Sejam bem vindos ao site sobre a Bíblia do ponto de vista místico e esotérico

Informações a respeito de cabala cristã, martinismo, arqueologia bíblica, interpretações, textos místicos e assuntos relacionados



quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A lepra segundo a Bíblia e o simbolismo da purificação



A lepra segundo a Bíblia e o simbolismo da purificação

“Quando um homem tiver na pele da sua carne inchação, ou pústula, ou mancha lustrosa, e esta se tornar na sua pele como praga de lepra, então será levado a Arão o sacerdote, ou a um de seus filhos, os sacerdotes, e o sacerdote examinará a praga na pele da carne. Se o pêlo na praga se tiver tornado branco, e a praga parecer mais profunda que a pele, é praga de lepra; o sacerdote, verificando isto, o declarará imundo.” Lv 13:2-3
“o sacerdote ordenará que, para aquele que se há de purificar, se tomem duas aves vivas e limpas, pau de cedro, carmesim e hissopo. Mandará também que se imole uma das aves num vaso de barro sobre águas vivas. Tomará a ave viva, e com ela o pau de cedro, o carmesim e o hissopo, os quais molhará, juntamente com a ave viva, no sangue da ave que foi imolada sobre as águas vivas” Lv 14:4-6
“Jesus, pois, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. No mesmo instante ficou purificado da sua lepra”. (Mat. 8:3)
 
       A lepra bíblica não é a lepra médica. Trata-se de algo muito mais amplo, que engloba várias doenças de pele, e chega inclusive ao aspecto do sobrenatural, como no caso das vestes com lepra e da casa com lepra. Segundo a tradição oral, talmudistas e mais especificamente Maimônides, esta se tratava mais de uma úlcera da pele. A palavra hebraica que designa a doença é tsarahat, e significa “atacar”. É uma doença, ou conjunto de doenças que está ligada a calúnias e pecados, e tem caráter de castigo ou praga. Sua causa é de violação de regra ética e moral, e não meramente uma doença médica ou de origem contagiosa, psicológica, genética etc. Refere-se muito ao povo de Israel que estaria livre das doenças (ou pragas) que havia na terra do Egito.
       Atualmente nas igrejas populares se vê muitas curas de doença de pele. Em geral se trata de psoríase e doenças assemelhadas, com fundo que médicos atribuem como emocional. Mas o sacerdote não é médico. Resta assim a obra de purificação, para se voltar a habitar na comunidade.  Aqui a questão é do0 castigo da doença, e da reflexão que deve ter aquele que a tem. A causa dessa doença, segundo os exegetas, é a má língua, a calúnia e difamação. Em especial contra familiares e cita-se o fato de Mirian, irmã de Moisés (Num. 12:10). Lembra também da doença, Deut. 24:8. Em certo modo, grande parte da cura está em teshuvah, no retorno a Deus, além dessa purificação feita pelo sacerdote. 
       Interessante é o simbolismo descrito na purificação do leproso, na parashá matsorah. Assim o cedro simboliza a força e soberba, o hissopo é espécie de musgo, que simboliza a modéstia, o que está no social de classe baixa. O carmesim significa a má conduta. Já os pássaros são pardais, e são as palavras de má língua. As águas são a vida contínua de novas ideias. O cedro também tem de ser um pedacinho, para mostrar certa humildade que deve ser buscada. Os pássaros que voam são assim dois, um da boa palavra e outro da má. Mas o pássaro simboliza a palavra irresponsável, como falou Rabi Itzhak Arama. Vale lembrar que tudo isso se deve a uma doença gerada pela difamação e calúnia, uma espécie de praga.
       Vemos assim que com a busca da luz, de Deus e Cristo, acabam por sumir essas  feridas. Isso implica em saber falar o que é bom, soltar o pássaro e se purificar do pecado e do erro. Se deve lembrar-se do poder do Verbo, e que esse pode ser usado para salvar pessoas, para ajudar e dar lições de sabedoria. A palavra revelou a Torá, e também Cristo veio com a palavra da verdade. A lepra bíblia é assim curada e nos leva a entender a causa sobrenatural de algumas doenças, e mesmo de alguns acontecimentos, como o caso da lepra da casa. Lembramos que a Criação se fez pelas palavras, ou pronunciamentos. Então o homem precisa se policiar no que fala. As lições talmúdicas e dos sábios de Israel por fim nos mostram que não se deve caluniar as pessoas, em especial os parentes. E que a fé em Deus livra de todo o mal, seja natural, ou sobrenatural.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Olho por olho e aspecto da tradição Oral com Talmud



