Sejam bem vindos ao site sobre a Bíblia do ponto de vista místico e esotérico

Informações a respeito de cabala cristã, martinismo, arqueologia bíblica, interpretações, textos místicos e assuntos relacionados



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Lembrando Papa Bento XVI: um iluminado

c


                Vejo que a renúncia do presente Papa alemão se faz por pura necessidade, em caso de sua saúde. Também que esse bispado de Roma requer uma dedicação que ele mesmo confirmou que não mais teria capacidade, haja vista cansaço. Fato é que a Igreja tenha sempre preservada a tradição que começou com Pedro e acima de tudo com Nosso Senhor Jesus Cristo. Todas as igrejas cristãs podem questionar, mas sua tradição começou daquilo que a Igreja de Roma edificou. E tantos santos atestam a inspiração do Espírito Santo, provado por dons, entre os principais, milagres. Também sempre na bênção da mãe divina, Virgem Maria. Soma-se ainda a experiência judaica. Mas Joseph Ratzinger é um iluminado, e talvez seja mais conhecido quando as pessoas tiverem o costume da leitura, haja vista ser grande teólogo (exegeta) e escritor. Claro que viemos de João Paulo II, que de tão magnânimo acaba por ser beatificado. Mas lembremos que muitos Papas foram mais severos, e que estamos em tempo de ética do discurso, lembrando a filosofia de Habermas. E também estamos em um tempo que podemos imitar Cristo, na esteira dos ensinos de Tomás de Kempis, sem esquecer que temos a capacidade e o acesso de ler a Bíblia, o que em outros tempos não seria possível. Faço assim algumas citações de sua obra sobre Vida de Jesus, em espanhol, que você pode alterar com tradutor de site:
            “He podido comprobar también con gratitud que la discusión sobre el método y la hermenéutica de la exégesis, y sobre la exégesis como disciplina histórica y teológica a la vez, se está haciendo más vivaz, no obstante ciertas resistencias hacia los nuevos pasos. Me parece de particular interés el libro de Marius Reiser, Bibelkritik und Auslegung der Heiligen Schrift, publicado en 2007, en el que se recoge un conjunto de ensayos publicados precedentemente, dotándoles de una unidad interna y ofreciendo indicaciones relevantes para las nuevas vías de la exégesis, sin abandonar la importancia que siempre tiene el método histórico-crítico.
Una cosa me parece obvia: en doscientos años de trabajo exegético la interpretación histórico-crítica ha dado ya lo que tenía que dar de esencial. Si la exégesis bíblica científica no quiere seguir agotándose en formular siempre hipótesis distintas, haciéndose teológicamente insignificante, ha de dar un paso metodológicamente nuevo volviendo a reconocerse como disciplina teológica, sin renunciar a su carácter histórico. Debe aprender que la hermenéutica positivista, de la que toma su punto de partida, no es expresión de la única razón válida, que se ha encontrado definitivamente a sí misma, sino que constituye una determinada especie de racionabilidad históricamente condicionada, capaz de correcciones e integraciones, y necesitada de ellas. Dicha exégesis ha de reconocer que una hermenéutica de la fe, desarrollada de manera correcta, es conforme al texto y puede unirse con una hermenéutica histórica consciente de sus propios límites para formar una totalidad metodológica”.
            “En Judas encontramos el peligro que atraviesa todos los tiempos, es decir, el peligro de que también los que «fueron una vez iluminados, gustaron el don celestial y fueron partícipes del Espíritu Santo» (Hb 6,4), a través de múltiples formas de infidelidad en apariencia intrascendentes, decaigan anímicamente y así, al final, saliendo de la luz, entren en la noche y ya no sean capaces de conversión. En Pedro vemos otro tipo de amenaza, de caída más bien, pero que no se convierte en deserción y, por tanto, puede ser rescatada mediante la conversión.”
            “Este significado de «vida eterna» aparece muy claramente en el capítulo sobre la resurrección de Lázaro: «El que cree en mí, aunque haya muerto, vivirá; el que está vivo y cree en mí, no morirá para siempre» (In 11,25s). «Viviréis, porque yo sigo viviendo», dice Jesús a sus discípulos durante la Última Cena Un 14,19), enseñando con ello una vez más que lo característico del discípulo de Jesús es que «vive»; que él, mucho más allá del simple existir, ha encontrado y abrazado la verdadera vida que todos andan buscando. Basándose en estos textos, los primeros cristianos se han denominado sencillamente como «los vivientes» (hoi zóntes). Elloshabían encontrado lo que todos buscan: la vida misma, la vida plena y, por tanto, indestructible)”.
            “Pasemos ahora —tras esta reflexión sobre la parte más importante de la tradición en forma de confesión— a la tradición en forma de narración. Mientras la primera sintetiza la fe común del cristianismo de manera normativa mediante fórmulas bien determinadas e impone la fidelidad incluso a la letra para toda la comunidad de los creyentes, las narraciones de las apariciones del Resucitado reflejan en cambio tradiciones distintas. Dependen de transmisores diferentes y
están distribuidas localmente entre Jerusalén y Galilea. No son un criterio vinculante en todos los detalles, como lo son en cambio las confesiones; pero, dado que han sido recogidas en los Evangelios, han de considerarse ciertamente como un válido testimonio que da contenido y forma a la fe. Las confesiones presuponen las narraciones y se han desarrollado a partir de ellas. Concentran el núcleo de lo que se ha relatado y remiten a la vez al relato.”

