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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Sobre o mundo na Bíblia


Sobre o mundo na Bíblia


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“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes”. Ef 6:12



“Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo”. 1 Jo 2:15-16



“Não ameis o universo...” idem



“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. (Rom. 12:2)



“E não vos conformeis a esta Era/Eon” “mas transformai-vos (…) e perfeita finalidade de Deus” idem



“Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo”. (Gal 6:14)



“Já não é pela tua palavra que nós cremos; pois agora nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”. (Jo 4:42)



“Salvador do universo” idem




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Sempre que se ouve um cristão descontente com as coisas, ele faz o paralelo entre Deus e Mundo, ou entre Cristo e as coisas atuais. Mas a palavra mundo da Bíblia pode ser também traduzida como kosmos, que seria mais o que vemos por universo. Certamente não se refere a Criação perfeita de Deus, mas ao mundo da queda, ao verdadeiro exílio a que a humanidade teve para com seu Criador. Então julgar as pessoas sobre aquelas que são do mundo e as que não são, parece um tanto confuso. Devemos antes perdoar a julgar, à imitação de Cristo.

 
 
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Outro sentido é de um mundo de ilusão, o mundo da concupiscência, da carne, etc. Pois a carne não herda o Reino. Em Romanos se fala de uma renovação da mente, a que já vimos se tratar da verdadeira conversão e arrependimento, não apenas um status exterior, de ser classificado como isso ou aquilo. Esse sentido se fala de uma outra Era, que é a verdadeira Nova Era, a Era de Cristo universal, da fraternidade e amor, da lei do amor. A velha Era está muito representada com a Babilônia, a porta do Sol, ou Lúcifer, que seria um símbolo de meretriz escrava da carne, ou nesse sentido, do mundo. Pois com a nova natureza, transformado, o homem já vê o mundo crucificado, como está na carta aos Gálatas, citada.
 
 
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Para quem lembra da estátua de Daniel, Babilônia está localizada na cabeça. Assim o velho mundo ou Velha Era, era um tempo de divisão, de guerras, ladrões, nações, de uma razão egoísta. Esse egoísmo estava na cabeça. O caminho de Cristo é um caminho do coração, do amor. Ele vence assim os espíritos lucíferos, que apareceram a Adão sob a forma de serpente, bem como a Eva, e assim pelos desejos do mundo dividiram as coisas. Sob a voz do instinto, Caim assassinou Abel. Assim o mundo antigo, ou da carne, não havia recebido o Reparador dos Mundos, Yeshua, Jesus, e a Babilônia e suas sete colinas, orifícios da cabeça e da concupiscência, dominavam anteriormente. Com a Nova Jerusalém de Cristo as coisas se modificam, e um novo mundo/universo ou Nova Era vem, a fim de nos reservar uma nova natureza, espiritualizada e etérica.















segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O anjo da sarça ardente, o sopro e a morte descrita na Bíblia, do ponto de vista espiritual


O anjo da sarça ardente, o sopro e a morte descrita na Bíblia, do ponto de vista espiritual



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“E apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo do meio duma sarça. Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não se consumia. pelo que disse: Agora me virarei para lá e verei esta maravilha, e por que a sarça não se queima”. (Ex. 3:2-3)





“Disse também o Senhor a Moisés em Midiã: Vai, volta para o Egito; porque morreram todos os que procuravam tirar-te a vida”. (Ex. 4:19)



“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente”. (Ex. 2:7)







Em filmes bíblicos se retrata geralmente Moisés (Mosheh) presenciando a sarça ardente, mas na Bíblia se fala em um anjo. Por curioso que seja, esse anjo ou mensageiro é escondido e se coloca diretamente o Senhor em contato com o profeta. Essa sarça representa aquele que é humilde, uma pessoa comum, e foi um desafio a Moisés nesse sentido. Frente ao Senhor ele teve de mostrar seu coração ardente, em uma paixão pelo Senhor nunca satisfeita. Moisés assim conheceu a qualidade da gente simples. O mesmo se diga com Yeshua (Jesus), que também se dirigia a pessoas simples, e ao seu coração. Isso levou Moisés a teshuvá, a um arrependimento, ao retorno a Deus.
 
 
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Como diz o livro cabalístico do Zohar: “Aquele que sopra, expira o que há de dentro de si mesmo”. A alma de um judeu (chave: pessoa que absorve a luz da Torá...) se origina do aspecto mais interior, mais profundo e íntimo de Deus, originando-se do IHVH (Tetragramma). Mas quando se fala que Deus soprou, se usa de uma analogia, pois Ele não tem forma corpórea. Mas pensando-se em pessoa, o ar assoprado surge do fundo da alma, diferente daquele da mera fala. Então, a vontade ou desejo até Deus se mostra de grande diferença. Normalmente as pessoas gastam seu ar em buscar de outros desejos, como no amor de uma pessoa, ou dinheiro, ou poder. Mas com a vontade dirigida em direção ao Senhor, todos os outros oxigênios gastos se fazem secundários ou auxiliares a serviço Dele.