Olho por olho, aspecto da tradição Oral com talmud
 
“Se alguns homens brigarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, não resultando, porém, outro dano, este certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e pagará segundo o arbítrio dos juízes;mas se resultar dano, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe”. (Ex: 21:22)

            Vemos ao ligar a TV algum apresentador de programa policial falar do talião, e justificando o direito de matar ou se vingar de determinado bandido. Mesmo em cursos jurídicos, na parte de história e introdução do Direito, há o equívoco de interpretar superficialmente as leis judaicas, em específico o que se entende por talião. Mas não se leva em conta a jurisprudência judaica, o Talmud, aspectos práticos e mesmo místicos da passagem referente ao chamado ‘olho por olho’. Numa dinâmica cristã, afasta-se mais ainda a interpretação literal dessa passagem bíblica.
            Primeiro que a Tradição Oral comentando esse dispositivo fala em compensação econômica, nos casos de se existir esse dano, quando não premeditado. Segundo que várias regras anteriores, e por hermenêutica, indicam a possibilidade do resgate. Desta feita, vemos que apesar de aceitável naquela época a pena de morte, a mesma apenas dependeria da Justiça, e não de vingança privada e nem de opinião de jornalistas de programa policial. Ademais, isso sem levar em conta o aspecto cristão, onde se deve amar os inimigos, e perdoar setenta vezes sete, dar a outra face, o que revela mais ainda a dimensão espiritual das Escrituras Sagradas, e na forma de tornar o homem melhor, e não incentivar mortes e vinganças. 
            E não se aceita a testemunha única, mesmo na Bíblia. Assim atesta Números 35:30, e em passagens próximas se trata do resgate. Vela lembrar que a Torá é lei geral e que necessita da tradição oral para sua hermenêutica, e assim surgem os sábios e a tradição talmúdica. Jesus provou conhecer essa tradição oral e em muitos momentos parecia contrariar a lei, como em relação ao Sábado, mas apenas estava interpretando. Sabe-se que mesmo judeus trabalhavam no sábado, se este serviço fosse, por exemplo, relativo ao culto, ao sacerdócio etc. 
            Há uma história interessante contada por Hilel, onde se vê um crânio flutuando nas águas e não se sabe quem é o assassino. Esse caso explica bem o olho por olho. Pois opera mesmo que não haja a justiça humana, existe a justiça de Deus, e assim a providência dá conta do caso. Também podemos pensar no guilgul, na reencarnação, e assim o sujeito que assassinou paga em vidas futuras o mal que vez a pessoa da qual restou apenas o crânio. E essa explicação ganha um tom místico e certeiro, uma vez que o poder Judiciário não consegue dar conta de todos os crimes. E nem se deve apoiar a vingança e o excesso, uma vez que a Escritura manda amar o próximo, e perdoar. Assim como há perdão das dívidas e tudo mais na mesma letra. Também, por outro lado, para os iníquos há o Geena ou inferno, e assim vemos a justiça divina operar em algum lugar. Logo, o “olho por olho” prova que podemos contar com a justiça divina e que não devemos defender a iniquidade.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Significado místico do jumento, da tempestade e a semente de mostarda



Significado místico do jumento, da tempestade e a semente de mostarda 
 
“Quando se aproximaram de Jerusalém, e chegaram a Betfagé, ao Monte das Oliveiras, enviou Jesus dois discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós, e logo encontrareis uma jumenta presa, e um jumentinho com ela; desprendei-a, e trazei- mos” (Mat. 21:1-2)
“E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. E eis que se levantou no mar tão grande tempestade que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. Os discípulos, pois, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Salva-nos, Senhor, que estamos perecendo. Ele lhes respondeu: Por que temeis, homens de pouca fé? Então, levantando-se repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem? (Mat. 8: 23-27)
“Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou, e semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é a maior das hortaliças, e faz-se árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos”. (Mat. 13:31-31)

         Muitas vezes a vida do místico e do mestre é confundida com mero milagre, quando tem muito mais que a sua própria realização. Fato é que esse caminho estreito ou porta estreita se divide em 5 estágios, como lembra Raul Branco, autor que descobri estar em plena sintonia com o que escrevi em minhas obras, e que assim observa: 1 - O despertar (ou conversão), 2 A purgação, 3 Iluminação, 4 Purgação da alma (noite escura da alma) e 5, a União (com Deus). Nosso Senhor Jesus disse que ele e o Pai eram um, então sabemos de que é inconfundível. Alguns místicos passaram claramente por fases semelhantes, como João da Cruz, que ainda é pouco lembrado, apesar de sua vida fenomenal. Madre Tereza e outros passaram por estágios semelhantes em seu desenvolvimento místico. Fato é que a Bíblia relata em muito numa forma alegórica, esse despertar. Fato é que se deve em muito se ater em detalhes históricos e geográficos dos Evangelhos, mas seu sentido místico para estar bem presente, principalmente nos milagres (uma vez que os poderes teúrgicos são mais características de magos pagãos, não da cultura judaico-cristã). 
 
