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sexta-feira, 25 de março de 2016

A Páscoa e seu significado oculto


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Chegamos a mais uma Páscoa para comemorar a ressurreição de Jesus Cristo. Contudo, muitos se questionam o porquê da data ser variável. Também por falta da compreensão mística, procura-se duvidar de fatos que geram a comemoração, bem como a sua simbologia. Vemos apenas as propagandas, chocolates, ovos, coelhos, e esquecemos do grande protagonista dessa data: Cristo. Isso tudo nos leva a pensar até onde a ressurreição do Messias nos leva a transformarmos nossas vidas, a fim de que sejamos Novos Homens e Novas Mulheres, cristificados e rumo a reintegração.

A data da Páscoa varia de acordo com movimentos solares e lunares. Isso prova a dimensão cósmica do Cristo, sendo um Cristo Cósmico. Também prova que Cristo está também dentro de nós, em nosso coração, anunciado na Lei do Amor, que supera aquela antiga visão do espírito de raça e tribo, e por isso que Jesus ensinou a estrangeiros, bem como era destinado a todos os povos, diferente da antiga religião judaica. A Fraternidade estava anunciada, e um novo tempo onde o amor é a lei, e onde não mais se sacrificariam animais, a não ser aquele instinto interno do humano, que o faz se assemelhar a animosidade.
 
 
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Assim, isso presentemente se mostra no equinócio de outono, onde a energia material se reduz, e onde se dedica mais ao espiritual. A queda do raio crístico mostra que Jesus ascendeu, subiu ao Trono do Pai, se libertando da cruz da matéria, ou do materialismo. O curso atual dos acontecimentos mostra o Cristo que é ressuscitado para o Pai. A vida reduz sua manifestação, e toda a natureza reduz seu desenvolvimento. O outono está aqui e agora, modificando nossas vidas e mostrando a atividade de Cristo Cósmico.

Contudo, nossa atitude mental se torna um pouco triste, haja vista as noites estarem mais longas e o frio começar a aparecer. Diversamente, no hemisfério norte vem a primavera, e assim Cristo questiona por onde está o aguilhão da morte. Ele mata a morte. Porque é a água viva, e assim uma fonte de salvação, ainda mais no deserto do mundo. Deste modo, Cristo na primavera ressuscita os frutos, mostrando também as rosas que florescem. E todo ano se mostra esse rito da natureza para nos provar a presença do Verbo de Deus, que se mostra através de transformações também vivenciadas em seu ministério nesse mundo.
 
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A tecnologia e os laboratórios podem manipular partes exteriores da vida, nunca criar a vida. Assim é com o ovo, que é um símbolo cósmico da antiguidade, e que também está presente na cristandade. Pode-se recriar um ovo, mas não a vida que surge. A vida em si não está no domínio do homem. Mas a Cristo sim, e ele mostra que a vida se transforma, e que tudo ressurge sob o seu domínio. Assim o cordeiro é sacrificado, ou o que no céu se mostra pela constelação de Áries. E em cada um de nós existe um sacrifício para a evolução espiritual, que é daquela parte animalesca, a que hassidistas judeus chamam de yetzer hará, a alma animalesca. E pela Lei do Amor em nosso coração, podemos superar os instintos demoníacos e amar, encontrando assim em comunhão com os justos ou santos.

Por fim, devemos comemorar com gratidão a vida que nos é proporcionada, nos tornando mais fraternos e amáveis, evitando discórdias, ódio, apego material, inveja e tantos outros vícios de espírito. Subamos também nós ao Trono do Pai e percebamos a Sua presença, sendo pessoas melhores e construindo um mundo melhor, de justiça e igualdade. Que esse momento faça o Sol que descansa, brilhar no Sol interno que trafega no céu de nossa alma. Não apenas para comer chocolate, mas para adoçar a nossa existência renovada. Possamos renascer e estarmos em comunhão, para assim vivenciarmos o drama da paixão e ressurreição.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Os 10 Mandamentos e mandamento de não raptar, da Páscoa de 7 dias, dos anjos da véspera do Sábado, de Moisés tudo saber e da calúnia ser mais grave que fraude, segundo Midrash


