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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Do corpo incorruptível de Jacó, da igualdade com José, da felicidade como não mandamento, do suficiente, e de Nabucodonosor duplamente perturbado, segundo Midrash



“E José ordenou a seus servos, os médicos, que embalsamassem a seu pai; e os médicos embalsamaram a Israel”. (Gên. 50:2)



“Depois destas coisas disseram a José: veja, teu pai está enfermo”. (Gên. 48:1)



“Disse alguém a Jacó: Eis que José, teu olho, vem ter contigo. E esforçando-se Israel, sentou-se sobre a cama”. (Gên. 48:2)

 

“e El-Shadai vos dê misericórdia diante do homem” (Gên. 43:14)

 

“Pela manhã o seu espírito estava perturbado” (Gên 41:8)

 

“Ora no segundo ano do reinado de Nabucodonozor, teve este uns sonhos; e o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe o sono”. (Dan. 2:1)






Cada vez que a Bíblia se abre mostra um universo. Em colaboração com aqueles que já debruçaram sobre seus mistérios e detalhes, resta assim um telescópio de compreensão. Detalhes ficam ocultos nos números, na pronúncia, equivalência em língua hebraica em diferentes partes da Bíblia. Também personagens que parecem diferentes podem ter grande semelhança, como o Faraó a que interpreta os sonhos José, bem como Nabucodonosor. Também Jacó teria um mistério em seu corpo, após a morte, e uma semelhança grande com José. E muitos acreditam na felicidade como condição para afirmar sua religião, o que gera uma questão.

Uma prática que foi efetuada por José em relação a Jacó, ou seja, seu embalsamamento é muitas vezes passado em branco. A prática era pagã e não aceita na lei mosaica. Mas então porque os filhos de Jacó o embalsamaram, sendo essa uma prática contra a lei? Para a lei judaica se deve permitir que o corpo se decomponha naturalmente, sem impedimentos. Mas no caso, explica o Or Hahaim: “posto que o corpo dos virtuosos perfeitos jamais se decompõem, José temeu que os egípcios, cativados pelos tal fenômeno, chegassem a deificar e idolatrar o corpo de Jacó”. Para salvar assim seu pai dessa desonra, assim ordenando o embalsamamento, para os egípcios acreditarem que esse estado incorrupto do corpo de Jacó se devesse apenas ao embalsamamento. Casos semelhantes ocorreram com santos cristãos, ao longo da história, de seus corpos incorrutíveis.
 
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O capítulo 48 do Gênesis esconde uma numeração que passa despercebida, em não se observando o hebraico. Ensinou assim Gaon de Vilna, que José ao visitar o pai enfermo, Jacó, tirou 59 partes de sua doença. Isso porque a palavra cama, mitah em hebraico soma 59. Pois ensinavam os sábios que quem visita lhe tira a sexagésima parte da doença. E outro ensinamento é que há uma semelhança oculta entre José e Jacó, pois ambos nasceram sobre o mesmo signo zodiacal. A doença estaria no apogeu ao nível 60. Pois a palavra “veja” (nine), soma 60. Assim a enfermidade de Jacó se viu diminuída com a visita de José, numa prova matemática.
 
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Já em tom linguístico, em Gênesis 41:8, o faraó em seu espírito estava perturbado com os seus sonhos, em hebraico vaTipaem. Mas Nabucodonosor, em Daniel 2:1, estava duas vezes perturbado, pois a palavra em hebraico está escrita com dois tau, sendo assim vaTiTpaem. Isso porque o faraó conhecia o sonho e sua interpretação, mas Nabucodonosor não conhecia nem o sonho, e nem a sua interpretação. Assim estava duplamente perturbado porque havia dois tau na palavra perturbado.
 
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Jacó fez uma bênção aos seus filhos, antes desses retornarem para o Egito. Assim disse as palavras divinas El Shadai, traduzidas por Todo Poderoso. O nome se refere a todas as dificuldades que teria passado Jacó ao longo de sua vida. Assim foram suficientes. Pois Shadai significa também “suficiente”. Pois as suas penúrias foram suficientes. E sobre a felicidade, ela não é um mandamento. Isso lembra Jesus (Yeshua) descrito pelo soldado romano, o qual seria visto muitas vezes chorando, mas nenhuma sorrindo. A felicidade pode ajudar a cumprir mandamentos, mas não é um mandamento.






quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Os misteriosos olhos de Léia, bons atos que geram anjos, cobras no poço de José e 22 anos para sonho se realizar


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“Os olhos de Léia eram melancólicos” (Gên. 29:17 - Midrash)



“Léia tinha os olhos enfermos” (idem, João Ferreira)



“Os olhos de Lea era ternos” (idem, Bíblia Hebraica)



“Lia tinha os olhos embaciados” (idem, Ave Maria)



“tinha os olhos tenros” (idem, Dake) (ou fracos, tímidos, suaves, atraentes, relutantes)



“meigos” (idem, Nova Pastoral)



“não tinham brilho” (idem, Novo Mundo)



“E Jacó enviou anjos à sua frente, a seu irmão Esaú” (Gên. 32:4)



“José teve um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais”. (Gên. 37:5)



“e tomando-o (José), lançaram-no na cova; mas a cova estava vazia, não havia água nela” (Gên. 37:24)





Cada vez que lemos a Bíblia, notamos mais variantes na sua tradução. Em certos versículos isso pode se ampliar muito, e nos levar a uma duradoura reflexão. Exemplo claro é o versículo de Gênesis referente a irmã de Raquel, a Leia, que teria algo muito misterioso em seu olhar. Também vemos detalhes que são completos por outros livros, ou pela tradição, como o referente a anjos enviados por Jacó a Esaú, que são explicados no escrito judaico Ética dos Pais (ou Pirke Avot). E sobre José, este teria não apenas caído em um poço vazio, mas sobrevivido por milagre neste, por um detalhe significativo. E o sonho de José iria se realizar 22 anos após, de modo que se tem o segredo de que sonhos se realizam em 22 anos.
 
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Sobre Leia, além do evento que ocorreu no engano de Jacó feito por Labão, e mesmo pelo costume oriental que não obrigava qualquer sentido de monogamia, tendo ainda os homens servas, concubinas e o que desejarem, resta mesmo assim o mistério do olhar de Leia. Parece em primeiro momento que em comparação a Raquel, seria sua irmã menos bela, ou com olhar diferente. Leia tinha assim olhos melancólicos. Mas não são talvez apenas olhos tristes, senão a descrição de um temperamento, de uma condição física, maior que um mero juízo estético. Mas outros traduzem como olhos atraentes, meigos. Então Leia não era menos bonita que Raquel. Tristes são as versões de Bíblia Ave Maria e a Novo Mundo, que colocam os olhos como defeituosos ou numa característica negativa. Mas o termo hebraico racot segundo o Midrash é melancólico. Isso porque ela estava destinada a ficar com o perverso Esaú, e por isso seus olhos teriam ficado assim, com aspecto de tristes.
 
 
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E sobre os anjos, diz o livro Ética dos Pais: “Aquele que faz um ato de bem adquire para si um anjo guardião”. Os sábios da Midrash dizem que Jacó enviou literalmente anjos, estes criados pelo cumprimento dos mandamentos (mitzvot). Fato é que nesse sentido que as boas ações protegem, e trazem para si a Presença Divina, ou a Shekiná. Pois Esaú em sua perseguição teria feito até Jacó permitir perturbar os anjos celestiais, para sua urgente ajuda.
 
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E sobre José, há dois fatos relevantes aqui lembrados: que seu sonho se realizou em 22 anos, e que operou um milagre a seu favor no poço. Lembra o Rabi Zalman Sorotzkin em sua obra Oznaim LaTorá que o poço tinha a vantagem de ter passagem para se respirar. Mas por outro lado possuía a desvantagem de ter víboras e escorpiões. Então José teria assim sobrevivido a presença e ataque de cobras e escorpiões, nesse poço onde os irmãos o teriam jogado. E sobre José, ele teria o sonhos com 17 anos, e 30 quando decifrou anjo do faraó, sendo ainda mais 7 anos de abundância e 2 de carência, somando assim o total de 22 anos. Assim seus irmãos o procuraram. Deste modo, os sonhos levam 22 anos para se realizar.

sábado, 14 de novembro de 2015

O Monte Sinai é desprendimento do Moriá, deficiências curadas, dano moral e milagre do silêncio absoluto


 
 
“Todo o povo viu as vozes” (Ex. 20:15 – Midrash)

“vós vistes que do céu falei” (idem – Bíblia Hebraica)

“todo o povo viu o som da buzina” (Bíblia em Aramaico)

