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sábado, 24 de junho de 2017

A vaidade das vaidades segundo a cabalá


A vaidade das vaidades segundo a cabalá









“Vaidade de vaidades, diz o pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade”. (Ecle. 1:2)



“Disse eu a mim mesmo: Ora vem, eu te provarei com a alegria; portanto goza o prazer; mas eis que também isso era vaidade”. (Ecle 2:1)



“Assim me engrandeci, e me tornei mais rico do que todos os que houve antes de mim em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria”. “Então olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito, como também para o trabalho que eu aplicara em fazê-las; e eis que tudo era vaidade e desejo vão, e proveito nenhum havia debaixo do sol”. (Ecle 2: 9;11)



“Porque ao homem que lhe agrada, Deus dá sabedoria, e conhecimento, e alegria; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte e amontoe, a fim de dá-lo àquele que agrada a Deus: Também isso é vaidade e desejo vão. ( Ecle. 2:26)









Em meus livros sempre falo dos problemas de tradução da Bíblia e aqui passarei a tratar do tema da vaidade, mas agora sob ponto de vista cabalístico, conforme ensinamento de Michael Laitman. O rei Salomão aqui se expressou em diversos momentos, mas a tradução parece não ser o termo que entendemos na linguagem corriqueira. Falamos já em diversos artigos das palavras hebraicas, as quais muitas vezes podem ser alteradas nas vogais, e por consequência, no significado das palavras. Assim usar uma tradução como regra estrita pode ser perigoso, ainda mais no termo vaidade, a que aqui foi mal traduzido. Isso sem falar nas diversas lições dos sábios, a que nas dezenas de volumes do Talmude, Mishna e Midrash se pode encontrar, com relação a significados variados do texto. Mas aqui vamos a cabalá.






Parece que Salomão traça uma série de conquistas do mundo, como dinheiro, fama, reinos, conquistas, mulheres etc, de modo que depois se refere a vaidade. De certo modo, o que ele se refere, se trata de algo relacionado apenas ao egoísmo, e assim ao que cabalistas chamam de desejo de receber. Isso ocorre até que se busque o sentido de se questionar sobre o sentido da vida, e assim a buscar o Criador. Esse passo inicial se chama ponto no coração, e isso leva a se buscar a coletividade de pontos de coração, de modo a se entender a regra de amar o próximo como a si mesmo. Logo todas essas conquistas citadas por Salomão foram relacionadas a vaidade, mas é justamente essa a essência do homem, e de tal modo não se trata bem do termo. Fato é que o termo é justamente o oposto, como em seguida se explica. Pois agradar a Deus não é vaidade, como se fala em capítulo 2, versículo 26.


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Ensina o cabalista Laitman que a expressão “vaidade das vaidades” é um erro de tradução da expressão hebraica, “hevel hevelim”, provando que é impossível ler a Torá na tradução. E hevel a-peh é um sopro, e assim passa por cinco parte da boca e se expressa nos cinco tipos de sons, e assim se refere a palavra, pois “a palavra de Deus criou tudo”. Mas na cabalá hevel significa ohr hozer, luz de retorno, e isso se refere quando a pessoa não mais quer receber a luz com egoísmo, e assim para se assemelhar ao Criador. Assim o que vem do mundo nesse sentido é hevel, e isso não é vaidade, mas algo muito sério, justamente o oposto a isso. Isso ocorre por um processo que a pessoas faz, chamado restrição, e ainda por outro, chamado tela, que é explicada na ciência da cabalá, em determinado método. Assim tudo é percebido pela luz de retorno, conforme termo semelhante ao explicado. E o resto é considerado como nosso mundo, e alheio a Ele, de modo que a Torá se refere a coisas do mundo espiritual, e não desse mundo, sendo indiferente o que se cita ali em Eclesiastes, como dinheiro, concubinas etc. Essa a linguagem de ramos e de raízes, também tratada no ensino de cabalá.