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No que se refere a Moisés voltar para o Egito e a relação com a morte de seus perseguidores, na verdade se usa a analogia de “morte”, como pobreza, em certo sentido. O Ego do (Egito), ou o materialismo do mundo, afasta de Deus e da espiritualidade. Assim a pessoa fica pobre ou morta. Yeshua (Jesus) disse que os mortos enterravam os seus mortos. A pobreza espiritual é a morte nesse sentido. Outra analogia que se faz nos estudos é que essa morte é “caret”, pena de morte espiritual, para o pecador que não se arrepende e nem faz atos como caridade, jejum, oração, dia do perdão etc. Essa morte espiritual seria de se viver em 50 ou 60 anos, e dali não passar, ou sofrer, ou ter uma vida cheia de pobreza. Essa é a morte que muitas vezes se fala nas Escrituras. Por fim, a Bíblia usa de linguagem humana para se referir a coisas espirituais.

domingo, 11 de setembro de 2016

Sobre o arrependimento, oração, jejum, e o retorno ao Senhor


Sobre o arrependimento, oração, jejum, e o retorno ao Senhor



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“O que é torto não se pode endireitar; o que falta não se pode enumerar”. (Ecl 1:15) João Ferreira



“Uma deformidade não pode ser corrigida” Cohélet 1:15, em Likutei Tania



“Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas; assim apareceu João, o Batista, no deserto, pregando o batismo de arrependimento para remissão dos pecados”. (Mar 1:3-4) João Ferreira



“Eis que alguém está clamando do ermo: Preparai o caminho de Jeová, fazei retas as suas estradas, apareceu João, o batizador, no ermo, pregando o batismo no símbolo do arrependimento” Idem – versão Novo Mundo



“Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto”. Joel 2:12



“Retornem a mim como todos os seus corações, e com jejum e pranto” Yoel, idem, em Tania



“A benignidade do Senhor jamais acaba, as suas misericórdias não têm fim” (Lam 3:22)



“As benevolências de D'us certamente não terminaram” Eichá, idem, Tania



“Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém”. (Luc 24:46-47)






Vemos uma grande propagação de um alívio dos erros através de mero arrependimento, seja em igrejas, seja através de ministros que o defendem de um modo um tanto incompleto. Um sábio judeu, Rabi Zalman de Liadi, disse certa vez: “Não é como as pessoas se enganam, pensando que Teshuvá é somente o arrependimento pelos pecados cometidos” (Likutei Torá, Haazinu). Também Yeheshua (Jesus Cristo) ensinou o arrependimento, e a remissão dos pecados. Sendo judeu, por certo que o que ele teria ensinado é Teshuvá, que superficialmente foi entendido como mero arrependimento. Mas seria nobre um criminoso meramente se arrepender em prisão? Ou uma pessoa se arrepender de não jogado na loteria? Ou por certa tristeza se arrepender em uma igreja, não mudando o que se é? Certamente não é tão simples assim.
 
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A natureza de Cristo, que nos salva e salvará, está bem além de frequentar uma igreja. Também não se trata de algo meramente aceito pela sociedade, como um perdão social. Nem ressocialização, como do ponto de vista criminal. Teshuvá, ou o arrependimento, é na verdade um RETORNO A DEUS. Isso leva a uma dimensão bem mais profunda a situação. Como pode alguém se arrepender desse modo, sem ter outra natureza. Em Yeheshua ela é renovada, ganhará até mesmo um novo corpo. Pois Deus é misericordioso. E ainda, com a nova aliança, não mais se trata de cumprir a punição da Lei, mas de se ter a Lei no coração, estar até quase além desta. Não se trata de ser punido por pecar, mas de não ter nem a possibilidade de pecar. Mas quem se arrepende é justamente o pecador ou aquele que comete erros.
 
 
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Mas faremos então sacrifícios de animais? Não. O que deve ser sacrificado é o animal dentro de nós. E isso mesmo entre judeus se faz em orações, jejum e outras formas. Fala-se até em “mortificação” da carne. Alguém pode pensar em um cristianismo primitivo ou catolicismo antigo. Mas se trata em livros judaicos sobre essa mortificação. Contra quem pensa que o catolicismo inventou essas coisas em idolatria, assim como o purgatório, pesquise a literatura judaica, e verá que lá já existiam esses meios. E muito mais, o jejum em livro judaico é de vários dias, e cita-se em número mínimo 84 dias. Fala-se em 252 jejuns, 336 meio-jejuns etc. Na prática parece ser parecido com o Ramadan islâmico, se referindo a jejum de dia, e não de noite. Mas pode o jejum ser substituído por caridade. Mas há uma limitação de 1/5 para a caridade, para não se prejudicar a família. Mas quem não tem para dar em caridade, oferece em jejum. E o jejum apenas é para pessoas robustas e saudáveis. O que importa é esse retorno a Deus, em verdade.
 