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tempos pré-adâmicos e pré-diluvianos

Tempos pré-adâmicos e pré-diluvianos

         Naqueles dias estavam os nefilins (gigantes) na terra, e também depois, quando os filhos de Deus conheceram as filhas dos homens, as quais lhes deram filhos. Esses nefilins eram os valentes, os homens de renome, que houve na antigüidade”. (Gen. 6:4)

“Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo”. (2 Ped. 2:4)
               
Lendo a Bíblia de Estudo Dake, percebi já de início bons estudos e comentários, talvez os melhores, e dando importância ao tema dos gigantes, de Lúcifer no tempo pré-adâmico e do dilúvio de Lúcifer (diferente do de Noé...). Assim os anjos que se rebelaram, gigantes e outros, parece que receberam seu juízo. Samael (ou Lúcifer) se opôs as leis cósmicas e naturais, e assim contrariou a Deus e a Sua providência. Mas com pouca informação na própria Bíblia, como podemos saber dessas coisas antes de Adão?
Mesmo na Bíblia há muita informação, apesar de velada. Em Isaias se fala no rei de Tiro, e assim vemos lá a figura de Lúcifer. Na serpente, e mesmo no Apocalipse há muito desses mistérios. Mas os gigantes viveram até o tempo de Noé, ou seus descendentes depois, ainda (cananeus, filisteus etc). Vemos que além dos livros canônicos, que alguns apócrifos dão-nos respostas, como o “livro de Enoc”, que fala das lições a que nos deram esses anjos ou gigantes. Também a tradição oral judaica e seus escritos de sábios, como Talmude, Zohar e Mishnas dão muitas respostas sobre Samael e os anjos.
Mas sem um estudo maior não se pode ir além nessa hermenêutica da Bíblia. Vemos assim em estudo de religiões comparadas às respostas as lacunas que encontramos sobre esse tempo pré-adâmico e mesmo pré diluviano. Várias tradições falam da “guerra dos gigantes contra os filhos dos deuses” e isso está quase literal na Bíblia também, podendo-se traduzir o termo Elohim por deuses. Também que o mundo ou universo teria sido criado perfeito, e se tornado imperfeito (queda). Mesmo no hermetismo se entende que Deus (o Todo) criou primeiro em Sua mente, para depois manifestar no material, pois toda a criação é mental. Tais gigantes também na tradição hindu, védica e purânica, não são tidos como maus, mas com uma missão no desenvolvimento do homem, sendo que esses anjos eram espíritos ainda, e por isso de tamanho descomunal.
Ademais, além de que os anjos habitavam outros mundos antes da rebelião de Lúcifer-Samael, como Marte e Vênus, vemos que o próprio termo Lúcifer se pode traduzir por Vênus, a “estrela da manhã”. Essa guerra de gigantes e filhos dos deuses se deu porque os primeiros pecaram por demasia, e que usavam de magia negra e toda sorte de confusões e guerras. Assim estes eram os Atlantes, e por isso ainda do livro do Gênese colocar em seguida o dilúvio, pois foi por meio deste que se destruiu a Atlântida, a terra dos gigantes. A relação das águas com o éter do universo também é feita por esoteristas e vemos assim que houve um dilúvio do universo, com destruição de planetas (por meteoros...Sodoma e Gomorra?) e que ainda houve um dilúvio no mundo, retratado em mais de 100 culturas, com seus Noés construindo barcos, arcas, jangadas, cabans etc.
Vale ressaltar que a tradição bíblica se assenta em algo que está retratado por outras religiões, e que representa alguma verdade, senão literal, por certo cósmica e mística. E tais gigantes podem ter existido tanto no astral como no real, e que houve por certo alguma experiência genética entre homens e anjos, simplificada nas Escrituras sagradas. Também que outros mundos existiram e que coisas muito misteriosas mesmo em nosso mundo existem, como pirâmides e coisas que não poderiam ser construídas com a tecnologia de homens do passado. A Bíblia é assim também um livro de ciência oculta, e vai muito além do mero sentido literal, necessitando de diálogo inter-religioso e de tradições orais para sua compreensão.      