       Já ao longo dos meus dois livros sobre a Bíblia falei do aspecto místico de Jesus, de sua característica além de externa, fatos da vida e sua paixão, também de seu aspecto interno no homem, e mesmo em todo o Universo. O Evangelho de Tomé, dito apócrifo, revela bem essa característica. A jumenta é um caso especial, e revela muito de algo que além de profetizado, estaria com um aspecto místico na entrada de Jerusalém. Isso teria ocorrido por ocasião da festa de Sucot (ou das tendas), e Mateus cita ainda um comentário do midrash sobre Zacarias 9. Mas o aspecto mítico fala do Cristo (interno) que domina a natureza inferior ou animal, representada pela jumenta. Assim a alma entra na casa do Pai (Jerusalém Celeste). É o Cristo que encarna entre nós, sendo domínio sobre a matéria, ou 4 elementos, o animal quadrúpede.
       Já o evento de Jesus na tempestade, naquele barco tem a mesma dinâmica.  O barco é uma alegoria para o corpo, sendo os discípulos os aspectos da mente e a tempestade em sai são os ventos da dúvida e as ondas do desejo. Quanto já o desejo afastou pessoas da senda mística? Muitas vezes. Então o Cristo interior mais uma vez salvando os homens e mostrando o autodomínio, pois não há tempestade mais perigosa do que aquela que existe dentro de uma pessoa perturbada. A mente do homem é o cenário de toda a tempestade, como revela Geoffrei Hodson. 
 
       Já a semente de mostarda é descrita mesmo como uma parábola, e seria difícil ver apenas fato histórico na descrição. Essa semente representa a natureza divina do ser humano, e a germinação e nascimento do Cristo interno. Ela é semeada na escuridão da terra, na natureza corporal do homem, e assim alimentam as aves do céu, que ainda se alimentam de seus frutos. Aves são esse despertar espiritual. E tal leva ao Reino dos céus, o que era a intenção da parábola.
       Fato é que havia duas escolas de interpretação bíblica: a de Antioquia e a de Alexandria. Essa segunda ficou um pouco em segundo plano, haja vista o medo que levava a sua interpretação, por parte de dogmáticos e poderosos. Na segunda dois grandes expoentes são Clemente e Philo, que faziam uma leitura muito profunda das passagens do Evangelho. Assim a letra da Bíblia é um corpo, mas sem a alma esse corpo seria apenas um cadáver. Assim a interpretação alegórica é fundamental para o entendimento do sentido espiritual dos ensinamentos de Jesus. Leva assim ao Cristo que nos acompanha, e que está em todo o Cosmo, não apenas em igrejas, livros e na história.  

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Bíblia e tradução com base em ensinamentos do Talmud






Bíblia e tradução com base em ensinamentos do Talmud

 





“E o Eterno disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma companheira frente a ele!’” (Bíblia Hebraica, Bereshit/Gênesis, 2:18)
“Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Bíblia, versão João Ferreira de Almeida)
“Um homem da casa de Levi tinha tomado por mulher uma filha de Levi, que se tornou em breve grávida, e deu à luz um filho. Vendo que este era formoso, escondeu-o durante três meses. Mas não podendo guardá-lo oculto por mais tempo, tomou uma cesta de junco, untou-a de betume e pez, colocou dentro o menino e depô-la à beira do rio no meio dos caniços”. Ex. 2: 1-3 (Bíblia, versão Ave Maria)
“Faze para ti uma arca de madeira de gôfer: farás compartimentos na arca, e a revestirás de betume por dentro e por fora” (Gen. 6:14)