Os 10 Mandamentos e

mandamento de não raptar, da Páscoa de 7 dias, dos anjos da véspera do Sábado, de Moisés tudo saber e da calúnia ser mais grave que fraude, segundo Midrash


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“Não furtareis; não enganareis, nem mentireis uns aos outros” (Lev. 19:11)



“Depois disse o senhor a Moisés: Fala aos sacerdotes, filhos de Arão, e dize-lhes” (Lev. 21:1)



“Seis dias se fará trabalho, mas o sétimo dia é o sábado do descanso solene, uma santa convocação; nenhum trabalho fareis; é sábado do Senhor em todas as vossas habitações”. (Lev. 23:3)



“São estas as festas fixas do Senhor, santas convocações, que proclamareis no seu tempo determinado; No mês primeiro, aos catorze do mês, à tardinha, é a páscoa do Senhor. (Lev. 23:4)



“Nenhum de vós oprimirá ao seu próximo; mas temerás o teu Deus; porque eu sou o Senhor vosso Deus”. (Lev. 25:17)



Ao ler o livro de Levítico, percebe-se o tema dos 10 Mandamentos, tão em voga na atualidade. Nesses se nota nuances ensinadas pelos sábios e comentaristas, de modo que sempre há de se refletir melhor sobre o tema. Também há regras relativas ao sacerdócio e ainda a Arão e seus filhos. Ademais, regras são reforçadas, como o sétimo dia, bem como as festas do Senhor, presentes e datadas. Moisés já em muito demonstrava o brilho de Cristo, e sabia mais do que imaginamos. As leis foram entregues, “leis” no plural, porque eram as escritas e as transmitidas de boca a boca. A Páscoa é comemorada por mais dias e a calúnia pode ser mais grave do que imaginamos.
 
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Para começar Moisés teria recebido as leis e mandamentos, que eram de dois modos: os escritos e os orais. Esses últimos presentes na Tradição Oral, que judeus colocaram em Talmudes, Midrashes etc. Nesse texto falaremos um pouco desse comentário chamado Midrash. Interessante que existem várias lições dos sábios. Todo mundo sabe do mandamento de “não furtar” ou “não roubar”. Mas de acordo com Talmud esse não roubar significa não raptar, que seria não roubar pessoas. Isso de acordo com as 13 regras de interpretação. Mas se existe pena capital para não roubar, já não existe para raptar, segundo Rabi Pinhas Hurvitz. Assim se deve observar o contexto dos dez mandamentos.
 
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Mas segundo o Midrash Rabá, Moisés sabia tudo. Assim sabia de “todas as gerações e seus juízes, as gerações e seus reis, as gerações e seus sábios, a elas e as seus dirigentes”. Pois isso o Senhor disse para ele falar aos filhos de Arão. Já sobre ser desleal, disse Rabi Iohanán que é mais grave a humilhação verbal que a fraude econômica. Assim a calúnia que é muitas vezes utilizada na atualidade, sem a menor importância, pode ser mais grave que a fraude. Pois no caso da fraude se pode devolver o dinheiro, e no da calúnia não há maneira de reparar o dano.
 
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Já sobre o Sábado e as festas do Senhor, fato é que na véspera do Sábado existia dois anjos acompanhando na véspera, um bom e outro mau. Assim ele ia desde o templo até a casa do fiel. Fato que se deve lembrar que o Sábado é da noite de sexta até o outro dia. O mesmo se diga da Páscoa, que está descrita em Levítico 23:4, além de ser dia comemorado ao Senhor Jesus. A Páscoa também representa não só o êxodo do Egito, ou a Ressurreição de Cristo, mas também a agricultura, o amadurecimento da colheita no campo. E é comemorado por 7 dias, e em 6 meses depois a festa das cabanas, ou Sucot, que também se faz em 7 dias.