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Adão criado do pó de Marte

Adão criado do pó de Marte



“23 Observei a terra, e eis que era (seria) sem forma e vazia; também os céus, e não tinham a sua luz.
24 Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam.
25 Observei e eis que não havia homem algum, e todas as aves do céu tinham fugido.
26 Vi também que a terra fértil era um deserto, e todas as suas cidades estavam derrubadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira.” (Jeremias 4: 23-26)

A terra era (seria) sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, mas o Espírito de Deus pairava sobre a face das águas (Gênesis: 1:2)

                Pesquisando autores judeus e místicos sobre a Bíblia, eis que encontrei um brasileiro chamado Misha’El Yehudá, que muito me impressionou com suas teorias e jogos de palavras feitas na Bíblia, códigos e descobertas. Sobre essas passagens ele diz que a Terra não foi criada imperfeita, e que o verbo está no futuro e não no passado, na passagem do Gênese. Com base na gematria, cálculo feito com passagens da Bíblia e mais comentários de sábios, como o caso do Zohar, ele desvenda uma série de passagens antes nebulosas.
            Primeiro que Adão não era humano, não no sentido de ser igual a nós corporalmente. Ele tinha um corpo de queratina, segundo esse autor, e ainda antes tinha um corpo de espécie de luz, uma veste bio-luminescente que possibilitava viagens pelo universo, sem necessidade de aviões ou foguetes. Foi assim Adão o primeiro astronauta. Na queda teria assim perdido essa vestimenta e se escondido dentro da Árvore das Vidas, que na verdade era a Lua (Yesod). Mas esse Adão não foi feito do pó da Terra, mas sim de marte, pois esse planeta se chama Adamah.
            Sobre a passagem em Jeremias, se fala de um planeta habitado pelos anjos, pois eles foram criados no 5° dia e alguns se rebelaram, seguindo Samael, que não é outro que aquele que nós cristãos chamamos de Lúcifer. Esse anjo e outros habitavam planetas, e entre um deles estaria Astera, e outro Marte, que teria sido este sim banido e se tornado um deserto, conforme Jeremias. Pela queda de asteróides assim havia ocorrido, e apenas restando às pirâmides construídas pelos anjos, pois são sua marca arquitetônica (homens não construíram imensas pirâmides). Alguns desses seres habitam o centro desses planetas, sendo que o Jardim do Eden estaria no centro do nosso.    
            Vemos assim que esse autor segue uma tendência atual que é usar de misticismo tradicional, como no caso do Zohar e da Gematria, bem como a astronomia e astrofísica combinados a ufologia. E que os anjos são mais reais que muitos imaginam. Mas Adão teria assim em sua queda habitado o corpo de homens pré-históricos e comido o pão com suor do seu rosto. Antes dessa teoria, pra mim parecia estranho um homem de terra vermelha, uma vez que aqui não vemos muito desse solo. E de onde teria caído? De Marte parece ser uma resposta mais recente com nossos conhecimentos. O que vale é que a Bíblia possui toda a ciência, inclusive a física quântica, e que as descobertas humanas apenas vão confirmando os saberes de místicos judeus e outros, como Einstein.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Anti-teologia