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Fontes



Programa KabTV de 25/01/2016, com Michael Laitman



Bíblia Sagrada, versão Almeida em e-book microsoft reader












domingo, 11 de junho de 2017

Sobre o primeiro, segundo e terceiro céus, e sobre números e palavra Ásia no Apocalipse


Sobre o primeiro, segundo e terceiro céus, e sobre números e palavra Ásia no Apocalipse




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“O primeiro homem, sendo da terra, é terreno; o segundo homem é do céu. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, traremos também a imagem do celestial”. (I Cor 15:47-50)



“Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo não sei, se fora do corpo não sei; Deus o sabe) foi arrebatado até o terceiro céu. Sim, conheço o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei: Deus o sabe), que foi arrebatado ao paraíso, e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.” (II Cor 12:2-4)



“João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono” (Apo. 1:4)



“Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força”. (Apo. 1:16)




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Chegamos a um momento de certo frio na temperatura, mas que nos convida a refletir sobre a espiritualidade. Não sem vontade, procuramos um cobertor, um livro ou mesmo algo para ver na TV ou Internet, e assim nos conectamos a certo conhecimento. Mais profundo é quando refletimos sobre a Bíblia, em meio a esse momento de introspecção. Isso nos leva ao mais profundo de nosso ser, a buscar a alma e planos superiores. Nesse sentido que vemos citadas acima as cartas aos Coríntios, e ainda em Apocalipse ou Revelação. Mas não podemos esquecer que em Apocalipse existe uma grande preocupação numérica, nos revelando certos aspectos que nos passam batidos numa leitura menos concentrada. Muito em comum há com o livro do Gênese, e assim há um aspecto especial, e ainda com a palavra Ásia. Isso tudo com relação a cabala e com certa metafísica grega.

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Vemos na Carta aos Coríntios uma referência à uma pessoa que foi arrebatada até o terceiro céu, e inclusive ele disse não saber se foi fora do corpo. Claro que o corpo a que ele se refere fora é o físico. Mas sobre o tema dos três céus, nos ensina algo Max Heindel. Ele chama essas três regiões de reinos de bem-aventurança, e cada um tem detalhes bem distintos, sendo que o terceiro céu é mesmo da forma ali relatada em Coríntios. Fato é que nessas regiões se vive alegrias a que por merecimento da fé e boas obras aqui, não no céu, e assim a pessoa em parte relembra coisas, e em parte vive o que desejava viver. O primeiro céu se refere a níveis superiores da emoção, e está também relacionado as cores. Assim artistas terão grande felicidade nesse nível, pintando sua realidade com as cores mais belas. No primeiro céu o que ganha atenção é o caráter. Já intelectuais terão nessa região a oportunidade de buscar grande conhecimento. No que se refere ao Segundo Céu, este está relacionado aos modelos ou arquétipos, e também aos sons. Essa região está relacionada a um mundo de pensamento concreto, e se refere a todos os modelos presentes na Terra. Também nesse segundo céu se trabalha com a quintessência. Mas o Terceiro Céu, deve ser um espaço muito abstrato, pois está nesse mundo de pensamento abstrato, e assim matemático ou mesmo puramente divino, nos sendo difícil de compreender. Resta termos humildade para com esse terceiro céu. Por certo que há ali a formação de um novo corpo, de um homem celeste.

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Já com relação ao Apocalipse, há todo um sentido superior no que ali está escrito, muito além do moral. A começar pela matemática presente, quando se fala constantemente em número 7, bem como outros padrões numéricos, como 3, 12, 10 etc. Disso comentei em meus livros que se refere ao Filho do Homem, e assim aquele Cristo Cósmico e que tem relação com nós. O número sete para os antigos era uma referência a mundos ou estrelas, e ainda se refere ao nosso corpo, que tem sete centros psíquicos. Também o Apocalipse guarda grande sintonia com o Gênese, em especial em sentido cabalístico e no que se refere aos animais, ou bestas, o que parece se referir a hierarquias de anjos (e anjos caídos). Sobre isso já tratei em artigos e em livro Bíblia e Misticismo, bem como em Bíblia Esotérica. Também o Apocalipse guarda grande sintonia com Ezequiel. Outra palavra que tem um significado cabalístico, pela própria pronúncia, é Ásia. Ali na Ásia estão as 7 igrejas, mas não se refere a um local longe, mas sim em nosso corpo. Pois ÁSIA é igual ao mundo cabalístico de ASSIAH, que se refere ao mundo da ação. Existem quatro mundos ou dimensões cabalísticas: o de emanação, o de criação, o de formação e ainda o de ação. Assim parece que o João do Apocalipse esteve no mundo de Criação, e nos convidou a também conhecer essa linguagem matemática e de criação.

domingo, 4 de junho de 2017

Livro apócrifo de João, João de acordo com Peshita e detalhes filosóficos em Evangelho de João


