes de José, o mau olhado não tem poder, como também se cita, eles se multiplicaram como os peixes, e assim como a água cobre os peixes, assim o mau olhado não tem poder sobre eles. Pois a Presença Divina (Shekiná), pavimentar nossos caminhos, como disse o provérbio.
 

Lemos de descobertas antropológicas e científicas, que o homem teve grande progresso quando descobriu o fogo. Mas qual homem? Ora, a Adão. Assim resta em primeiro lugar a bênção sobre a chama. Isso “para recordar a criação do fogo, que teve seu primeiro lugar no Shabat, quando Hashem deu a Adám a com preensão instintiva de que friccionar uma pedra a outra faria surgir fogo” (nota de Cap. 7, 51B). Assim como já aprendemos através do Zohar, Adão além de ter se casado com Eva, pois era mandamento o casamento, ainda teria recebido um Livro do Eterno, bem como descoberto o fogo. Para tanto, já possuía regras e sabedoria, pois não teria saído do Éden se não tivesse regras que fossem descumpridas.
 
 
E por fim, sobre a má-inclinação, podemos relembrar os ensinos do Hassidismo, onde essa doutrina ganha grande enfoque, pois a presença de vícios e maldade afeta o coração, e o inimigo surge da esquerda, ou seja, é formado por demônios, ou seja, pelas qliphot da Árvore da Ciência, na cabala. Assim como vemos no Salmo 109, Davi teria dominado essa má-inclinação, bem como os seus inimigos (os demônios), e para tanto como se essa má-inclinação estivesse morta dentro dele, e por isso se falar em coração. Não significa que Davi perdeu o amor, mas que dominou esse traço que poderia levar aos pecados e a perversidade, originadas nas cascas ou qliphot. Assim ele foi um justo, pois os justos dominam sua má-inclinação, ou sua alma animal. Logo, onde se lê “coração”, se deve entender má inclinação, nesse sentido. Assim passamos por mais lições do Talmude e acessamos a tradição oral, que nos leva a uma interpretação da Tanach (Bíblia), mais correta.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Adão criado com duas faces, Eva formada a partir do rabo e Jó astrólogo, de acordo com o Talmud


Adão criado com duas faces, Eva formada a partir do rabo e Jó astrólogo, de acordo com o Talmud





“e do rabo que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem”. (Gênesis 2:22)

“e da face que o senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a trouxe ao homem”. (Gênesis 2:22)

“Trás e frente Tu me moldaste” (Salmo 139:5)

“o que fez a ursa, o Oriom, e as Plêiades, e as recâmaras do sul” (Jó 9:9)

“Podes atar as cadeias das Plêiades, ou soltar os atilhos do Oriom?” (Jó 38:31)




              Quando folheamos um livro da envergadura do Talmud, percebemos que a Bíblia guarda ainda mais mistérios e segredos que antes imaginávamos. Longe de se afastar das ciências antigas, ela as contempla, dialogando com diversos saberes da humanidade, mostrando que Hashem (O Nome/Deus) sabe mais. Meu amigo filósofo, Cléverson Israel Minikovsky já falou que a Bíblia deveria ser publicada com todos os escritos que a acompanham, como literatura judaica e os apócrifos, mas que as religiões continuam limitando nosso conhecimento. Mas aqui vou ampliar as informações sobre Adão, o primeiro homem, e curiosidades mais.
              Lê-se no Talmud: “O Santo, bendito Ele, criou duas faces no primeiro homem (Adám), (uma masculina e outra feminina. Uma delas foi retirada mais tarde para formar a primeira mulher, Chava)” Berashot, 9, 61A. Assim o Adão era andrógino, e tinha ainda dois rostos. Já falei em meus livros, como em “Bíblia e Misticismo”, sobre essa androginia do Adão. Mas a novidade foi ele ter dois rostos, ser parecido com Jano da mitologia, e ainda a face de Eva estar voltada para trás. Essa face é mal traduzida para costela, e já falei de ser também a esfera-sefira, de uma árvore da vida. O Salmo 139:5 confirma, ao dizer que foi moldado “frente e trás”, e assim não fala de um homem comum, pois seria pleonasmo ou repetitivo o fazer. Não precisamos lembrar que a primeira mulher se chamava Chava, e que depois se fala em Aisha. Mas outra versão que impressiona é ela ser criada do “rabo” de Adão, e assim poderíamos voltar a pensar em uma teoria antropológica, em um homem primitivo, já pensado por sábios hebreus.
 
