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domingo, 2 de junho de 2013

O cristianismo mártir e a simulação teológica






O cristianismo mártir dos místicos e a simulação teológica









Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas”.(Mat. 10:16 e Apócrifo de Tomé, parte 39)



Na verdade, entre os perfeitos falamos sabedoria, não porém a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que estão sendo reduzidos a nada” (1 Cor 2:6)







Há um lado profundo e místico na Bíblia. Portanto, esta não deve ser lida do ponto de vista literal e histórico, mas sim simbólico. Isso parecia absurdo, mas com a descoberta dos manuscritos do Mar Morto, vimos que há muito do cristianismo que foi escondido pelas “igrejas”. O cristianismo original teria sido gnóstico e simbólico, e estes gnósticos teriam sido perseguidos e seus escritos destruídos, os quais teriam a doutrina dos mistérios cristãos, seu ensinamento filosófico original, adulterado pelas igrejas ortodoxas, que se fundiram em concílios. Jesus teria nascido, vivido e morrido no século 1 antes do início de nosso calendário. Sua escola era chamada de ofita, e seus discípulos eram em número controlado, de modo algum se estendendo a multidão, se assemelhando a escola pitagórica e tantas outras de iniciação, com três graus, o terceiro citado na Bíblia, chamado “os perfeitos”. Vivia e ensinava em Qunran, e assim com relação a essênios e depois resultando em maniqueus e outros. Seu discípulo principal seria João (nunca Pedro, que nem estava no círculo interno de sua escola...), e também Jesus teria passado pelo Egito, em lugares como Heliópolis, Alexandria e tantos outros em busca do conhecimento e na sua difusão. Era um filósofo que foi transformado em milagreiro, e seu simbolismo e rito de mistério metafísico foi transformado em história. Sua “cruz de luz”, simbólica e que se referia a Espírito Divino, o Logos, foi transformado em cruz de madeira, a doutrina não se referindo a cruz de madeira, segundo escritos achados no Mar Morto ou Nag Hamadi. Logo o cristianismo foi esotérico para os discípulos, e uma forma de parábola para a população de círculos externos. Com as igrejas foi um pouco mantida dessa dimensão de sua escola ofita, e na maior parte excluídos os ensinamentos do mistérios, que não se fundavam em política territorial ou econômica, mas sim em encontro com Cristos, uma porção interna desse Logos solar. Pois a escola de Qunran e que se envolvia Jesus e João, bem como Bartolomeu, Simão, Felipe, Maria Madalena, Maia mãe de Jesus e outros discípulos, estudava a filosofia grega. Por isso do uso de termos como Mônada e Logos por João. Jamais foi seita religiosa ortodoxa em busca de poder e dominação temporal. Nem foi um centro de milagres, apesar de que as curas eram essenciais, haja vista essênios terem hospitais, e pelo fato de terem continuado através dos “terapeutas”. Assim eram os disípulos da escola de Jesus, espécie de grupo interno, “prudentes como serpentes”, conforme testou Mateus, não porque seguiam Satanás, mas porque as serpentes dos antigos eram os sábios iniciados, para tanto, os de Jesus eram iniciados nesses mistérios. Isso nunca se referiu ao povo geral, aos de fora, pro-fanos, mas sim a seus discípulos que se relacionavam com seus Cristos. Logo após a morte do mestre, os ofitas e outros gnósticos foram os verdadeiros mártires, que perseguidos e mortos por guardarem a doutrina cristã original, e sobrou assim uma simulação teológica, onde esses ensinamentos de ritos místicos e metafísicos foram transformados em história, o que em muito não teria ocorrido. A própria idade de 33 anos é simbólica, afirmando Irineu que Jesus teria vivido 45 anos. Jesus era também nazareno pela sua filosófica, pois não existia nenhuma região chamada Nazaré. Pois os Nazarenos se tornaram os Essênios. E a cruz de luz é referida por Jesus em seu hino, que teria dito antes da morte e ressurreição. Refere-se a uma cruz que vai da terra ao céu, sendo a ascensão da alma humana até uma Jerusalém Celestial, onde não haveria mais o corpo.

domingo, 19 de maio de 2013

Multiplicação dos pães a ensinamento da cabala

Multiplicação dos pães a ensinamento da cabala

Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer.Jesus, porém, lhes disse: Não precisam ir embora; dai-lhes vós de comer. Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. E ele disse: trazei-mos aqui.Tendo mandado às multidões que se reclinassem sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões.Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram levantaram doze cestos cheios.Ora, os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças. (Mat: 14, 15-20)