“se ele tornar a levantar-se e andar fora sobre o seu bordão, então aquele que o feriu será absolvido; somente lhe pagará o tempo perdido e fará que ele seja completamente curado”. (Ex. 20:19 – Almeida)

“deverá prover-lhe com gastos médicos” (idem, Bíblia em Aramaico)

“Guardai-vos, não subais ao monte, nem toqueis o seu termo; todo aquele que tocar o monte será morto”. (Ex. 19:12)

“E, tendo o Senhor descido sobre o monte Sinai...” (Ex. 19:20)

 
 
 
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Cada vez que se abre o livro da Bíblia se percebe um universo que se desvela. Porque um livro é um novo mundo, ainda mais um livro com lições espirituais. Jesus teve uma vida traçada na Bíblia, naquele messias que era esperado. Moisés foi também conhecido pelo que estava na Bíblia, e mesmo foi autor de muitos livros desta. Também lugares santos foram descritos na Bíblia, como o monte Sinai, onde teria sido entrega as Tábuas da Lei. Ademais, a Bíblia também tem regras variadas, dentre seus 613 mandamentos. E algo especial aconteceu durante a entrega dessas tábuas da lei. Fato é que a sabedoria está para quem a reconhece.

Antes de se revelar aos israelitas, para lhes entregar a Torá, Deus se revelou a todos os povos, se revelando aos descendentes de Esaú e dos Ismaelitas. Assim revela o Midrash. Mas estes anteriores não cumpriram as regras, ao passo que os israelitas disseram em unanimidade: “cumpriremos e estudaremos”. Mas as tábuas da lei foram entregues a Moisés no monte Sinai. Segundo Matthew Henry, em sua Bíblia de Estudo, chama-se Sinai chama-se Sinai pela abundância de arbustos espinhosos que o cobriam, e e era o maior de toda a cadeia de montanhas. Questão que fica, e respondida no Midrash, é de onde surgiu o monte Sinai? O Monte Sinai é um desprendimento do Monte Moriá, o monte onde Abraão ofereceu seu filho Isaac. Disse Deus que tendo em vista isso, é adequado que esse mesmo monte receba seus descendentes a Torá.
 
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Sobre passagens que se referem a ferir escravos, ou mesmo matá-los, há um detalhe muito significativo, que deveria ser estudado em cursos de Direito, onde se fala em espécie de lucros cessantes, ou o que se deixou de ganhar no trabalho, por ferimento, e em gastos médicos. Sobre os gastos médicos, a Bíblia em Aramaico é mais específica, sendo que outras falam meramente em “curado”. Trata-se de indenização completa, muito semelhante a reparação atual dada por tribunais, em nossa justiça. Mas há cinco conceitos hebraicos fundamentais nesse caso: nézek (dano), tzaar (dor física), ripui (gastos com internação, honorário, consultas médicas, médico etc), shevet (lucro cessante), e por fim, bóshet (dano moral). Então o que a tradição oral coloca de acréscimo na escrita é esse detalhe médico, com gastos dele, e o dano moral.

Sobre o povo e Deus falar a eles no monte Sinai, muitas bíblias descrevem e confirmam. Mas houve um milagre e detalhe maior não notado, que está em detalhe: o povo viu as vozes de Deus, ele literalmente viu as palavras. Houve um silêncio absoluto, e assim a superação de leis naturais. O sentido da audição foi literalmente substituído milagrosamente pelo da visão. Não se trata de mera parábola ou figura de linguagem, mas de realidade. Isso está descrito no Midrash. Também a Bíblia em Aramaico, ou Targum, fala que o povo viu o som das buzinas.
 
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E sobre os deficientes, ao sair no êxodo, o povo hebreu tinha algumas deficiências por causa dos trabalhos escravos no Egito. Pois por trabalhar com tijolos, estes caiam de alturas e acabavam por amputar uma mão ou pé. Mas vendo isso Deus, antes da entrega das tábuas da lei no Sinai, enviou anjos servidores, e disse: “Devo curar-lhes antes de que recebam a Torá”. Assim todos foram curados.




domingo, 25 de outubro de 2015

Diversas aparências do Senhor, os 7 nomes de Jetro, honrar os pais é não os assassinar e trabalhos forçados no Egito segundos os sábios


 
 
 
“Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim”. (Ex 20:2)



“Por isso os egípcios faziam os filhos de Israel servir com dureza” (Ex 1:13) – Almeida