Fato é que os mandamentos para as Nações ou humanidade são 7, e não 10. E para os judeus se contam 613. Com Cristo ou o Messias muito disso foi revisto e interpretado, e a cultura mesmo examina tudo isso dentro de um contexto. A graça libertou e o cristão tem a lei em seu coração. Desse modo, não mais se fez necessário regras do relativo ao “comer e ao vestir”, como ensinou o Nazareno. Mas sempre é louvável lembrar da Lei, pois Ele não veio para revogar.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

O menino Jesus na infância e seus milagres – Parte 2


Sempre despertamos maravilhados com a presença de Nosso Senhor Jesus. Seja pelo que nos foi relatado em evangelhos e pelo cano aceito, seja pelo que apareceu em Evangelhos ou testemunhos de outros, alguns dos quais presentes em ditos Evangelhos Apócrifos, nem todos verdadeiros, mas certamente alguns verídicos. Por sinal, isso tudo é prova arqueológica e hoje por testes científicos podemos provar a idade e período desse manuscritos e rolos. Tais Evangelhos deveriam ser acrescentados na Bíblia, e assim contemplados, mesmo que sob enfoque meramente histórico ou alegórico. O que acaba sendo prejuízo, é não os conhecer, e admirar as maravilhas de Nosso Senhor. Assim o mais especial são os relatos da infância de Jesus, pouco presentes nos Evangelhos oficiais.








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EVANGELHO DA INFÂNCIA DE JESUS, SEGUNDO PEDRO



“XXX. Um Futuro Apóstolo





Uma outra mulher da mesma cidade tinha dois filhos, os dois doentes. Um morreu e o outro estava agonizando. Sua mãe tomou-o nos braços e levou-o até Maria. Aos prantos, disse-lhe: — Minha senhora, vem em meu auxílio e tem piedade de mim. Eu tinha dois filhos, acabo de perder um e vejo o outro a ponto de morrer. Imploro a misericórdia do Senhor. E pôs-se a gritar: — Senhor, tu és pleno em clemência e compaixão! Tu me deste dois filhos, me levaste um deles, pelo menos deixa-me o outro. Maria, testemunha da sua extrema dor, sentiu pena e disse-lhe: — Coloca teu filho na cama de meu filho e cobre-o com suas roupas. Quando a criança foi colocada na cama, ao lado de Jesus, seus olhos já cerrados pela morte abriram-se e, chamando sua mãe em voz alta, pediu-lhe pão. Quando lhe deram, comeu-o. Então sua mãe disse: — Maria, eu sei que a virtude de Deus habita em ti, a ponto de teu filho curar as crianças que o tocam. A criança que assim foi curada é o mesmo Bartolomeu se quem se fala no Evangelho”.




Um milagre realizado ainda quando era bebê. O milagre de Jesus foi ter nascido também a humanidade e na humanidade, para que em sua imitação todos sejam salvos e evoluam.





“XXXI. Uma Leprosa



Havia ainda no mesmo lugar uma leprosa que foi ter com Maria, mãe de Jesus, dizendo-lhe: — Minha senhora, tem piedade de mim". Maria quis saber: — Que ajuda pedes tu? Queres ouro, prata ou queres te curar da lepra? A mulher respondeu: — Que podes fazer por mim?" Maria disse: — Espera um pouco, até que eu tenha banhado e posto meu filho na cama. A mulher esperou e Maria, após o haver deitado, estendeu à mulher um vaso cheio de água do banho do seu filho e disse-lhe: — Pega um pouco desta água e espalha-a sobre o teu corpo. Assim que a doente obedeceu, curou-se e ela rendeu graças a Deus”.





Aqui se mostra um Jesus curando leprosos já em sua infância. Não seria estranho que mostrasse esse poder antes de sua vida pública. Mesmo bebê.