         Sempre que vemos números nas Escrituras, sabemos que ali há um ensinamento de tradição oral, e que a mesma chama-se cabala. Jesus difundia esse saber porque disse que era sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, que significa essa tradição mística dada pelos anjos. Restam ainda livros específicos sobre essa tradição, como o Zohar e Sepher Yetsirá, este último falando mais sobre os números. O setor da cabala que lida com números se chama gematria, que reflete sobre soma, redução, símbolos, permutações etc dos mesmos. Mas na passagem referente à multiplicação dos pães, fora o milagre, e que alguns autores atribuem ter sido apenas encenação, resta os números que nos revelam profundos segredos e mistérios.
         Fala-se em 5 pães e 2 peixes. Simples soma revela o segredo, 5+2=7, e assim temos o número espiritual por excelência. O número 5000 se refere aos fariseus e sua hierarquia (50 em 50 e 100 em 100) e os 12 cestos são as tribos de Israel. Vemos que o 7 é o número de braços da menorá, candelabro judeu e que isso ainda tem referências no Apocalipse, nas várias héptadas e bestas que são lá citadas.
         Por outro lado, mesmo outros povos e visões espirituais sempre olharam o 7 como número de planetas ou deuses, e resta os nossos dias da semana com nome e tudo a esse respeito. O 12 é referido como as constelações do céu, o zodíaco e também é de grande interesse de cabalistas, estando no Zohar uma série de analogias com a ordem do Malaquin, anjos que são as “rodas” e têm relação com a merkabah, o “trono” de Deus. Talvez seja a energia dessas estrelas e constelações que mostrem a glória do Altíssimo. E mesmo o símbolo do peixe se refere ao tempo que passavam, Era de peixes.
         No Sepher Yetzirah se fala em 7 letras hebraicas simples e doze duplas. E essas letras são também sons. E Deus grava seu Nome no que é número, o que numera e o numerado. As 7 duplas são  (b B Beth, - g G Ghimel - d D Daleth - k CH Caph - p PH Phé - r R Resh - t T Thau) e as 12 simples são (- h E He- w V Vau- z Z Zain - j H Cheth - f T Teth - y I Iod - l L Lamed - n N Nun - s S Samech - u GH Hain - x TS Tsade - q K Cuph). As 12 simples são os sentidos, mais sono, locomoção, cólera, riso etc. Já as 7 duplas são relacionadas à vida, paz, ciência, riqueza etc.

         Para tanto, Cristo é o pão da vida e o messias salvador. Tanto na santa ceia, quanto na multiplicação dos pães passou o símbolo da vida eterna, que é de um pão do Seu corpo. Também mostrou através dessa sabedoria dos anjos que forças cósmicas participam disso, e que podemos contemplar esse segredo nos números, que parecem revelar essências. Jesus teria respeitado isso na escolha dos 12 seguidores, e também no livro do Apocalipse/Revelação. 

terça-feira, 16 de abril de 2013

Bíblia e Alcorão

Bíblia e Alcorão



                Deus é justo e misericordioso. Ao crente Ele reservará o Paraíso, enquanto que ao incrédulo ele reserva o Geena ou Inferno, onde haverá fogo ou água fervente para beber. Isso alguém dirá que está escrito na Bíblia, mas aqui lembrei de um livro pouco conhecido entre cristãos e ocidentais, que é o Alcorão. Mensagem de Deus revelada a Mohamed, pelo anjo Gabriel (ou Espírito Santo por ele). Há narrações bíblicas de Adão e Eva, José, Noé, Jesus, e especialmente Moisés e Abraão. Também, no Livro se tem a forma de superar erros de judeus e cristãos, descrenças, e assim reatar a aliança, buscando-se ser justo e crente em Deus ou Alá. Há um certo respeito também a esses povos do Livro, pois sustentam, o mesmo monoteísmo. Assim algumas citações do Alcorão devem ser lembradas, onde se fala inclusive de Jesus:

“E Deus é Quem envia os ventos, que movem as nuvens (que produzem chuva). Nós as impulsionamos até a uma terra árida e, mediante elas, reavivamo-la, depois de haver sido inerte; assim é a ressurreição!” (Alcorão, 35a Surata, Versículo 9)
Aqui nesse se vê a crença na ressurreição.
“As ossaduras secas (Ez 37:1-10) e a reconstrução do templo (Neemeias 1;12-20) e muitas outras lendas judaicas, referem-se não só a ressurreição do indivíduo, mas da nação.