 
 
             Sobre Jó eu já havia falado, mas sem ter a prova do meu argumento. Mas agora tenho no Talmud a prova, e assim reflexões sobre Jó e Amós, a respeito de certas constelações e suas influências, em ciência astronômica, ou melhor, astrológica. Então, a constelação de Kimá e de Kessil, uma quente e outra fria, ou melhor, uma aqueceria o ânimo humano e outra esfriaria. Se fala assim dessa constelação fazendo parte de Áries, ou Ram, e com o designativo de escorpião (não confundir com o signo), sendo ainda Kimá na influência no inverno. É também a essa estrela que se refere Daniel, Kimá, ao falar na “Corrente de Fogo” (Dan. 7:10). Enfim, “as estrelas são usadas por Hashem para dirigir eventos desse mundo”, conforme nota 999 e Biorei Hagrá.
 
 
            Para tanto, percebemos que na Bíblia há diversos saberes e ciências, e que sua sabedoria reflete a sabedoria de Deus. Assim já vimos nela fisionomia, astrologia, antropologia, ciência política, interpretação de sonhos e tantos outros saberes. Percebemos e lembramos do “Livro de Enoc”, este presente ainda em versões da Bíblia como a Vulgata, ou mesmo a da Igreja Ortodoxa da Etiópia, que os anjos ensinaram ciências aos homens, além de agricultura, mas ciências avançadas, que decifram a natureza das coisas, verdadeira mística. Fatos como conhecer os astros, ou saber que a Criação do homem primitivo revelava um ser com composição curiosa e diferente, nos faz pensar cada vez mais com seriedade em relação a esse livro sagrado a que chamamos Bíblia ou Tanach, não nos esquecendo da tradição oral que a acompanha.










domingo, 7 de setembro de 2014

Moisés fisiognomista, a Lei entregue sob o signo de Gêmeos e o Messias que julgará pelo cheiro


Moisés fisiognomista, a Lei entregue sob o signo de Gêmeos e o Messias que julgará pelo cheiro



“No terceiro mês depois que os filhos de Israel haviam saído da terra do Egito, no mesmo dia chegaram ao deserto de Sinai”. (Exo. 19:1)

“e escolheu Moisés homens capazes dentre todo o Israel, e os pôs por cabeças sobre o povo: chefes de mil, chefes de cem, chefes de cinqüenta e chefes de dez”. (Exo. 18:25)

“Cumpridos que foram os dias para ela dar à luz, eis que havia gêmeos no seu ventre” Gen. 25:24

“E deleitar-se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem decidirá segundo o ouvir dos seus ouvidos” (Isa. 11:3)




Lendo o Zohar, que ém um comentário místico sobre a Bíblia ou Torá, vi que vários mistérios são revelados. Em primeiro lugar, percebi que existiam os conhecimentos de ciências antigas, e que mesmo Moisés e outros sábios os conheciam, conhecimentos como a fisiognomia (leitura de rosto) e mesmo a interpretação de sinais do corpo de acordo com as estrelas. Possivelmente tais conhecimentos provinham de Egito e Babilônia, e assim o povo hebreu não estava segregado desse saber. Também a Torá foi dada sob o signo de Gêmeos. Esses e outros temas abordarei aqui.

Como já falamos, a leitura de rosto se baseia em sinais ou influências das estralas no corpo da pessoa. Moisés conhecia essa leitura e assim escolheu seus soldados, conforme citado do livro de Êxodo. Escolheu sob a inspiração do Espírito Santo, mas também com conhecimento de leitura corporal e de rosto, assim não escolhendo alguém pouco eficiente. E escolher para a liderança é ainda mais complicado, exigindo pessoas de caráter superior, não sujeitos a serem influenciados ou medrosos, uma vez que o chefe comanda e passa a confiança a seus subordinados.
 

Outro detalhe é que a Torá foi dada sob o signo astrológico, ou sob a constelação de Gêmeos, no mês de Sivan, e isso nos leva a pensar em gêmeos Esaú e Jacó, que tanta importância tiveram na origem do povo escolhido, e ainda mostraram diferentes virtudes e características, sendo um Yin e outro Yang, um masculino e outro feminino. Isso nos leva ao Nome do Eterno, IHVH, que tem o yod masculino e o hei feminino, com outras letras que o formam. Esse terceiro mês é do domínio do Chefe Celestial Uriel, chamado também Arcanjo, que tem consigo 365 miríades e que têm estes 365 chaves de luz. Uriel é assim a cabeça dos anjos. Por isso a Torá também é gêmea, ou seja, existe a Tora Escrita e a Torá Oral.
 