Anti-teologia como uma nova forma de teologia

"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai."  Filipenses 4:8


Anti-teologia é (interpretação errônea ou equivocada sobre determinada teologia), segundo Luiz Alexandre Solano Rossi, doutor em ciência da religião. Diferente de ateísmo (sem Deus) e de teologia negativa (impossibilidade de uma prova da existência de Deus). A anti-teologia oferece assim um discurso com a promessa categórica de vitórias e conquistas a partir da adesão do “fiel àquela igreja”. São os vendedores de ilusões, que prometem tudo aos crentes.
Por isso da necessidade de um credo original, de um dogma e de certas tradições serem preservadas, para evitar ataques e teorias estranhas a fé original. Em grande parte cultos populares acabam por culminar nessa anti-teologia.
Por outro lado, claro que tomar ao pé da letra a Bíblia também é um equívoco, tamanho o número de alegorias e metáforas que há nas Escrituras Sagradas. Apesar de eu já ter sido chamado de ateu por interpretar Adão e Eva como ocorrência antropológica e não literal.
Mesmo na TV se discutia sobre a teoria do arrebatamento, procurando justificativas científicas ou teológicas ao acontecimento. Se apenas 144000 se salvarão ou não, isso tem de ser interpretado e somente a realidade vai dizer. Um homem ressuscitar por si também a ciência ainda não explica.
Se fala também que a teologia da prosperidade é uma anti-teologia. Sempre que há muita investigação do Ministério Público se suspeita de algo estranho. Transformar Jesus em banqueiro em muito passa a ser uma anti-teologia, acaba sendo mais uma economia que teologia. Um bezerro de ouro. "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai."  Filipenses 4:8
Também vemos bem uma anti-teologia na ufologia, ou mesmo uma outra teologia. Todas as passagens bíblicas que tem algo de extraordinário acabam sendo explicadas como ato de extraterrestres, óvnis e coisas do gênero. Isso explicaria muita interferência de anjos. Teoria de astronautas do passado, muito em voga pelas terras americanas.
Não se acreditando em Deus, ou que não existe, acaba por se acreditar em anticorpos, em saúde, em inteligência e em causalidade. Aproxima-se de um conceito de Deus por meio indiretos. Buscar a vida e a luz do dia já são formar de se acreditar em Deus, mesmo que não por vias religiosas tradicionais.
Vemos em hermenêuticas muito reduzidas uma forma de anti-teologia. Seitas surgem todos os dias e quase sempre contemplam uma série de seguidores que não refletem sobre suas doutrinas. Basta ver sempre as doutrinas originais e o que disseram São Jerônimo e outros, a fim de não se cair em muito erro.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Natal, Papai Noel e Jesus

NATAL, PAPAI NOEL E JESUS



Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, ela se achou ter concebido do Espírito Santo.E como José, seu esposo, era justo, e não a queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projetando ele isso, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, pois o que nela se gerou é do Espírito Santo; ela dará à luz um filho, a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito da parte do Senhor pelo profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco. E José, tendo despertado do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu sua mulher; e não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho; e pôs-lhe o nome de JESUS. (Mat: 1:18-25)