“E ele será um Mensageiro para os israelitas,  (e lhes dirá); Apresento-vos um sinal de vosso Senhor: plasmarei de barro a figura de um pássaro, à qual darei vida, e a figura será um pássaro, com beneplácito de Deus, curarei o cego de nascença e o leproso; ressussitarei os mortos, com anuência de Deus, e vos revelarei o que consumis o que entesourais em vossa casas. Nisso há um sinal para vós, se sois fiéis”. (Alcorão, 3a Surata, versículo 49)
Aqui se confirma o evangelho apócrifo onde Jesus na infância traz vida a pássaros que molda do barro.

“E quando os anjos disseram: Ó Maria, por certo que Deus te anuncia o Seu Verbo, cujo nome será o Messias, Jesus, filho de Maria, nobre neste mundo e no outro, e que se contará entre os diletos de Deus” (Alcorão, 3a Surata,  Versículo 45)
Aqui falando sobre Jesus, que entendem como justo profeta.

“E de quando os discípulos disseram: Ó Jesus, filho de Maria, poderá o teu Senhor fazer-nos descer do céu uma mesa servida? Disseste: Temei a Deus, se sois fiéis!
E disse Deus: Fá-la-ei descer; porém, qem de vós, depois disso, continuar descrendo, saiba que o castigarei tão severamente como jamais castiguei ninguém na humanidade”. (Alcorão,  5a Surata, Versículos 112-115)

“Falará aos homens, ainda no berço, bem como na maturidade, e se contará entre os virtuosos” (Alcorão, 3a Surata,  Versículo 46)
Aqui também uma relação com evangelho apócrifo, onde Jesus teria falado desde bebê.

Vemos ao longo do Alcorão uma grande lembrança entusiasta de eventos vividos por profetas, por Noé, por Moisés superando perseguição de Egípcios, bem como regras mais práticas, como a respeito do divórcio. Então o Alcorão não apenas tem regras severas contra mulheres, mas também algumas realistas, como essa do divórcio:

“Ele foi quem criou os humanos da água, aproximando-os, através da linhagem e do casamento” (25ª Surata, verso 54).

“A reconciliação é recomendada, mas se eles realmente optam pela separação, é injusto mantê-los ligados indefinidamente. O divórcio é o único expediente justo e equitativo, embora, como o mensageiro declarou, de todas as coisas permitidas, o divórcio seja a coisa mais odiosa aos olhos de Deus” (114ª Surata, verso 96).

E sobre isso, apesar de muitos ocidentais pensarem em poligamia, e muitas esposas, o costume islâmico mais atual é de se ter uma esposa apenas. E segundo ele o casamento é metade da religião.  

Há também um misticismo islâmico, que se chama sufismo, com grandes lições. Sufi significa lã, e por os seus se vestirem assim, forma de tal modo chamados. Além de preces, invocações e meditações, os místicos sufis têm uma dança especial. A doutrina sufi parece uma gnose islâmica. Assim pensamento elevado e cheio de espiritualidade, distante de meras regras de costumes, que fizeram alguns se afastarem da religião. E uma conciliação entre sunitas e xiitas. Mas de todo o modo, vemos que a Bíblia não se afasta do Alcorão, e que apenas são culturas diferentes, porém com mesmo Deus. Fato é que já São Francisco a seu tempo foi contra cruzadas contra muçulmanos e disse que devemos muito amar esses nossos irmãos. Um dito sufi diz: “Não ataques nem judeus, nem cristãos, nem muçulmanos, mas golpeia a tua própria alma e não cesse de golpeá-la até que ela morra” (Xeque Darqawi).  