E sobre o Messias se fala que ele não julgará nem pelos olhos, nem pelos ouvidos. Assim no Zohar se falou que ele julgará pelo cheiro. Podemos pensar já em sentidos místicos, como clarividência e mesmo a fisiognomia a que falamos. Para ele nada estaria oculto, por certo. Assim se verá quem são os Justos e os bem-aventurados para o Mundo Vindouro. Por tudo isso, sabemos que a ciência antiga supria a necessidade e que homens sábios sempre conheceram mais, não estando tudo no sentido do milagre, mas muita coisa sendo parte de uma Tradição. A Bíblia tem mais expressões místicas e passagens que devem ser vistas sobre 4 níveis, e assim superando a mera visão literal e mesmo apenas moral.









quinta-feira, 4 de setembro de 2014

José, a interpretação de sonhos e a função dos sonhos


José, a interpretação de sonhos e a função dos sonhos



“Ora, tiveram ambos um sonho, cada um seu sonho na mesma noite, cada um conforme a interpretação do seu sonho, o copeiro e o padeiro do rei do Egito, que se achavam presos no cárcere: Quando José veio a eles pela manhã, viu que estavam perturbados. (...)Tivemos um sonho e ninguém há que o interprete. Pelo que lhes disse José: Porventura não pertencem a Deus as interpretações? Contai-mo, peço-vos”. (Gen. 40:5)


“Passados dois anos inteiros, Faraó sonhou que estava em pé junto ao rio Nilo; e eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e pastavam no carriçal. Após elas subiam do rio outras sete vacas, feias à vista e magras de carne; e paravam junto às outras vacas à beira do Nilo. E as vacas feias à vista e magras de carne devoravam as sete formosas à vista e gordas”. (Gên. 41)


“Ouvi, peço-vos, este sonho que tive: Estávamos nós atando molhos no campo, e eis que o meu molho, levantando-se, ficou em pé; e os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho” (Gen. 37:6)

“E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo;

ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mat. 1:20)



Vemos através da Bíblia que os sonhos tomam grande importância. Geralmente se ligam a faculdade mística da profecia. Tanto o José egípcio, quando o José que seria esposo de Maria, ambos tiveram grandes revelações por sonhos. Claro que o sonho relativo ao padeiro-mor, bem como em relação ao Faraó, tiveram mais algo a ver com o Egito, e com aquele exílio (galut) que seria um de muitos. Mas nem sempre os sonhos têm essa função espiritual, ou mesmo profética.
 
 

Segundo Maimônides, os sonhos podem ser falsos, ou proféticos. Já a Torá Or fala que os sonhos vêm da faculdade da alma de gerar fantasias. Já o Talmud (Berachot 1: 10B) diz que os sonhos muitas vezes não trazem a verdade. Existem dois tipos de profecias em sonhos: as que são trazidas por anjos e as que são trazidas por shedim (demônios). Assim se deve pedir a Deus e não confiar cegamente nos sonhos. Os sonhos podem ainda ser conseqüência do exílio, como lembra o Likutei Sihot. Porque o universo criado constitui uma pequena peça. Tudo está sujeito a Providência Divina. São poucos talvez os sonhos que se revelem legítimo serviço a Deus (avodá), talvez muitos deles nos ligando mais ao corpo, que a objetivos espirituais. Os sonhos são duvidosos porque permitem coexistência de situações contraditórias.

Todo o serviço a Deus no exílio é similar ao sonho. E todos os exílios são do Egito. Já falamos que o Egito é o ego, e o materialismo que afasta de Deus. E segundo o Zohar o sonho segue a interpretação. Por isso deve ser cuidadoso ao interpretar sonhos. Não raro já fui consultado por amigos, ou mesmo para tirar a curiosidade em relação a sonhos. Vejo que muitos símbolos são invertidos (como porco significar dinheiro, morte significar nova vida etc), e assim consigo satisfazer alguma interpretação. Mas José ao seu tempo tinha a cabeça a prêmio, e interpretar sonho de Faraó foi um grande fator de risco.
 

Vemos que sob aspecto místico existem sonhos que podem fazer uso da alma, outros da alma animalesca, e assim ter funções bem diferentes. Tivemos em Freud um expoente nesse sentido de interpretar, bem como Jung, de modo que os aspectos psicológicos são desvelados por sonhos. Mas muitas pessoas não lembram. Fato é que na Bíblia o contato com Deus se dá muitas vezes por sonhos, e todos os profetas assim o fizeram, com exceção de Moisés (Moshe), que teve um contato direto. Por fim, devemos saber que nosso anjo se comunica em sonhos, e que muitos sinais são dados por esse meio. A intuição leva a compreender esse canal de comunicação. E a Bíblia nos mostra a importância que foi interpretar um sonho para se reconhecer o messias (Machiach), quando do sonho de José.