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“XXXIV. Outra Possessa





Após haver deixado Maria, elas retornaram à sua cidade. Quando veio o tempo no qual Satã costumava atormentá-la, ele lhe apareceu sob a forma de um grande dragão. Ao ver a sua aparência, a jovem foi tomada pelo pavor, mas sua mãe disse-lhe: — Não temas, minha filha! Deixa que ele se aproxime mais de ti e mostre-lhe esta fralda que nos deu Maria e veremos o que ele poderá fazer. Quando o espírito maligno, que havia tomado a forma de um dragão, estava bem perto, a doente, tremendo de medo, colocou sobre sua cabeça a fralda e desdobrou-a. De repente, dela saíram chamas que se dirigiam à cabeça e aos olhos do dragão. Ouviu-se, então, uma voz que gritava: — Que há entre ti e mim, ó Jesus, filho de Maria? Onde encontrarei um abrigo que me livre de ti? Satã fugiu apavorado, abandonando essa jovem e nunca mais apareceu. Ela se viu curada e, grata, rendeu graças a Deus, assim como todos os que haviam presenciado esse milagre”.




O exorcismo foi inclusive ensinado e ordenado aos apóstolos, de modo a expulsar demônios e curar. Aqui mostra a vitória sobre Satanás, que está simbolizado no dragão ou na visão-alucinação da mulher perturbada psiquicamente.


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“XLIII. Jesus e Tiago



Num outro dia, José havia mandado seu filho Tiago para apanhar lenha e o Senhor Jesus se havia juntado a ele para ajudá-lo. Quando chegaram ao lugar onde ficava a lenha, Tiago começou a apanhá-la e eis que uma víbora mordeu-o e ele se pôs a gritar e a chorar. O Senhor Jesus, vendo-o naquele estado, aproximou-se e soprou o local da mordida. Tiago foi imediatamente curado”.





Tiago era destinado a continuar a Igreja de Jesus, mais do que Paulo, que nem o conheceu pessoalmente. Mesmo em primeiro momento não tendo apoiado o irmão (ou meio-irmão, primo), Tiago continuou o ministério de Jesus, porém numa linha mais judaica messiânica, e reservada a judeus, diferente de Paulo que queria abarcar seguidores numa comunidade mais diversificada e ampla. Mas aqui mostra um milagre realizado por Jesus já com seu irmão Tiago, anulando o veneno da víbora.












sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

COMENTÁRIOS A APOCALIPSE 7


 
 
7



1 Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. 2 E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, 3 dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. 4 E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel: 5 da tribo de Judá havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; 6 da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; 7 da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; 8 da tribo de Zabulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados.