terça-feira, 2 de abril de 2013

A mística na Bíblia segundo Swedenborg

A mística na Bíblia segundo Swedenborg


          Swedenborg foi o primeiro médium da idade moderna, ficando famoso por prever um incêndio que ocorreria a 400 km de onde estava. Também sabia 8 idiomas e era contra a leitura literal da Bíblia, o que eu também tentei fazer nesse site que agora divulgo presente artigo. Ele acreditava que a salvação do homem não vinha por reencarnação, mas sim por regeneração, e que Jesus Cristo é Deus. E para a regeneração é necessário o intelecto. E sua doutrina está em sintonia com o Verbo, aparentando espécie de cabala. Afirma que conviveu e dialogou com espíritos, e os diferencia dos anjos.
        Obre interessante desse autor é Arcana Cælestia, onde comenta o texto do Gênesis. No livro que pesquisei, há também o Apocalipsis Revelata, onde comenta o livro da Revelação. Fato é que sua hermenêutica gira em torno do Verbo e da regeneração do homem, pelo que ensinou Cristo. Também o que interessa pra ele é a Igreja Nova, em contraste a Igreja Antiga, o que seria simbolizado pela Nova Jerusalém.
        Sobre o Apocalipse, Swedenborg é claro que nada tem a ver com coisas e governos do mundo, mas se refere ao céu e assuntos espirituais. Então contrasta bem com doutrinas que vemos divulgadas em igrejas norteamericanas e mesmo com linha protestante, apesar do autor ser praticamente uma grande influência junto com Lutero, para essa linha. Para ele as Bestas não são mais que doutrinas mal interpretadas do cristianismo, como as heresias e mesmo seitas. A simbologia toda gira em torno da velha Igreja e da nova, e do homem pecador e do regenerado. Seria o que martinistas chamam de o Novo Homem. Então, após a queda o homem estaria salvo pela Igreja de Cristo. O dragão é a Igreja anterior a Cristo.
        Já no que se refere ao Gênesis, fica claro que o autor entende os 6 dias da Criação como uma regeneração do homem pelo Novo Adão, que é Jesus, e assim o homem não atingiu ainda esses seis graus de seu desenvolvimento. Os segredos do desenvolvimento seriam o amor, a fé e a caridade. De certo modo traduz bem o modus operandi cristão. A diferença de espíritos e anjos, é que espíritos fazem a comunicação com mundo espiritual, e anjos fazem a comunicação com o céu. E anjos seguem quase que exclusivamente a vontade de Deus, através de suas leis.
        Cabe por fim observar que esse místico, teólogo, cientista e inventor, isso sem falar em seus cargos acadêmicos, foi grande expoente do pensamento e que por algum esquecimento não é trazido com tanta relevância à história. Lutero ficou com todo o mérito. Livre pensador e místico da experiência, se diferencia de meros interpretadores da Bíblia, uma vez que tinha contato com espíritos e anjos, isso sem falar na cultura de sua época, muito mais voltada para a espiritualidade que a atual. Sua hermenêutica deve ser lembrada, e parece que em muito influiu no pensamento cristão, seja de linha protestante, ou até mesmo diversas outras.  
       

domingo, 17 de março de 2013

Moisés, sua vara, Mar Vermelho, rocha e Páscoa

Moisés, sua vara,  Mar Vermelho, rocha e Páscoa




 “Falou, pois, o Senhor a Moisés e Arão: Quando Faraó vos disser: Apresentai da vossa parte algum milagre; dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, para que se torne em serpente”. (Ex. 7:8)

“Falou, pois, o Senhor a Moisés e Arão: Quando Faraó vos disser: Apresentai da vossa parte algum milagre; dirás a Arão: Toma a tua vara, e lança-a diante de Faraó, para que se torne em crocodilo” (a Septuaginta e outras traduções falam em monstro de água e terreno, que era tal animal. Por equívoco traduzido por serpente.)

“E tu, levanta a tua vara, e estende a mão sobre o mar e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco”. (Ex. 14:16)

“Então disse o Senhor a Moisés: Passa adiante do povo, e leva contigo alguns dos anciãos de Israel; toma na mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai-te”. (Ex. 17:5)