                Vemos que nasceu o Salvador quando as trevas estavam no mundo, no solstício de inverno. Data antes comemorada ao deus Invicto, assim ficou que as tradições antes pagãs foram cristianizadas, e adaptadas ao mestre judeu. A árvore que era de Odin se transformou na árvore do Éden, trazida em costume por imigrantes, que procuravam pequenos pinheiros para cortá-los e enfeitá-los com velas (luz de Cristo) ou maçãs (fruto do pecado...). A tradição polaca dos ovos de enfeite também foi cristianizada. Restou ainda São Nicolau que foi adaptado em Papai Noel de marca de refrigerante, importando que desse presentes.
            O Bispo Nicolau nasceu na Turquia no ano de 280 e costumava deixar moedas e saquinhos nas chaminés às pessoas pobres. Vários ainda retrataram milagres atribuídos a ele, e assim foi declarado santo. Até final de século dezenove era retratado de roupa verde ou marrom. Em grande parte um filantropo.
            Mas então vemos que isso tudo se dá com base no nascimento de Jesus Cristo (Yeshua), seja ele nessa data ou outra. Pois a tradição comemorou assim. Também que nessa época nasce cosmicamente a luz do mundo, e muitos místicos afirmam que Jesus foi responsável pela criação do Sol. Já pensando no Verbo, ele foi criador de tudo junto com a pessoa do Deus Pai, e assim certamente nos deu o presente maior, a existência.
            Então São Nicolau não fazia isso para despertar a ganância das pessoas, mas fazia por Jesus, e pela causa grande da regeneração. Claro que a data é dedicada ao nascimento de diversos mestres espirituais de outras nações, como Buda, Zoroastro, Hórus, Krishna e outros, e assim vemos que todos prefiguravam a figura do Cristo. Também que tudo isso faz profecia de nosso Cristo interno que será despertado em tempos vindouros, assim já na ressurreição. E nasceu de uma eterna virgem, Maria/Marah, o mar do infinito, onde o Pai planava como descrito no livro do Gênese.
            Por fim cabe aos pais explicarem que esse Papai-Noel de refrigerante nada mais é que corrupção do Nicolau e que isso tudo para a glória de Jesus, e seu nascimento sagrado, um dos mistérios do cristianismo. Também que é melhor dar presentes que receber e que melhor que as coisas é a caridade, a fé e a esperança, pois pouco adianta se a vontade é desviada para fins diversos do que ensinou o Salvador.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Milagres, Paranormalidade e Ciências Ocultas

Milagres, Paranormalidade e Ciências Ocultas




Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que em teu nome expulsava demônios, e nós lho proibimos, porque não nos seguia. 39 Jesus, porém, respondeu: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo depois falar mal de mim;40 pois quem não é contra nós, é por nós. (Marcos: 9:31-40)



         Vendo algo em TV por assinatura me despertou interesse um documentário sobre milagres, e consequente discussão de peritos e estudiosos. Vi que os casos citados foram de várias religiões, algumas até não cristãs, mas que o milagre estava sempre na certeza da opinião popular. Por outro lado, apareciam céticos e parapsicólogos contestando ou questionando os fatos, como curas e acontecimentos no mínimo paranormais, e assim delegando os fenômenos a outras origens.
         A maioria dos milagres estava em países em desenvolvimento da América Latina e se relacionavam a Igreja Católica, onde havia desde curas extraordinárias dos religiosos, até santas que choram, uma que é paranormal (de Guadalupe...), hóstias que sangram, vultos fotografados nas igrejas e assim por diante. Mesmo em outras igrejas, ou até em uma determinada xamã, leva todos os peritos a dúvidas e explicações que são dadas nas meras hipóteses, quando a fé do povo sempre tem a certeza do milagre e da intervenção de Deus.
         Porém a Igreja (Católica) hoje é cautelosa em aceitar os milagres, os fazendo em raríssimos casos. Essa parcimônia até que é justificável, haja vista o grande número de negociantes querendo receber alguma vantagem financeira com locais santos e alguns interesses secundários, que nada tem a ver com a religião. A “Defesa da causa dos santos”  acaba por analisar todos os casos, e são muitos. Muitos são reprovados, por haverem provas científicas ou se provar que a causa se deu por causas naturais. Mesmo parapsicólogos dizem ser apenas um fenômeno de telergia, uma espécie de poder da mente. Mas quem garante que Deus não opere por meios naturais, e se quiser também em sobrenaturais ou paranormais?
         As chagas vem assim sendo já colocadas como um fenômeno paranormal, sem contudo em casos levar a tratar como milagre. Esquece-se de um Francisco de assim... e revela o orgulho de juizes humanos querendo julgar a Deus e ao Cósmico, a poderes que não compreende. Fato que se ocorrem aportes, telergia, telecinesia e tantos outros fenômenos paranormais hoje estudados pela parapsicologia, mesmo assim pode haver a interação divina. Para um pensador Deus está em todos os nossos atos, e nada seria feito sem Ele. E se for assim mesmo? Perdemos assim toda a razão. Mas por que não unir a fé a razão? Por que esses céticos se digladiando com os fiéis, se todos acreditam na verdade?
         Mas uma opinião que não veio a discussão é a das ciência ocultas, que também já de longa data analisaram os milagres. O alemão Franz Bardon disse que por magia se é possível repetir todos os milagres. Há quem diga que os adeptos sempre operaram fatos extraordinários, a semelhança de Nosso Senhor Jesus, e assim ocorre de tempos em tempos na humanidade. E há ainda a ajuda de seres invisíveis, ou visíveis, como os anjos e tudo mais, o que não entra muito na discussão dos que observam os milagres. Por que não intermediários ajudando no trabalho do Senhor? E as formas-pensamento, que falou Annie Besant também podem explicar muitos dos fenômenos que ocorrem em grupos com grande fé (Igrejas?), ou mesmo de um ser objeto de sua fé no mundo invisível (egrégore?), que ganha vida própria. Isso sem falar em demônios que poderia m enganar e assim por diante.
         Fato que a fé das pessoas leva ao milagre, às vezes, e quem o faz é um Poder Superior, não descoberto ainda pela ciência. Isso não se pode vender ou comprar como querem alguns, mas é o que existe de mais sagrado, que é a prova de todas as crenças que recebem a bênção. Quando alguém se coloca no lugar de Jesus ou de Deus deve trazer muito cuidado, pois é o ego (diabo) que fala neles, quando se fazem maiores ou substitutos do Senhor. Acredito em milagres, mas sei que coisas ocorrem por poderes ocultos, que nem a ciência e nem a religião ainda talvez conheçam. Isso contudo de forma nenhuma afasta Deus, amas em verdade o coloca na presença constante naqueles que nos ajudam, anjos e outros seres. Mas sem o Senhor nada é feito.
        