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COMENTÁRIO: Os quatro arcanjos, Gabriel, Miguel, Rafael e Uriel, que são espíritos dos 4 elementos, água, ar, fogo e terra, e daí dos 4 pontos cardeais. Esses quatro anjos são uma referência a esfinge, que representa os 4 elementos, e que seria o querub ou querubim que guardam a entrada do paraíso, ou melhor, que estaria de fora, ou no inferno-purgatório. Aqui se fala dos 144000 de Israel, e as 12 tribos são uma referência clara as 12 constelações, por onde passam os 7 planetas, bem como a 12 centros energéticos que rodeiam a coluna dorsal. Já comentei que 144=1+4+4=9, e esse nove é igual a ADM, ou Adão, o homem primordial, Adão Kadmon, um arquétipo ou modelo da humanidade. Assim a interpretação da humanidade salva. O sinal na fronte é o sinal da cruz, o Tau, que assim estaria como uma marca de Deus em seus fiéis, ou justos. Diz-se que em imagens Santo Antão era representado com esse sinal. Também os doze mil assinalados em cada uma das 12 tribos se refere aos 12 centros energéticos que estão na espinha dorsal. Assim cada uma delas regeria certos órgãos do corpo, e certas glândulas. Também se começa por tribo que representa a pineal, como Judá, de Rúben o pâncreas, de Aser o cérebro em hemisfério esquerdo, de Neftali o sacro, de Manassés a tireoide, de Simeão o hemisfério direito do cérebro, de Levi o apêndice, de Issacar o amor e ódio, de Zabulom as glândulas sexuais e de José o sistema simpático. Em Jorge Adoum há mais analogias ainda, revelando esse mistério em sua amplitude. A Igreja também usa o símbolo das duas chaves em cruz, e vemos muitos símbolos que entram aqui. Também cruz representa a matéria, e assim o Cristo crucificado na mesma. Seitas e religiões colocam o número de 144000 como proveniente de seus integrantes, e apenas estes salvos. Mas como vemos em Apocalipse, sempre há um grande simbolismo que requer maior interpretação, seja com chave da cabala, seja com detalhes gnósticos ou mesmo místicos, a fim de não se cair em erros. Sobre a marca, a mesma pode simbolizar também a glândula pineal (olho de Hórus), onde se manifesta um poder divino, bem como as linhas da fisiognomia, no rosto, que revelariam as marcas e linhas da providência, e de seus escolhidos. Esse sinal ou tau representa por claro também a árvore da vida. A cruz cabalística é feita com base em esferas da árvore da vida, um gráfico representante de emanações divinas, em suas esferas ou sefirot. Mas o selo dos assinalados é uma cruz, ou o ato de gesticular esse símbolo. Mas esse é o provável sinal dos que foram assinalados com selo (da cruz).
 
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9 Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos; 10 e clamavam com grande voz: Salvação ao nosso Deus, que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro. 11 E todos os anjos estavam em pé ao redor do trono e dos anciãos e dos quatro seres viventes, e prostraram-se diante do trono sobre seus rostos, e adoraram a Deus, 12 dizendo: Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ações de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, pelos séculos dos séculos. Amém. 13 E um dos anciãos me perguntou: Estes que trajam as compridas vestes brancas, quem são eles e donde vieram? 14 Respondi-lhe: Meu Senhor, tu sabes. Disse-me ele: Estes são os que vêm da grande tribulação, e levaram as suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro. 15 Por isso estão diante do trono de Deus, e o servem de dia e de noite no seu santuário; e aquele que está assentado sobre o trono estenderá o seu tabernáculo sobre eles. 16 Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum; 17 porque o Cordeiro que está no meio, diante do trono, os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida; e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.
 
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COMENTÁRIO: Uma vez não mais preso ao corpo de desejos, e mesmo a parte material, e vestido com um novo corpo, o corpo glorioso, o homem não sentirá mais dor, fome, calor, sede etc. As vestes brancas são essas vestimentas, das quais o Adão ficou nu quando pecou. Essa vestimenta “branca” dava inclusive a possibilidade de não se conhecer a morte, bem como de se viver no Jardim do Éden ou paraíso. É a aura pura e imaculada. É o encontro de Nirvana. Mas isso não é tanto espiritual, mas deve se assemelhar ao nosso mundo, apenas sendo perfeito. A Seicho-no-iê fala de um mundo perfeito, que é o mundo de Deus, sendo o mundo de Jissô, da imagem verdadeira. Assim nesse mundo de imagem e semelhança de Deus, e não nosso mundo, que já revela um pecado e uma natureza corrompida, passageira e mortal. As águas da vida se refere a aquelas do Éden, bem como a de um mundo de elevados planos astrais, onde há a proximidade com o Pai Celeste. Esse corpo glorioso é um corpo solar, imitando assim Cristo em sua natureza, se fazendo semelhante ao Filho do Homem. O Reino dos Céus, tão prometido, mesmo a verdadeira terra prometida, de leite e mel.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Os mistérios do Natal



Comemoramos com alegria o nascimento de Jesus e em cada ano trocamos presentes e sorrisos com aqueles que amamos. Em meio a festas e ao próprio feriado, que muitos curtem em viagens, praia ou mesmo em visita a entes queridos, há o motivo principal. Esse motivo é o próprio Natal. Mas até onde sabemos do nascimento de Jesus e até onde isso tudo é carregado de tradições? O menino Jesus é talvez ainda pouco conhecido, restando informações que muitas vezes são pouco comentadas. Vejamos.