            Moisés surgiu de um grande rio, e assim partilhava de uma Providência que o ligava a esse elemento água. Teve vários milagres e sinais em seu ministério. Irmão de Arão, este assim possuía uma vara ou cajado, de propriedades mágicas. Esse cajado não é outro que não a Cabala, a tradição dada nos mistérios hebreus, que começou com Melki Sedec, ensino relativo a propriedade mágica das letras hebraicas, através dos 72 Nomes de Deus.
         A vara mágica simboliza a Vontade do mago. Moisés praticamente a usou em todos os seus milagres Também segundo um místico judeu o Mar Vermelho é o Mar Infinito, e se refere a todas as águas do mundo, que nesse dia inverteram seu curso e congelaram. As águas se congelaram e ficaram em muralhas, não meramente flutuando, como mostra o cinema. Vale que a criança no útero materno está nas águas e já recebe os mandamentos de Deus. Também o sábio recebe já nas águas a revelação de que veio de um dos Patriarcas, profetas ou outros, pelo mistério da reencarnação. Muitos profetas da Bíblia são os mesmos em pessoas diferentes.
         E Moisés veio de um cesto (útero), levado nas águas. A rocha ferida pelo cajado tinha formato cúbico, era de granito e media 4,5 metros de largura por 3,5 de altura. Possuía espécie de mecanismo e podia fornecer água a 6 milhões de pessoas. As 10 pragas do Egito se referem a ataque a seus deuses, também, como a Belzebu das moscas, Serápis dos gafanhotos e assim por diante. A Páscoa se refere a esse êxodo, sendo que ainda há a festividade dos pães sem fermento, por sete dias. O pão celestial foi usado por 40 anos, tendo propriedades meio que especiais, como derreter rápido (se não era congelado ou refrigerado...).
         O mar infinito se dividiu em 12, e assim vemos as doze tribos de Israel. Aqui o simbolismo nos leva a 12 constelações e aos 12 apóstolos do Senhor Yeheshua (Jesus). Todos passamos pelo Mar do Infinito e encontramos a vida, ainda pelo cesto que nos leva. Partilhamos do mundo profano ou de trevas e nos encaminhamos para a terra prometida, que é o paraíso. Canaã tem leite e mel. Assim o que é doce nos está reservado e no Messias ou Yeheshua isso se vê cumprido, pela consciência messiânica. Os crocodilos dos instintos são controlados e os inimigos vencidos, pela vara da Vontade. Moisés nos deu essa lição, sendo a Páscoa da morte e ressurreição de Jesus a prova final de tal Providência Divina.
        

quarta-feira, 13 de março de 2013

Um novo Papa argentino: Francisco I, imagem do santo da natureza



Um novo Papa argentino: Francisco I, imagem do santo da natureza



            O Papa foi eleito, e temos assim um representante de Pedro. Francisco I, Jorge Mario Bergoglio, argentino, tem assim a missão cósmica de ser guia da Igreja, sendo o católico o primeiro Papa não europeu depois de 1000 anos do bispado máximo do Velho Mundo. Espera-se assim um Novo Mundo também na concepção católica, apesar de que a Tradição sempre se envolve daquilo que será tido por “antigo”. Espero que esse jesuíta possa reatar ligações com outras igrejas cristãs, a exemplo do que tinha feito João Paulo II. Fato é que os jesuítas têm uma ordem à parte, com determinado poder e influência na história. Depois de João XXIII, que teria sido o último dessa linha, fato é que espero seja a mentalidade latinoamericana algo mais avançada que a europeia. Este homem enfrentou a ditadura argentina, e tem assim afinidade com pobres, um homem humilde que anda lado-a-lado com o povo. A teologia da América latina é diferente da europeia, é mais social. Assim esse Papa pode nos levar a discussões mais sociais, a exemplo de encíclicas como Mater et Magistra e outras, com a diferença de agora não ter mais um comunismo estatizado ou soviético, nem um marxismo na moda, como naquele tempo. Há boatos que esse papa era opositor de Bento XVI, e assim podemos ver alguns focos diferentes do Papa anterior. Talvez não mais aquele materialismo histórico do marxismo, mas um materialismo consumista pode ser o combate do novo Papa, em nome da fé em Cristo e na caridade, esperança, mais que no mero acúmulo material e busca do prazer carnal. A espiritualidade sempre ganha, uma vez que um homem voltado ao espiritual faz com que se repense determinadas concepções, ainda mais em uma sociedade fria e descrente, como aquela que presenciamos em atual cultura. O problema não é uma crise da Igreja Católica, mas uma crise cultural global. Vejo que desde que busquei o misticismo, seja em linhas não tão gratas a religião, mas mesmo assim que me fizeram a respeitar e entender mais as religiões cristãs e outras, e que me fizeram a compreender que sim, há muita coisa que o Catolicismo defende que se sintoniza a uma mística que leva a experiências reais, vividas por vários mestres. Vemos também que o nome Francisco nos leva ao iluminado São Francisco de Assis, que tanto amou a natureza e ainda nos deu lições de tolerância para com o povo islãmico. Nesse atual momento, isso é fundamental, para que se apresente numa busca de paz mundial e real fraternidade. O nome Francisco foi usado pela primeira vez, e nos leva a um verdadeiro santo, com suas chagas e milagres. Jorge terá assim uma forma de demonstrar a inspiração do Espírito Santo e na compreensão do que ensinou Cristo, sendo assim que bom será ser a sua imitação. Um Papa latino melhora em muito a busca do cristianismo aqui no Novo Mundo, e espero que da superação de antigas crises e de revisões quanto a concepções em relação a temas polêmicos, com verdadeira justiça para com padres infratores, no caso da violência sexual, e na percepção de questões tecnológicas e práticas, como na permissão de método de contracepção. Mas vemos que um Papa já idoso deve manter a tradição e assim não provocar grandes mudanças. O retorno  fé já é grande vitória, e a espiritualidade que compensa um pouco o materialismo da sociedade pós-moderna já é por si só positiva.  Se o nome nos levar a ordem dos Franciscanos, nos garante uma grande integridade. Também a ordem Jesuíta é bem fiel ao Papa, e tem uma certa força a Companhia de Jesus, além daquela que conhecemos na fé de meros padres. Jesuítas evangelizaram os índios e os orientais, então pode ser uma possibilidade uma busca do novo Papa de cristianizar mais a China, o novo império mundial. Interessante que o Papa não era o mais falado, ou esperado, e que a América Latina sempre teve muitos católicos, não sendo justo um Papa de nação com pequena representatividade. Francisco I tem assim uma busca de imitar no possível Cristo, em serviço extra da Companhia de Jesus.