domingo, 21 de outubro de 2012

Os números misteriosos no livro Apocalipse da Bíblia

Os números misteriosos no livro Apocalipse da Bíblia


A interpretação dos números requer a ciência esotérica dos mesmos (gematria). Isso não pode ser inventado, como fazem alguns em sua criatividade abundante. Mas é uma ciência antiga, que remonta o saber da noite dos tempos, e onde se baseiam os mistérios, e que sábios bebiam. Fica claro que o livro do Apocalipse segue esse simbolismo, e que as Bestas e outros adornos hieroglíficos são para velar esses mistérios, que passam longe do olhar profano. Requer a ciência oculta, e isso não se faz apenas por um batismo. A confusão continua com o número 666, o quadrado solar e a carta 18 do tarô (6+6+6), e assim vemos toda a sorte de interpretações equivocadas, querendo condenar a própria Igreja ou fazendo do anticristo (se é o número do homem, é o homem então o anticristo?) a razão principal, e o adversário dos judeus (Satanás, Satã), que era um adjetivo e não nome próprio, o rei de tal número. Nem o Papa escapou de ser designado como um anticristo! Fato é que não se tendo a chave de quem escreveu o livro, fica difícil querer ver algo em suas sentenças. Contudo, como já vimos desde a interpretação do livro do Gênesis, o saber é o centro e vemos 4 níveis de interpretação, o literal, o alegórico, o moral e o místico, interessando esse último a nós. O Apocalipse não pode ser interpretado literalmente. Já em nível alegórico e moral, vemos que algumas lições podem ser tiradas, como a de se defender as virtudes cristãs e superar vícios pagãos. Já o místico requer ciências como as que são compiladas pela cabala e pela tradição oral cristã, bem como as experiências místicas de santos e assim por diante. Como a tradição dos primeiros cristãos era ainda judaica, e em grande parte da seita dos essênios, que eram cabalistas (segundo Adoum), utilizei assim da cabala como foco desse livrinho revolucionário que agora você tem em mãos. E as chaves assim estão em parte reveladas, pois sábios como que escreveram o Zohar e o Sepher Yetzirah já o traduziram de forma mais ou menos clara. Aqui proponho uma cabala cristã. E a relação entre culturas não pode ser evitada, uma vez Moisés sendo egípcio e Jesus judeu.

(Trecho de livro “Bíblia e Misticismo”, do autor)