Sobre a data do nascimento, nada se sabe, restando tradições que foram transmitidas por seitas e mesmo pela Igreja. Mas as primeiras celebrações não eram em 25 de Dezembro. A data que se inicialmente era comemorada era 6 de Janeiro. Somente no século 4, com Papa Libério, que a data mudou para 25 de Dezembro. Isso não foi para comemorar a festa pagã de Sol Invicto, nem da Saturnalia, festa a Saturno, mas sim para que cristãos tivessem sua própria festa nessa data. Isso depois aconteceu com deusas locais, que depois foram substituídas por Nossa Senhora, do mesmo modo. Comemorar uma data cristã no lugar da pagã seria favorável.
 
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Sobre o nascimento de uma virgem, Jesus não foi o único que se atribuiu essa qualidade. Já antes Hórus egípcio, Krishna indiano, e mesmo o rei Ciro da Pérsia, também Adonis, ou o filósofo grego Platão. Não apenas em velho mundo, mas no novo, os maias tiveram um Deus chamado Zama, e na Tailândia teve um deus de nome Codom, com essa qualidade.
 
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No que se refere a local de nascimento, não se nega que o foi em Belém, mas mais porque o messias salvador teria de nascer lá. Também nem todos falam que teria nascido em manjedoura. Mateus falou que ele teria nascido em uma casa. Ademais, há uma tradição referente a escritos arqueológicos achados no Mar Morto, que Jesus teria nascido em uma gruta, da seita dos essênios. Eles acreditavam que seria uma reencarnação de um dos seus antigos chefes, um Mestre da Retidão.
 

Sobre a estrela de Belém há muitas versões. Há quem diga até que era um disco voador. Mas tudo indica que foi um fenômeno natural e astronômico, uma aparição helíaca, de Júpiter ou mesmo de Sírios. Fato é que os magos acabavam profetizando quando aparecia também um cometa, anunciando a vinda de um avatar salvador. Os reis magos teriam assim seguido esse evento e chegado até o menino Jesus, talvez em data um pouco posterior ao seu nascimento.
 
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Também se levar em conta os evangelhos achado por arqueologias, em momento posterior aos canônicos, o menino Jesus já realizava milagres. Teria assim curado e até amaldiçoado, participado de outros eventos extraordinários, como de fazer voar pássaros de barro. Ainda, o menino Jesus teria estudado no Egito, e sua mãe falava o aramaico. E Jesus certamente sabia muito sobre o Torá, texto sagrado judeu, que é parte de nosso Antigo Testamento, ou o pentateuco, e por isso discutiu com os mestres aos seus 12 anos, porque tinha formação nesse sentido, e educação. E Jesus teria sido também educado pelos essênios, os quais tinham o costume de batismo e de uma ceia santa.
 

Mas lembrando sobre São Nicolau, que podemos comparar ao Papai Noel, o mesmo na Alemanha tinha um competidor. Para as crianças mal educadas havia o Krampus, espécie de Papai Noel maligno ou demoníaco que as sequestraria, se fossem malcriadas. Jovens usam máscaras de madeira comemorando Krampus no dia 5 de Dezembro.

Fato é que o Natal nos rende sempre alegria e uma luz inegável. E é melhor comemorar o nascimento de Jesus, que ficar procurando defeitos na fé alheia. O Natal mesmo assim deve ser comemorado, e sempre reverenciado o Senhor Jesus, nosso mestre e inspirador de uma vida de conversão e transformação. E assim podemos por fim renascer na estrela de Belém.