terça-feira, 12 de março de 2013

O nome do Salvador

O nome do Salvador


Disse João: “Porque já muitos enganadores saíram pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Tal é o enganador e o anticristo” (versão João Ferreira de Almeida).

Transliterado
Em 1 Yaohukhánam (mudado para João) 4:3 diz que: “e todo espírito que não confessa a Yaohúshua não procede de Yáohuh Ul; pelo contrário, este é o espírito do Anti-Mehushkhay (anti-Ungido), a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.”


                Vemos que com o imperador Constantino o nome Yeoushua foi substituído por Jesus, e assim como outros nomes divinos e poderosos da Bíblia, houve uma perda de poder e de autenticidade. Isso foi feito por uma falsa tradução da septuaginta, usada até hoje, como base a outras Bíblias. “Logo um cego conduz a outro cego”. Algumas tradições místicas, como a de Martinistas, ou mesmo a de judeus messiânicos percebem isso, ao entrar diretamente com o hebraico. O nome Jesus tem outro significado, não tanto de ungido, mas mais de “cavalo” (Ye=Deus, Sus=cavalo), tristemente. E isso muda totalmente o sentido do Nome, uma vez que falamos no Filho de Deus, na parte da Trindade. Fato é que tanto a Igreja romana, hoje passando pela transformação de procurar um novo Papa, tanto pelas que surgiram do sistema luterano, se veem com traduções e traduções do nome “Yesus”, que por si está bem longe do Yeoushua, original. Ora, se Deus fala que Ele tem um nome, seria obra de Satã alterar esse nome. Tal mudança se deu da tradução do grego para o latin. O nome de Yeshua, por outro lado, guarda dentro de si o nome de Deus, IHVH, que resulta em 72. Yesus não é um dos 72, e nem outros Nomes sagrados presentes na Torá/Bíblia. Um nome mudado em sua tradução pode ter outro significado, e em se pensando também em João, alguns podem refletir no João do pé de feijão e outros contos profanos. O que é sagrado não pode ser modificado, e vemos que cada vez mais não apenas em nomes, mas em traduções se mudam inclusive dogmas cristãos, a fim de se defender a visão de determinada seita. O primeiro capítulo de Yaohukhánam (João) prova isso, onde se fala na Palavra e acaba-se por modificar a fim de inserir a figura do homem Jesus dentro dela, o que não ocorre no original. Querendo se facilitar, faz com que se perca o sentido original. O mesmo se faz com verbos que estavam no passado, dizendo cumpridas as profecias, e os transformar para futuro, a se cumprir. Assim alguns colocam no livro de Isaias e em passagens do livro referente a rei de Tiro, como se fosse Jesus e assim por diante. O sábado mudado para domingo e uma série de alterações mais grosseiras foram feitas, e vemos toda a sorte de Bíblias ao gosto de cada um e da sua seita (a Igreja é uma só...). O noivo é um só e a esposa é uma só, e quando se coloca muitas esposas, se cria adultério espiritual. Cuidar dos nomes sagrados é necessário, e mesmo do sentido usado ao tempo de Yeoushua. A má tradução pode não apenas mudar o significado, mas invertê-lo.