Livro apócrifo de João, João de acordo com Peshita e detalhes filosóficos em Evangelho de João


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“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela”. (João 1: 1-5 – João Ferreira de Almeida)



“NO PRINCÍPIO ERA O MENRAH, e o Menrah estava com 'Elo(rr)him(i). Ele estava no princípio com 'Elo(rr)him(i). Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não o compreendem”. (Idem, Torá Peshita)



“Nada do Todo existe antes Dele. Ele é suficiente para si próprio em sua luz perfeita. Porque a perfeição é majestosa. Ele é mente pura imensurável. Ele é um aeon doador-de-aeon. Ele é vida doadora-de-vida. Ele é uma bem-aventurança doadora-de-bem-aventurança. Ele é sabedoria doadora-de-sabedoria. Ele é bondade doadora-de-bondade. Ele é piedade e redenção doadores-de-piedade. Ele é graça doadora-de-graça, não porque ele as tem, mas porque Ele doa a luz imensurável e incompreensível”. (Evangelho Secreto de João)


 
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Chegamos a um momento muito significativo de nosso ano. As festas de São João nos fazem relembrar de João, o discípulo preferido de Yeshua (Jesus), e também nos faz buscar mais a sabedoria do discípulo que leva ao mestre. Isso em muito nos revela mistério em primeiro capítulo de Evangelho de João, mas que ainda mais nos faz pensar em outras fontes. Termos ali se revelam altamente reflexivos e filosóficos, e ainda mais quando descobrimos que há um Livro Apócrifo de João (Livro Secreto de João), onde nos é revelado já em preâmbulo que se tratam de coisas ensinada pelo mestre sobre os mistérios e as coisas escondidas no silêncio. Ademais, vemos a tradução um pouco menos influenciada, que é a Peshita, e percebemos alguma diferença já no início de Evangelho de João, ali chamado de Yochanam. Isso tudo somado a gnose e cabala presentes nesse livro, que são claras já pelo seu estilo, diferenciado de outros evangelhos. Também Huberto Rohden, em sua versão do Novo Testamento, mostra os aspectos filosóficos, de alguns termos, como do Logos presente no livro.

 
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Então, João era filho de Zebedeu e de Salomé (apesar do referido na festa ser de Zacarias...), esta parente da mãe de Jesus. Irmão de Tiago Maior, nascido em Betsaida, filho de pescador e sobre o lago de Genesaré exercia também profissão de pescador. João foi o mestre moribundo indicado por Maria, mãe de Jesus, e seguiu o mestre de início juntamente com André. João continuou a evangelizar mesmo após ascensão do mestre, e formou discípulos, como Bispo Papias, Inácio de Antioquia e Policarpo de Esmirna (ROHDEN, 2006, p.220). Mas João ganha destaque no gnosticismo, e já tratei dele em artigos outros e num sentido mais místico, bem como estes presentes em meus livros. Fato é que além das diferenças de traduções de diversas Bíblias, a diferença de tratamento com relação ao Verbo ali descrito, bem como a certos detalhes sobre o próprio messias, Yeshua, merecem mais reflexão. Segundo Rohden, a expressão Logos significa Eterna Sabedoria, e é encontrada também na filosofia grega, em Heráclito de Éfeso e em Filo de Alexandria, com significado de Razão Cósmica. 
 
 
 
 



Já sobre o livro apócrifo de João, este tem muito a ensinar, ainda mais sobre a Criação. Lá são revelados detalhes que acrescentam sobre Adão e Eva, sobre a criação do corpo do homem e detalhes sobre anjos e auxiliares, chamados de poderes e governos. Lá o líder é o Yaldabaoth, chefe dos arcontes, e assim o homem teve algo a partilhar de certa inimizade espiritual, o que acabou na questão da queda e de um corpo que o levaria a se afastas do Pai-Mãe, de Deus. Então, ali no evangelho secreto de João se fala em Aeon, que parece ser um termo que designa Era, como uma parte temporal ou uma fase da existência, onde a energia é governada por determinado padrão. Outro detalhe são os números cabalísticos, como o 7, o 12 e mesmo o 10, que parecem se referir a grupos de anjos ou espíritos responsáveis pela criação do corpo do homem, e também por sua queda, e que são depois referidos como anjos que tiveram relações com as mulheres, e sob a liderança do arconte Yaldabaoth. Detalhe interessante que a serpente é descrita como um grupo desses arcontes, que seduz o Adão. Diz que as árvores deles são o ateísmo etc. Fato é que João tem de ser lembrado como mais do que uma festa, bombas, caipiras, fogueira ou quentão.