“servir com rigor” - Hebraica e Onkelos

“com brutalidade, os fizeram servir” - Nova Pastoral

“trabalhar como escravos sob tirania” - Novo Mundo



“Ora Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu todas as coisas que Deus tinha feito a Moisés e a Israel, seu povo, como o Senhor tinha tirado a Israel do Egito”. (Ex 18:1)



“Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”. (Ex 20:12)





Lendo comentários dos sábios judeus sobre o livro de Êxodo, em hebraico Shemot, observei certos detalhes que a tradição ensina e que amplia o significado de determinados versículos. Desse modo, cada designação interpreta e reinterpreta a seu modo, colocando no texto o que originalmente não possui. Observa-se assim na Bíblia Hebraica uma maior fidelidade nesse sentido, levando-se em conta as lições de Talmude, Rashi e de Targum, a Bíblia em Aramaico. Aqui selecionei passagens comentadas sobre a aparência do Senhor, os trabalhos forçados dos hebreus no Egito, o sogro de Moisés, Jetro e sobre honrar pai e mãe, segundo Midrash e chassidismo, ou os sábios.
 

Pouco se fala sobre a aparência de Deus, sendo que em certas passagens se lembra que quem olhar sua face morreria, e Moisés teria visto e ficado com a face iluminada, parecendo possuir chifres etc. Mas em comentários dos sábios, se lembra que o Senhor apareceu a Salomão sobre a aparência de um jovem, para Daniel como um ancião misericordioso. Isso tudo revela que apesar de Deus ter diversas aparências, Este mesmo assim É único. Isso é meramente visto como teofanias e anjos muitas vezes, mas se trata do Senhor. O mesmo que se revela no Monte Sinai e em todo o lugar.
 
 

A respeito dos trabalhos forçados a que os hebreus eram submetidos no Egito, na verdade há uma distinção e detalhe lembrado pelos sábios, que é diferente da escravidão. Certas bíblias colocam inclusive detalhes de modo de governo, como a tirania etc. Mas no talmude e mesmo no Midrash se fala de algo diferente. Na verdade o trabalho forçado da primeira parte desse versículo se refere a trabalho de mulher. Os homens foram obrigados a fazer trabalho de mulher. Pois a expressão hebraica befareh, trabalhos forçados, que é análoga a mefarhiata, em aramaico, que é em hebraico taafuhot, que significa palavras invertidas. Em 2:12 está então “um homem fala palavras invertidas”. Assim os egípcios inverteram a ordem natural dos trabalhos, sendo que homens fizertam trabalhos de mulheres e mulheres de homens.
 

Sobre Jetro, sabe-se que ele era o sogro de Moisés, e um sacerdote de Midiã etc. Mas Rashi lembra, com base no Midrash, que Jetro possuía sete nomes: Reuel, Ieter, Jever, Keni e Putiel. Outras ressalvas ficam em críticas que Jetro fez a Moisés, como a de não estar tratando bem o seu povo e com sugestões a respeito de justiça, oferecendo soluções práticas e concretas nas falhas de sistema.

Por último, sobre honrar pais e mãe é uma regra tristemente pouco aplicada em nosso tempo, e cada vez mais se observa idosos abandonados, brigas familiares por causa de bens e herança, internações em asilos e assim vai. Em culturas asiáticas e africanas há um repeito pelos velhos. Mas aqui lembra o sábio judeus que é mais grave do que parece abandonar ou não honrar os pais. O rabi Eliezer cita um exemplo que um pai que toma uma bolsa cheia de moedas de ouro e a joga ao mar, observado pelo filho. O filho nesse caso não deve reprovar o pai. Assim, no caso de se ter os pais passando dificuldades e não os alimentar, comete assassinato. Por isso a frase continua em versículo, “não cometerás assassinato”. Pois nessa situação para Deus é como cometer assassinato.









sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O braço milagroso que salvou Moisés, morte dos 4/5 de judeus no Egito, o milagre dos gafanhotos e o mandamento do trabalho de acordo com Midrash


 
 
 
“A filha de Faraó desceu para banhar-se no rio, e as suas criadas passeavam à beira do rio. Vendo ela a arca no meio os juncos, mandou a sua criada buscá-la”. (Ex. 2:5)



“Subiram, pois, os gafanhotos sobre toda a terra do Egito e pousaram sobre todos os seus termos; tão numerosos foram, que antes destes nunca houve tantos, nem depois deles haverá”. (Ex. 10:14)



“Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho” (Ex. 20:9)






A Bíblia parece ser simples quando se apenas lê de forma iniciante. Mas com uma maior interpretação, observando o que disseram os sábios e justos, resta que muito se descobre. Assim mais uma vez o Midrash traz luz a compreensão maior. Assim aqui selecionei alguns versículos do Êxodo, que o nome verdadeiro é Shemot, que significa “nomes” em hebraico. Já de começo, vê-se que um milagre ou fato extraordinário sobre Moisés foi pouco lembrado, e foi assim salvo com seu cesto ou arca. Também dos dez milagres do Egito, um fato referente aos gafanhotos supera a mera ação destes. Sobre o Sábado muitos sabem que ele tem seu aspecto sagrado, de descanso, mas esquecem que nos outros dias é mandamento trabalhar.
 

Por um erro de tradução se colocou criada, ou ama, de modo que falou-se que esta buscou o bebê, no caso Moisés no cesto de junco, ou papiro, ou arca, como já tratamos noutros livros. Mas essa palavra hebraica para servente significa na verdade braço, como recorda Rashi e os sábios da Mishna. Então não houve servente nenhuma a salvar o menino, mas foi o braço mesmo da filha do Faraó que o fez. Mas até aí alguém acharia normal. Porém algo milagroso aconteceu. O braço dela se esticou por vários côvados, e assim salvou milagrosamente o menino. E isso que o versículo em sentido alegórico quer dizer, além do literal.

Sobre as dez pragas do Egito, ou melhor, dez milagres, todos sabem dos piolhos, das rãs etc. O versículo deixa alguns detalhes sobre os gafanhoto. Eram mais do que nunca pois eram todos os gafanhotos, inclusive os mortos despertaram e coaram para formar essa nuvem. E mais ainda. Um fato milagroso que os sábios lembram a respeito deles. Mesmo aqueles que estavam nas panelas ou nos barris de salmoura, já para a refeição, despertaram e voaram, saindo da terra do Egito, para evitar que estes ainda tirassem um proveito destes. Essa a lição de Rabi Iohanan. E ainda no Egito, após as pragas nem todos os hebreus ficaram salvos para o êxodo. Quatro quintos (4/5) sucumbiram junto aos egípcios, pois eram perversos.
 
 
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Sobre o Sábado muitas igrejas guardam, muitos falam e dizem ser obrigatório, outros sobre o domingo e assim por diante. Mas ninguém fala que o trabalho dos seis dias é mandamento. Pois diz claro no versículo: “seis dias trabalharás”, em sentido de ordem. Não diz que se trabalhe quando quiser, e ainda se tem um dia sagrado e reservado. Assim o trabalho é mais um mandamento, dentre aqueles 613 a que segue o povo judeu. Já a humanidade tem 7 mandamentos, a que chamam de mandamentos de Noé. Então apesar dos mandamentos muitos se referirem a costumes, apenas os 7 seriam para a humanidade. Mas trabalhar seis dias é mais do que digno ou honroso, é cumprir a vontade de Deus.



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Lição dos sábios judeus e das Escrituras, Sara, a pomba de Noé, Adão e Eva com base no Midrash e chassidismo


“E Sara, a mulher do meu senhor, mesmo depois, de velha deu um filho a meu senhor; e o pai lhe deu todos os seus bens”. (Gen. 24:36)



“Do cóccix, que Hashem, Elohim, tomou do homem, construiu uma mulher” (Gen. 2:22 – versão Midrash)



“Â tardinha a pomba voltou para ele, e eis no seu bico uma folha verde de oliveira; assim soube Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra”. (Gen 8:11)



 

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Cultura dos sábios judeus



Descobri que não apenas os indianos têm sabedoria incrível, mas também os judeus. Em livros como o Zohar, o Midrash e o Talmude, observei esses saberes. Em especial os devotos, ou hassidim mostram tal poder. Com um líder chamado Baal Shem Tov (1700-1760), que se poderia traduzir para o mestre do bom nome. Mas qual bom nome? O de Deus. Ele pode usar um dos nomes de Deus para curar pessoas e realizar milagres. Isso nos lembra de um homem muito especial: Jesus. Um cabalista chamado David Cooper disse que Jesus tinha esse saber, e era um Baal Shem Tov. Aprendamos também com Jesus a conservar a saúde e dominar as barreiras naturais, mais do que o envelhecimento, mas nos tornando melhores e amáveis.