 
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Rabi Zalman de Liadi
 

E o arrependimento é para todas as nações, e futuramente para uma só, que será Israel (Jerusalém), ou uma unidade mundial de Fraternidade e amor. E o arrependimento evita até mesmo a pena de morte, ou mesmo a Caret, pena de morte espiritual. Por isso que Yeheshua (Jesus) sabia da sua importância, e assim da remissão dos pecados. Do mesmo modo se pode ver seu jejum de 40 dias. Pois todo o pecado tem um corpo e uma alma. E a alma do pecado é extirpada por esse remorso. Ademais, quando se sofre, acaba se purgando o pecado. Por isso a vida pode ser uma solução melhor do que a morte, para aqueles que defendem a pena de morte. O que importa é converter o lev, o coração. Assim a consciência do Messias pode nos remir pecados e levar a uma nova natureza, ao Novo Homem.











Fonte:



LIADI, Rabi Shneur Zalman. Likutei Amarin Tanya. Vol 5.



Bíblia tradução Novo Mundo



Bíblia de Jerusalém



Bíblia Versão João Ferreira de Almeida – ebook







sábado, 27 de agosto de 2016

Sobre a sexualidade dos que estarão no Reino do Céu


Sobre a sexualidade dos que estarão no Reino do Céu




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“Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro”. (Apoc. 14:4)

 

“Portanto, na ressurreição, de qual deles será ela esposa, pois os sete por esposa a tiveram? Respondeu-lhes Jesus: Os filhos deste mundo casaram-se e dão-se em casamento; mas os que são julgados dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dentre os mortos, nem se casam nem se dão em casamento” (Luc. 1: 34-34)

 

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; entretanto o meu reino não é daqui”. (João 18:36)

 

“E irão eles para o castigo por um período de tempo (aionian), mas os justos para a vida eterna” Mat. 25:46)



“Se uma pessoa é gay e procura Jesus, e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O Catecismo diz que não se deve marginalizar essas pessoas por isso. Elas devem ser integradas à sociedade. O problema não é ter esta tendência. Devemos ser irmãos.” (Papa Francisco em jornal El Mundo, da Espanha).






Vemos ainda a discussão entre cristãos sobre a sexualidade das pessoas. Uns condenam, outros não opinam, outros perseguem, outros querem mudar a natureza das pessoas, outros atribuem ao Demônio, e assim por diante. Apesar de não sabermos por experiência própria o que é ser homossexual, seria impróprio de um cristão condenar seus irmãos. Vejamos alguns detalhes.

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A Igreja não apoia a homossexualidade, mas de modo igual não poderia julgar. O melhor seria perdoar e esperar uma conversão e Salvação, que sabemos não ser desse mundo, como disse Jesus (conforme João 18:36). Sobre a questão de ser homossexual e não se entrar no Reino, fato que os heterossexuais também não entram, conforme se disse em Lucas 1:34, que lá não haverão mais casamentos, e logo sem homens ou mulheres, machos ou fêmeas. Seriam como anjos do céu. E sabiamente fez e faz o Papa Francisco, ao que se evite marginalizar as pessoas. E quem somos nós para julgar esse gay ou lésbica que procura Jesus?
 
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Contrariamente, muitos que se dizem cristãos fazem o papel de perseguidores. Mesmo sem ser gay, sofre-se ao observar a forma que se trata e marginaliza as pessoas, dentro de diversas designações. Seja por aversão pessoal, seja preconceito, e demais fatores contribuem para afastar as pessoas do Cristo. Fazem um trabalho mais de antigo farisaísmo ou mesmo perseguição romana, do que de cristãos. Mas de positivo também há igrejas com teologia gay e outros progressos nesse sentido.
 
 
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Jesus em seu tempo acolheu bêbados, prostitutas, e pessoas marginalizadas. Talvez essas pessoas não ficaram perfeitas ao conhecer o Salvador, mas certamente serão salvas ao ressuscitarem (o tempo disso não se sabe), e não foram enganadas por certa hipnose, como hoje ocorre em igrejas. Ninguém as maltratou ou expulsou demônios por esse motivo. Ninguém obrigou que mudassem apenas superficialmente, como fosse a declaração de “opção” sexual. Das doenças sim, foram expulsos demônios e curadas, quando doentes. Mas um fator tão íntimo e pessoal que nem a homossexualidade, desde que privada, certamente não seria combatida. O respeito para com a Igreja claro que não se permitiria exageros como pessoas vestidas de outro gênero que não o seu. E no que se refere a Antiga Aliança (e parte de Antigo Testamento), não se compara a Nova, onde não mais se exige cumprimento dos 613 mandamentos.
 
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Mas mesmo que não se arrependam ou mudem antes de falecerem, na conversão, seriam condenados eternamente? Não. A condenação que se refere é temporária, e todos serão salvos. Em Mateus 25:46 a palavra aionian se refere a um século, um período de tempo, e não “eterno”, como se vem traduzindo. Mas isso se refere a todos nós, e se complementa com a doutrina católica e judaica do purgatório, onde se pode ainda arrepender e voltar a Cristo. Na verdade, toda a natureza do corpo será renovada e transformada no Reino, e a questão da sexualidade mudada em todos, sejam dos homossexuais, sejam dos heterossexuais ou outras formas. Jesus salve a todos e bendito é aquele que vem em nome do Senhor!