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Fontes



-Bíblia versão João Ferreira de Almeida, em ebook microsoft reader



- Torá Hebraica Peshita, editora Gregory



- Novo Testamento, tradução de Huberto Rohden, editora Martin Claret



- Apócrifos III, Evangelhos, tradução de Gabriel Zanata, editora Clube de Autores

domingo, 28 de maio de 2017

Sobre os ossos, a casa, o vaso e o coração, de acordo com a cabalá


Sobre os ossos, a casa, o vaso e o coração, de acordo com a cabalá


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“O coração tranquilo é a vida da carne; a inveja, porém, é a podridão dos ossos”. Prov. 14:30



“Naquele tempo, diz o Senhor, tirarão para fora das suas sepulturas os ossos dos reis de Judá, e os ossos dos seus príncipes, e os ossos dos sacerdotes, e os ossos dos profetas, e os ossos dos habitantes de Jerusalém”. (Jer. 8:1)



“examinará a praga, e se ela estiver nas paredes da casa em covinhas verdes ou vermelhas, e estas parecerem mais profundas que a superfície” (Lev. 14:37)



“Com a sabedoria se edifica a casa, e com o entendimento ela se estabelece” (Prov. 24:3)







Existe luz porque existe vaso, e assim é a carência que faz buscar o Criador. Antes disso tudo se acaba envolvendo nas “Nações”, ou seja, em desejos outros, como comida, dinheiro, sexo, prosperidade, etc. Após isso surge uma busca por se questionar sobre a existência. Logo, o ponto no coração. Não apenas ponto, mas um coletivo de pontos, que são as 600000 centelhas da alma de Adão. Pois o Criador fez um só, e este é “Adão”. Logo, a carência é o modo que se encontra um meio para a construção do vaso, que pode receber a luz do Criador: a oração. Adão foi o primeiro homem, ou seja, o primeiro a descobrir a cabalá. Mas se quebrou os vasos, nos resta o caminho da conexão e correção, para novamente voltar ao Criador (a Ein Sof). Mas antes temos de amar os amigos, e isso cumpre o resumo dos mandamentos: “Ama o teu amigo como a ti mesmo”.



 
 
 

A oração é Malkut (Reino). Mas se desejamos chegar até o Rei, que é o Criador, devemos passar por degraus ou graus. Isso mostra a importância do grupo e dos amigos, e nos lembra da regra “ama o teu amigo como a ti mesmo”, que resume as 612 mitzvot e a Torá. Como ensinou Rabash, vemos nisso tudo um caminho e um método. Pois a cabalá é a uma ciência. Mas como ler os textos da Torá (ou Bíblia)? Sabendo que há uma linguagem de raízes e uma dos ramos. Assim temos os textos cabalísticos. E para isso se torna judeu. Pois Israel é iashar kel, é “vem e veja”. Uma vez que se busca ao Criador, já se pode ser considerado como tal. Não é raça e nem se resume a território, herança, nome, sangue etc. Abraão formou um grupo para isso, e foram cabalistas.
 
 
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E há expressões da Bíblia que nos vêm repetitivas, como o tema dos ossos. Seria uma mera analogia ou metáfora os ossos? A sabedoria da tradição oral, no escrito chamado Mishna, nos mostra esse significado. Os ossos se referem ao que foi dito: “em um ímpio, as suas iniquidades estão gravadas nos seus ossos”. Logo é aquele que não entende o amor de amigos, como foi dito antes. Pois os ossos serão ainda usados na ressurreição, e triste de quem não os ter preservados ou íntegros, nesse momento. Mas se refere também ao branco, que é a Torá e os mandamentos (mitzvot). Assim não se cumprindo isso, se marcaria ou adoeceria os ossos. Logo a referência de Jó e tantos outros aos ossos se vê mais clara e mostrando a importância. Também os ossos de profetas e patriarcas serão encontrados no fim dos tempos, como está escrito. Também diz a Mishna: “Quem testemunha por uma pessoa? As paredes de sua casa”. Se refere as paredes de seu coração. Também casa se refere a corpo. Se diz que Ezequias voltou sua face para a parede, e é sobre isso que falava, para seu coração. E o testemunho é a boca, ou mesmo pela língua, pois pelos pecados da língua surge a “lepra” da casa. E a fé está acima da razão para aquele que busca o Criador.