 

Lição de Sara da Bíblia



Para as mulheres que sofrem de infertilidade, resta a lição de Sara para superar isso. Ter um esposo que ore, não apenas pela sua esposa, mas pelas esposas de seus inimigos, como fez Abraão, e um detalhe pouco lembrado: ser feliz e sorrir. O sorriso foi uma marca que fez Sara ter filho aos 90 anos, quando já não gerava esperança. E Abraão tinha 100 anos.

 


Genialidade que atrai



Entre os judeus havia casas de estudo da Bíblia ou da Torá. Nessas de vez em quando aparecia um menino gênio, chamado depois de “gaon”. Um desses apareceu e como era de costume, se preparar casamento, logo muitos pais procuraram para que ele casasse com suas filhas. Assim com uma destas ele acabou se casando. Detalhe: o menino tinha 12 anos. O normal era se casar aos 18, mas foi uma exceção. Diferente da cultura atual, em que o corpo e a superficialidade atraem, no caso era a virtude desse pequeno homem que atraía.

 
 

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Adão e Eva



Durante toda a vida eu aprendi que Eva foi criada da costela de Adão. Eis que esses dias li o Midrash e nesse havia de início a melhor tradução para o versículo em questão: Eva foi construída do cóccix de Adão. Porque outra tradução apenas diz “lado”. O motivo segundo sábios é que se trata de uma parte discreta, e a mulher seria assim também discreta.



Pomba de Noé



De onde a pomba de Noé trouxe a folha de oliveira? Muitos acham apenas que é de alguma terra seca, mas não foi. Os sábios judeus falam que ela trouxe do Jardim do Éden. Isso mostra algo muito além de apenas sobrevivência, mas salvação. Para o Alcorão, o paraíso é o Éden. Pois o dilúvio de chuva teve quarenta dias, mas para secar durou um ano.





quinta-feira, 3 de setembro de 2015

As 99 esposas de Davi, as 1000 de Salomão e a sua piscina, com relação ao Alcorão e Zohar



A Bíblia não trata do número de esposas de Davi, sendo mais exata sobre a de Salomão, mas o Alcorão preenche essa lacuna: ele diz que Davi possuía 99 esposas, nas palavras de Natã, como lembrou amigo em texto, Israel Minikovsky. Isso fica claro também naqueles litigantes com as 99 ovelhas, onde há a preferência de uma ovelha em relação as 99. Isso retrata bem aquele incidente de Davi e sua paixão pela Bate-Seba, e estratégia naquilo que aconteceu com seu esposo Urias. Mas o Alcorão trata com respeito a Davi, bem como aos outros profetas, e lá se reduz o número para 4 esposas para os muçulmanos, de regra. Mas quando jesus fala nas ovelhas, e aquela desgarrada e perdida, parece lembrar o que fez Davi, e assim cumpriu o messianismo. O pastor assim arrisca 99 ovelhas para salvar uma.



Já Salomão possuía 700 esposas e 300 concubinas. Talvez casamentos para a expansão do poder e de território, apesar da influência religiosa que sofreu de esposas. O Alcorão disse que Deus o ensinou a linguagem dos pássaros. Já o Zohar, livro da tradição oral judaica, se fala em uma piscina de Salomão, esta sustentada por 12 touros. Isso é aludido a 12 tribos do mundo físico, ao redor do altar. As 12 tribos de Israel são assim reveladas, bem como as constelações dos antigos. Fato é que as esposas são também uma analogia para com Israel ou a Igreja, e assim também para com as ordens de anjos. O Cântico deve ser lido com essas analogias, uma vez que estão presentes mesmo no texto da versão hebraica ou mesmo aramaica, chamada de Targum. 
 
 

Voltando ao uso histórico desses livros, como do Alcorão, dos apócrifos ou mesmo do Zohar, Talmude etc, fato é que eles colaboram a completar lacunas que possuímos na Bíblia. Fala-se no Alcorão por exemplo do milagre da infância de Jesus, onde ele transforma um pássaro de barro em um vivente, o que também existe em texto apócrifo. Já o Zohar mostra a interpretação pela cabala, e assim leva a um nível mais espiritual de compreensão do texto sagrado. O mesmo se pode dizer de outros escritos, com o o Talmude e o Midrash, ainda pouco conhecidos, mas muito importantes para se ver interpretações do Antigo Testamento.