         Quando lemos a Bíblia, percebemos em certas versões muitas dúvidas quanto a tradução, bem como com relação a interpretação do texto. Fica uma lacuna porque geralmente se começa do zero em tal tarefa, pesquisando o hebraico para se chegar ao significado. Porém, muitas passagens, em especial do Antigo Testamento, já foram bem trabalhadas pelos judeus, na sua tradição oral, a qual está na maior parte inscrita no Talmud, onde há quase infinitos questionamentos sobre a Bíblia. Jesus aos seus 12 anos, quando foi a Sinagoga, foi assim questionado, e estudou possivelmente a tradição talmúdica. O Talmud em muito é a Torá oral, e tem vários comentários em sua composição, como a Mishna, a Gemara e Massorah, que muitas vezes vemos raramente citados em livros de estudos do Evangelho. 
       Vemos como um sábio que marcou muito a composição do Talmud sendo Rashí, um estudioso de grande sabedoria. Vemos também a colaboração de Rambam, mais conhecido como Maimônides, e ainda outros. Perseguições colocaram na fogueira da intolerância muitos Talmudes, e sobreviveu em muito com a boa vontade de judeus que peregrinavam pelo mundo. Não há uma tradução em língua portuguesa, nem do Talmud da Babilônia, o mais questionador, e nem o de Jerusalém, mais conciso e objetivo. O interessanmte ao se ler uma Bíblia Hebraica é a influência dos ensinamentos desses mestres de Israel e do Talmud, sendo várias passagens se desenrolando mais claras no texto, e focadas em mínimos detalhes de palavras.
       Já nos livros de Gênesis, ou Bereshit, e Êxodo, ou Shemot em hebraico, vemos uma série de nuances no texto, haja vista a colaboração da tradição oral. Outro escrito que clareia é o Chumash, que é um tratado de comentários a Torá, tendo um volume para cada livro. Lá vemos a revelação dos sábios sobre a letra, em especial de Rashí, e ainda de grande importância tantos outros, como Abarbanel, Seforno, Rambam, Ibn Hezra e outros sábios de respeitável memória. Já no Gênese notamos que Eva foi criada para ir “à frente” de Adão, e por isso muitos judeus dizem que as mulheres não precisam estudar tanto a Torá, pois se o fizessem, saberiam mais que o homem. Também em Noé, se fala na sua “arca”, onde Abarbanel fala que não se trata essa não se trata de um barco e nem navio. A mesma palavra (Tebah) está na arca de Moisés, que ninguém pensaria ser um navio. Não se fala em cesta, mas em arca na qual se colocou Moisés. 
       Fica claro que ao se ler Jesus, Ieshuah, notamos que ele se baseia muito nos ensinamentos midráshicos/talmúdicos, na Mishna e tradições orais judaicas, bem como inserido nos costumes. Em Mateus 18:20 “Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”, nada mais faz que lembrar um ensinamento da Ética dos Pais, ou Pirke Avot, parte do Mishna. E assim vai. Lá começa por Dez reunidos, e faz uma parábola. Também a palavra Dilúvio (Mabbul), tem mais o sentido de caos ou de confusão, que de uma inundação de água. Também o contato com anjos foi na maior parte através de visões em sonhos, com exceção de Moisés. Maimônides diz que muitas passagens da Bíblia são simbólicas, o que trás certa oposição de outros exegetas da Torá. Já em Gênesis 32: 32, “Por isso os filhos de Israel não comem até o dia de hoje o nervo do quadril, que está sobre a juntura da coxa, porquanto o homem tocou a juntura da coxa de Jacó no nervo do quadril”, se refere a uma regra que está nos costumes judaicos, após essa luta de Jacó com o anjo de Deus (e não com Deus...), de modo que se proíbe comer o nervo ciático (Tratado Hulin, 101:B). E assim vai. Jesus era judeu, circuncidado, e sabia muito bem de todas estas regras, haja vista sempre desafiar Fariseus, Saduceus, Escribas etc e outros, que certamente usavam tais doutrinas como forma de exercer o poder e que ninguém chamado de Mashia (Messias), pelo povo e por seguidores, o faria não fosse um homem sábio. Mesmo não se sabendo escrever, claro fica que essas tradições eram dada de boca à boca, de modo que certamente não apenas Jesus, mas seus apóstolos eram versados na tradição talmúdica ou oral. Mesmo porque existiu um cristianismo pré-evangélico (sem Escrituras). E a tradução tem de levar em conta esses detalhes, já que não se alterava as letras do original, e mesmo pelo hebraico não conter vogais nas palavras.

Fontes

- Bíblia Hebraica, editora Sefer
- Bíblia – versão João Ferreira de Almeida – e-book versão MS reader
- Chumash
- Bíblia- versão Ave Maria