sábado, 20 de maio de 2017

Ama o teu amigo como a ti mesmo, mandamentos e temas de cabalá


Ama o teu amigo como a ti mesmo, mandamentos e temas de cabalá









“O amigo ama em todo o tempo; e para a angústia nasce o irmão”. (Prov. 17: 17)





“Quem ama o dinheiro não se fartará de dinheiro; nem o que ama a riqueza se fartará do ganho; também isso é vaidade”. (Ecle. 5:10)



“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele”. (João 14:21)



“e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mat. 19:19)



“Aproximou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, percebendo que lhes havia respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças. E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses”. (Mat. 12: 28-31)






Nos dias de hoje mais do que nunca necessitamos de apoio alheio. Seja na situação profissional, seja em uma situação afetiva, e assim por diante. Mas veio o Maschiah e revelou que a regra de amar o próximo era de grande importância, dando grande destaque, juntamente ao amor ao Criador. E amar com toda a alma parece complexo, uma fez que a alma é a nossa parte espiritual, que se refere a eternidade. Fato é que as duas regras estão claras, mas não parece bem uma ordem estrita. Pois mais fácil talvez seja amar o próximo, pois compreender o Criador e ter o ponto no coração é uma fase posterior a socialização meramente humana ou instintiva. A conexão vem assim com ambas as forças.

 
 


Mas quem é esse próximo? Difícil a compreensão, e muitas vezes é considerado apenas o irmão de mesma religião, ou qualquer pessoa. O que parece nos revelar uma luz a respeito, é a cabalá, através de lição de Rabash, na obra chamada “Os escritos sociais”, em específico da tradução para a língua portuguesa. Aqui se fala em “Ama teu amigo como a ti mesmo”. Nisso se resume os 612 mandamentos (Mitzvot). Pois através dessa regra se pode assim amar o Criador. Uma vez que a conexão nos leva a reencontrar uma única alma, quando éramos Um, em Adam haRishom, no paraíso. Pois não se pode manter todos os mandamentos sozinhos, como o próprio revelou, e as Escrituras revelam. Disse ainda resulta do poder da congregação e do grupo para exercer a conexão. Os pontos do coração se reúnem. Lições que complementam e clareiam isso ainda mais são do Rab Michael Laitman.
 
 
 
 
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Rabash



Outro detalhe que se percebe é o egoísmo ou desejo de receber. Há quem busque o Criador unicamente para enriquecer, para obter uma vantagem, e não por amor do Criador. Eclesiastes fala dessa vaidade, e isso derruba qualquer teologia da prosperidade e exageros religiosos que vemos em igrejas. Pois tudo se faz ao Criador.
 
 
 
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Michael Laitman



Deste modo, o caminho é renunciar o amor próprio e ter amor pelos outros. Assim superar o desejo de receber e ir no sentido do desejo de doar. E o que significa justo? Trata-se daqueles que pretendem cumprir a regra: “ama a teu amigo como a ti mesmo”. Todos os mandamentos estão contidos nessa regra. E não se trata de não mais cumprir mandamentos, como alguns entendem. Como lembra João em capítulo quatorze, versículo vinte e um. Claro que a fé é elemento central, juntamente ao temor (ao Criador). Pois isso leva a adesão com o Criador, e assim a equivalência de forma. E “o propósito da criação pertence a todas as criações, sem exceção”. E ama o teu amigo está contido na regra de fé. Mas por outro lado, há quem apenas se preocupe com o próximo por causa de dinheiro, e isso é uma vaidade e um erro. O mesmo se diga em relação ao Criador, onde tem o elemento temor. Por tudo isso que o caminho da verdade deve ser indicado, não forçado. Resta o livre arbítrio, ou buscas menores, que não revelam o ponto no coração, mas que estão mais vinculados a desejos outros, como dinheiro, gula, prazeres do corpo etc, antes de se chegar a buscar a espiritualidade.