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

OS 10 MANDAMENTOS

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O tema dos 10 mandamentos ainda desperta grande curiosidade. Com recentes produções televisivas e cinematográficas, ocorre sempre a busca de se saber mais sobre o tema, ou mesmo de se esperar um efeito especial, como da abertura do Mar Vermelho. Fato é que essa lei teria sido recebida por Moisés no monte Sião, e ainda ouvida por 600000 pessoas, diretamente de Deus. Também detalhe que não é a totalidade de mandamentos para os judeus, que seria 613 mandamentos. Isso resultou de um êxodo do Egito, onde o povo hebreu era supostamente escravizado. Também foi mais um resultado da fé do que de provas históricas, e em muito se soma a uma mitificação. Mas já escrevi em quatro livros sobre a Bíblia detalhes que acrescentam informações pela tradição oral, a respeito dos acontecimentos relatados em produções cinematográficas e mesmo no livro sagrado. Em hebraico, mandamentos se chamam mitzvot. Um bebê judeu faria o juramento para Deus já no ventre com respeito aos mandamentos.



Tábuas da Lei



Um dos dois Talmudes diz que o mundo teria em torno de 6000 anos, e, que 2000 seriam de caos, 2000 de império da Lei e 2000 antecederiam o Messias. Também há um comentário dos sábios judeus que as pedras da Lei de Moisés teriam 6 palmos por 6 de tamanho. Junto às tábuas da Lei estava a cabala, que foi passada por tradição oral.



Existe a Lei oral



Moisés recebeu no monte Sinai as tábuas da Lei (Torá), os mandamentos, a Mishna, o Talmud e até mesmo o Zohar. Usar apenas da Torá escrita seria temeroso, e se deve assim buscar a opinião dos sábios, que perpetuaram aquela tradição oral que se reveste de suma importância para entender o que está escrito. Jesus possivelmente conhecia todas essas coisas, e por isso ensina bem além do que se acha no texto do Antigo Testamento.



Tem de se ver a razão da Lei



Vemos muitas vezes que as regras necessitam de interpretação, e que apenas sua boa interpretação que leva a efetividade. Temos assim de encontrar a razão dessas leis, sua ratio legis, de tal modo que no caso do que temos na Bíblia, não é diferente. Parece que o cerne dessas regras constantes no livro de Levítico é de separar a nação de Israel, escolhida, daqueles povos pagãos, que cultuavam outros deuses, ou melhor, da idolatria. Conhecemos essas regras especialmente pelos 10 mandamentos, apesar de que lembramos que em verdade para a humanidade, ou filhos de Noé, são 7 mandamentos, e que para judeus são 613. Isso ainda inclui a tradição oral, o Talmude e uma série de detalhes, como os ensinados pelo mestre Yehoshua (Jesus), como amar ao próximo como a si mesmo, lição já presente nos Salmos. Ademais, para judeus são duas classes de mandamentos: 1 – Mishpatim, que são os mandamentos racionais e lógicos; 2 – Juquim, que são os mandamentos oriundos da Sabedoria Divina, acima da razão.



Há quem fale em 11 mandamentos



Sobre os mandamentos, existe no Salmo 15 a referência a esses 11 mandamentos como fundamentos de todos os demais, ou seja, dos 613. E a palavra Torá soma 611, sendo que +2, aqueles ditos pela Voz Celestial, seriam iguais a 613. Já, por fim, em Deuteronômio 27:11 e segs., se fala nas 11 maldições que eram declaradas frente ao monte Eval.



Solucionar mandamentos e não violar



A passagem de Mateus 5:19 onde se diz ou traduz “violar um desses mandamentos”, na verdade em grego está iyein, que em latim fica solvere. Assim, significa solucionar. Deve o cristão então solucionar os mandamentos.



Justos guardam mandamentos pois juraram guardar




Os justos guardam mandamentos porque juraram os guardar, antes do nascimento, já no ventre da mãe, conforme ensinam os chassidistas.




(Trechos citados de meus livros sobre a Bíblia: Bíblia e Misticismo, Bíblia e Tradição Oral, A Bíblia Esotérica e Bíblia e Mistérios, de editora Clube de Autores)