Fontes:



Bíblia Sagrada – versão ebook Almeida



Os escritos sociais – Baruch Shalom HaLevi Ashlag (tradução Departamento da Língua Portuguesa de Bnei Baruch)


sábado, 22 de abril de 2017

Jesus no sinédrio, Caifás, templo nos três dias, filho do homem, Pilatos, Barrabás e Jesus no deserto


Jesus no sinédrio, Caifás, templo nos três dias, filho do homem, Pilatos, Barrabás e Jesus no deserto




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“Aqueles que prenderam a Jesus levaram-no à presença do sumo sacerdote Caifás, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos”. “Ora, os principais sacerdotes e todo o sinédrio buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem entregá-lo à morte” (Mat. 26:57,59)



“e disseram: Este disse: Posso destruir o santuário de Deus, e reedificá-lo em três dias”. (Mat. 26:61)



“Repondeu-lhe Jesus: É como disseste; contudo vos digo que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu” (Mat. 26:64).



“Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto; Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” (Mat. 3:3).



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Sempre há algo que nos tenta afastar do nosso Eu Superior, do Cristo interno e da união com o Senhor Deus. Tenta o nosso ego nos julgar, nos afastando da sabedoria, da fé e da espiritualidade, deixando por nos enganar pelas tentações profanas do mundo. Assim foi com Cristo, relatado por Mateus, e ainda numa linguagem de conhecimento ou gnose, bem como mostrando um ramo simbólico que faz o relatado, vivo em todos nós. Não se trata de um povo ou um demônio que perseguiu Nosso Senhor Jesus, mas sim do ego, de poderes das trevas que perseguem a todos nós, nos afastando de Cristo.
 
 
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Mas uma figura que tem o nome relevante e que ganha outro significado, é o sumo sacerdote Caifás, que depois é referido como demônio, em literatura. Assim essas autoridades do mundo (profano) tentaram um falso testemunho contra o Cristo (o íntimo, ou Interno), para o levarem a morte. É o ego que quer matar o eu superior, e as testemunhas falsas são aquelas que se focam nesse mundo de ilusão, para quem não tem as chaves e não passa pela porta estreita, a porta da iniciação, ou de João, que isso significa. Quem matar o nosso Cristo Interno para dar lugar ao ego do mundo, com seus poderes demoníacos, aqui na figura de Caifás. Até os que se dizem ser seguidores, parecem acusar o Cristo Interno. Pilatos é também o demônio da mente, e ainda outro demônio aparece, Barrabás, pois o ego sempre é assassino, criminoso etc.
 
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Já o templo a que Jesus se refere, que irá destruir, é o corpo animal ou carnal, o corpo denso, e o que é reconstruído é o corpo espiritual, soma haliakon, que é reconstruído na terceira iniciação. Já no que se refere ao Filho de Deus, fala no segundo Logos, e no que se refere a filho do homem, se refere ao cristificado ou osirificado. Os termos filho do homem e de Deus também são referidos como cristologia baixa e cristologia alta. Na visão oriental, esse filho do homem parece representar o Atman, a que o homem encontra a união. Mas antes parece que tem de vestir uma primeira alma, Budhi. Sobre esses termos, a teosofia tem a ensinar e colocar mais detalhes.


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Quando João foi degolado, Jesus se retirou para um lugar deserto e afastado. Muitos pensam no deserto como apenas um lugar árido, onde não se encontra água, difícil de viver e muito quente. Seria o deserto esse lugar especial? Mas não é a isso que se refere. Na verdade, ali na Escritura se fala não em algo material, mas sim espiritual. Assim se fala em um determinado plano do astral, ou quarta dimensão (ou quinta etc). Então, nesse estado de jinas que Jesus fez a multiplicação de pães e muitas outras coisas. E lá nesse “deserto” existem povos, seres, animais e muitas coisas, e lá que é a “terra prometida”, a “terra de leite e mel”, ou mesmo o Éden ou a Nova Jerusalém. Pois a linguagem bíblica é a de ramos e raízes, como mostra a cabala, e assim se refere ao espiritual.






Fonte



As três montanhas – Editora Edisaw



Bíblia João Ferreira de Almeida (Santa Bíblia) – ebook microsoft reader






quinta-feira, 13 de abril de 2017

A casa sem morador, o mantra de Jesus, o guru de Moisés e a Antártida como futuro da humanidade, de acordo com a Gnose


A casa sem morador, o mantra de Jesus, o guru de Moisés e a Antártida como futuro da humanidade, de acordo com a Gnose



 






“Então disse eu: Até quando, Senhor? E respondeu: Até que sejam assoladas as cidades, e fiquem sem habitantes, e as casas sem moradores, e a terra seja de todo assolada” (Isa. 6:11)





“E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele. Jesus, pois, tirou-o de entre a multidão, à parte, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e, cuspindo, tocou-lhe na língua e erguendo os olhos ao céu, suspirou e disse-lhe: Efatá; isto é Abre-te”. “E abriram-se-lhe os ouvidos, a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente”. (Marc. 7:32-35)



“e imolarás o novilho perante o Senhor, à porta da tenda da revelação” (Ex. 29:11)





“E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro”. (Apo. 22:1) “E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos”. (Apo. 22:5)









Quando se observa o texto da Bíblia, se percebe que muito do que ali está, vai além de uma compreensão meramente moral, ou do passado, seja por história ou mesmo arqueologia. Há textos proféticos e se referindo ao futuro, deste modo. Mas no geral vemos explicações sociais, de nações, política e assemelhadas, e pouco em relação a nós mesmos. Em Apocalipse se encontra alguma chave nesse sentido. Também como se processava alguns atos de Nosso Senhor Jesus, e mesmo até onde Moisés foi descrito em realidade, como no caso de sacrifícios de animais, que hoje seria um tanto confuso, após o sacrifício do Salvador na cruz. Esses e outros temas abordaremos nesse pequeno texto.
 
 



De interesse é uma passagem de Isaías, que mostra muito do que será esse futuro, onde não mais haverá morador na casa, ou melhor, não mais se reconhecerá o Cristo Interno, o nosso Íntimo espiritual. Sem o divino morador, as pessoas estão vazias, em materialismo e confusas com a vida. Apesar de existirem muitas moradas, fica claro que em nosso interior há um morador especial. Por isso o mestre interior nos guia, e alguns traduzem isso como um anjo da guarda. O anjo se afasta quando o materialismo e a descrença e essa é a verdadeira terra assolada, pois está sempre conosco.


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Outra passagem se refere a sacrifício de animais por Moisés, o que parece ser uma linguagem de ramos simbólica, uma vez que o verdadeiro sacrifício é do animal em nós, e não fora de nós. Assim em Gálatas 5:24 se fala de os que são de Cristo crucificam a carne. Mesmo em se observando o talmude se fala nesse sacrifício do animal interno do homem. E a oração substituiu o sacrifício, ou se tornou outra forma de sacrifício, e não de animais. Assim se fala que Moisés encontrou esse guru entre os dois oceanos, e que Moisés era iniciado nas terras dos Faraós, educado nas colunas de Ísis, da divina mãe e de Osíris, um pai que está em segredo. Moisés libertou o poder elétrico da vontade e possuía o dom dos prodígios. Esse guru, depois de instruir Moisés, submergiu no plano astral.


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Já sobre a cura de Jesus sobre os gagos e surdos, o capítulo 7 de Marcos, em versículos 32 e seguintes dá alguma chave. Ele traz uma palavra, que além de ser algo especial, é um mantra. Uma palavra de poder que abriu os ouvidos e tirou a língua presa. Assim o mantra Ephphta (seja aberto), foi o que ele usou. Nos mantras os sons mostram as vogais divinas, geralmente. O mesmo se pode pensar no nome Jeová, que seria IEOUA. Também um nome divino usado pelos gnósticos, o IAO, se mostra nesse sentido de ter apenas vogais. Lembrando que o hebraico contém apenas consoantes, no texto escrito. Logo existia uma certa ciência do milagre, a qual Jesus conhecia, e que poderia conhecer, haja vista o grande poder ali presente.
 
 
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Já o lugar descrito no Apocalipse, com água que nem cristal (congelada?), ou onde não se pode mais saber se tem dia ou noite (o que ocorre na Antártida?), mostra onde pode ser o lugar ali descrito, para esse futuro. Uma nova terra, pois se ali houver derretimento, possível é que ocorra. E os polos estão se tornando etéricos, o que mostra a possibilidade humana superior que ali viverá. Serão assim os verdadeiros iniciados e autênticos discípulos de Cristo. Uma humanidade vivendo assim em felicidade, em um estado novo e crístico, ou messiânico.


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Fonte:



Fontes:



Bíblia Sagrada, versão João Ferreira – ebook



Estudos gnósticos sobre a Bíblia Hebraica, Editoral Mória